Acadêmico de Teatro da Unir apresenta performance sobre vivência travesti nesta segunda-feira (20/12)

“Corpos do Prazer” é desenvolvida pelo acadêmico Ádamo Teixeira , que em cena apresenta a persona Amitaff, travesti cearense que sobrevive em Porto Velho e denuncia a invisibilidade e a violência sofridas diariamente

Com o objetivo de denunciar aos espectadores e às autoridades as agressões e cerceamentos que as travestis sofrem no seu cotidiano e divulgar os índices sociais excludentes que essas cidadãs são submetidas ao longo de suas vidas, o acadêmico da Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia, Ádamo Teixeira, realiza na noite desta segunda-feira (20), mostra do processo criativo da performance “Corpos do Prazer”.

 No encontro marcado para às 19h (horário de Rondônia), em plataforma digital, o artista traz à cena a persona Amitaff, uma travesti cearense que sobrevive em Porto Velho (RO), denunciando a invisibilidade, a violência, a transfobia e o moralismo tão em voga no Brasil atual. A apresentação é gratuita, tem classificação indicativa de 16 anos e contará com tradução em LIBRAS.

A mostra será apresentada na plataforma Google Meet com a participação máxima de 100 pessoas. Os interessados em assistir deverão entrar em contato com o artista, por meio dos e-mails: adamo_blek@hotmail.com e luciano.oliveira@unir.br.  Após a performance  os espectadores serão convidados a participar de um bate-papo com o ator Ádamo Teixeira e também com o orientador e diretor da performance, professor do Departamento de Artes da Unir (DArtes), Luciano Oliveira.

Oprojeto foi contemplado no Edital de Chamada Pública para Premiação ao Setor Cultural –  nº 008/2021 Lei Aldir Blanc nº 14.017/2020, Art. 2º Inciso III – da Fundação Cultural do Município de Porto Velho – Categoria A) Apresentação de Performance Artística ou Musical: conteúdo de caráter performático. A performance “Corpos do Prazer” está em desenvolvimento enquanto Trabalho de Conclusão de Curso (TCC I e TCC II) da Licenciatura em Teatro cursada por Ádamo, a ser concluído em março de 2022. 

A pesquisa artística no universo LGBTQIA+ começou em 2018 e seguiu sendo aperfeiçoada em várias disciplinas do curso e também através de participações em eventos artísticos. Enquanto objeto educacional, o trabalho visa contribuir para a formação de público em Porto Velho e região, assim como para a criação de indivíduos mais conscientes e sensíveis às causas e direitos das minorias, em especial dos LGBTQIA+.

“Além de alertar e denunciar aos espectadores as violências diversas, inclusive assassinatos, que as travestis sofrem no seu dia-a-dia, é importante mostrar ao público que as travestis são seres humanos e que, enquanto cidadãs, merecem respeito e acesso a todos os bens sociais garantidos pela Constituição Federal brasileira de 1988, bem como pela Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) de 1948”, reforça Ádamo.

Sinopse

“Corpos do Prazer” é uma performance-denúncia, que está em processo de criação, e de mobilização social. Trata-se de mais um meio a partir do qual as travestis de Porto Velho − silenciadas pelo sistema machista, homofóbico e patriarcal, bem como pela falta de políticas públicas efetivas em âmbito federal, estadual e municipal − podem ter voz para gritar contra a invisibilidade frente à sociedade e contra as violências que sofrem.

Serviço

Evento – Mostra do processo criativo da performance “Corpos do Prazer”, do acadêmico da Licenciatura em Teatro da UNIR, Ádamo Teixeira

Classificação indicativa – Para maiores de 16 anos

Datas – Dia 20 de novembro de 2021, às 19h (horário de Rondônia)

Local  – On-line, na plataforma Google Meet

Quanto? – Gratuito, mediante contato prévio com o artista


Texto e assessoria de imprensa: Dennis Weber

Arte: Luís Gustavo Aldunate

Performance teatral “Corpos do Prazer” será apresentada no próximo domingo (19/12)

Processo criativo é desenvolvido pelo acadêmico da Licenciatura em Teatro da Unir, Ádamo Teixeira e traz para a cena a persona Amitaff, travesti cearense que sobrevive em Porto Velho

Quero te contar alguns segredos! Você aceita uma sessão exclusiva comigo?”, convida a travesti Amitaff, persona criada pelo acadêmico da Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Ádamo Teixeira, que entra em cena no próximo domingo (19/12), às 19h (horário de Rondônia), para uma curta temporada de mostras do processo criativo da performance “Corpos do Prazer”. Serão dois encontros (outra apresentação acontecerá na segunda-feira – 20/12, às 19h), em plataforma digital, totalmente gratuitos,  com tradução em LIBRAS e classificação indicativa de 16 anos.

Para acessar as sessões (limitadas a 100 participantes), os interessados deverão entrar em contato com o artista, através dos e-mails: adamo_blek@hotmail.com e luciano.oliveira@unir.br. Após cada apresentação, os espectadores serão convidados a rodas de conversa. “Esses momentos de diálogos serão muito importantes para o trabalho que ainda está em processo de desenvolvimento. Portanto, depoimentos e sugestões da plateia serão bem-vindos”, informa o orientador e diretor da performance, professor do Departamento de Artes da Unir (DArtes), Luciano Oliveira.

                O projeto foi contemplado no Edital de Chamada Pública para Premiação ao Setor Cultural –  nº 008/2021 Lei Aldir Blanc nº 14.017/2020, Art. 2º Inciso III – da Fundação Cultural do Município de Porto Velho – Categoria A) Apresentação de Performance Artística ou Musical: conteúdo de caráter performático. “Vejo como fundamental esta premiação, uma vez que possibilita o financiamento de parte do trabalho, que até o presente momento não conta com nenhum apoio financeiro. Além disso, é urgente para a classe artística, pois gera renda emergencial, em tempos de pandemia da Covid-19, para os artistas e técnicos do município”, pontua Ádamo. 

Quem é Amitaff?

  Amitaff, travesti cearense que sobrevive em Porto Velho (RO), é figura central da performance “Corpos do Prazer”, que está em processo de desenvolvimento enquanto Trabalho de Conclusão de Curso do ator Ádamo Teixeira. “Minha pesquisa no universo LGBTQIA+ começou em 2018 e seguiu sendo aperfeiçoada em várias disciplinas da Licenciatura em Teatro e também por meio de participações em eventos artísticos. Já o nome Amitaff, surgiu durante a disciplina Fundamentos da Direção Teatral, no segundo semestre letivo de 2019, e faz referência ao nome de uma familiar”, relembra o acadêmico.

Ádamo relata que, a partir das ações da persona, é possível descortinar o sistema machista, transfóbico e patriarcal, que silencia travestis, obrigadas a se ocultarem nas margens da sociedade moralista. “Esta obra, que está em desenvolvimento, é uma performance-denúncia, e considero que seja mais um meio a partir do qual as travestis de Porto Velho podem ter voz para gritar contra a invisibilidade e contra as violências que sofrem diariamente”, aponta.

Serviço

Evento – Mostra do processo criativo da performance “Corpos do Prazer”, do acadêmico da Licenciatura em Teatro da UNIR, Ádamo Teixeira

Classificação indicativa – Para maiores de 16 anos

Datas – Dias 19 e 20 de novembro de 2021, às 19h (horário de Rondônia)

Local  – On-line, na plataforma Google Meet

Quanto? – Gratuito, mediante contato prévio com o artista

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Texto e Assessoria de Imprensa: Dennis Weber

Oficina Introdução à Escrita Dramática Contemporânea: narrativas do real e depoimentos autobiográficos

Entre os dias 10 e 12 de maio de 2021 ministrei, no Google Meet, entre 14:00 e 18:00 h, a Oficina Introdução à Escrita Dramática Contemporânea: narrativas do real e depoimentos autobiográficos.

Tal oficina foi uma contrapartida do projeto Criação, publicação e lançamento do texto teatral “Fegues”, aprovado no Edital nº 83/2020/SEJUCEL-CODEC – 1° EDIÇÃO ALEJANDRO BEDOTTI DO EDITAL DE CHAMAMENTO PÚBLICO DE FOMENTO À CULTURA PARA PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DE EXPRESSÕES CULTURAIS (oriundo da Lei Federal 14.017/2020 – mais popularmente conhecida como Lei Aldir Blanc) da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL) do Estado de Rondônia.

Em suma, esse projeto tratou da criação e publicação do texto teatral inédito “Fegues”, com dramaturgia minha. De caráter autobiográfico e inspirado nas vidas de mais 5 homens gays de Porto Velho, o texto “Fegues” (aportuguesamento da palavra inglesa fags, que pode ser traduzido como bichas), seguiu linha dramatúrgica que o pesquisador e professor Daniel Furtado, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), chama de “dramaturgias do real e depoimento autobiográfico: compartilhamento do eu”. A trama se passa em Porto Velho (RO), no presente ano de 2021, e traz, em síntese, texto-denúncia sobre homofobia, racismo e violências diversas contra homossexuais, bem como narrativas sobre complexidades amorosas homoafetivas.

Participaram da oficina alunos (as) de diversos estados do Brasil: Rondônia, Pará, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Ao longo dos três dias de realização da atividade, discutimos o artigo “Dramaturgias do Real e Depoimentos Autobiográficos: compartilhamentos do eu”, do supracitado docente da UFPEL; debatemos os processos poéticos adotados por mim para a escrita do texto teatral Fegues – que fora lançado no dia 08/05/2021; e, por fim, trabalhamos com as sinopses, com a lista de personagens/figuras, com o argumento e com a estrutura de uma ou várias cenas da proposta textual de cada participante.

Ao todo, finalizamos a oficina com nove propostas textuais: 1- AU-LA: NARRATIVAS SOBRE USO DE DROGAS E CUIDADOS, de Fernando Monteiro, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul; 2- “SEM TÍTULO”, de João Seubert, de Porto Velho, Rondônia; 3- A NOSSA VERSÃO DO AMOR, de Karina Cristina, de Belém, Pará; 4- ELDORADO, de Ádamo Teixeira, de Porto Velho; 5- AS FANTÁSTICAS AVENTURA NO FOFAMIL, de Suelen de Alencar e Silva (Susuca), de Cuiabá, Mato Grosso; 6- “SEM TÍTULO”, de Dayanne Monte de Oliveira Gatti, de Cerejeiras, Rondônia; 7- CONTO E DESENCANTO, de Teo Nascimento, de Porto Velho; 8- VOCÊ QUER SER UMA PRINCESA?, de Mayara Camargo, de Rolim de Moura, Rondônia; e 9- “SEM TÍTULO”, de Sabrina Barbosa, de Porto Velho. Infelizmente, por motivos diversos, nem todos (as) os (as) que se inscreveram na oficina conseguiram chegar ao final. Porém, os (as) que participaram, pelo menos por um dia, contribuíram com suas criatividades para o sucesso do nosso trabalho.

Gostaria de deixar disponíveis, aqui neste site, os links públicos das gravações dos três dias de encontros virtuais realizados a partir do Google Meet:

1- Links do dia 10/05/21: https://drive.google.com/file/d/1-brfaCG71p303jEynluIJb31PCGIMDT-/view?usp=sharing e https://drive.google.com/file/d/1k47Ujg5qQ1HabnsLoStNnkCqlwH1shGM/view?usp=sharing

2- Link do dia 11/05/2021: https://drive.google.com/file/d/16JD3sToB_gUdxE5FOffGe6MLJRhVKIGS/view?usp=sharing

3- Link do dia 12/05/2021: https://drive.google.com/file/d/1KvzwreNLX6pi9VCbuU0leYbZg5HNA6MU/view?usp=sharing (observação: existem vários silêncios na gravação, pois, enquanto eu lia e corrigia as primeiras atividades, os (as) alunos redigiam a última parte das suas propostas textuais. Quando era convocado por alguém, eu ligava o microfone e o vídeo para realizar orientações).

Para finalizar, agradeço imensamente a todos (as) que se inscreveram e participaram da Oficina Introdução à Escrita Dramática Contemporânea: narrativas do real e depoimentos autobiográficos. Foram três dias de encontros intensos e muito produtivos. Evoé!

Oficina de Introdução à Escrita Dramática Contemporânea: narrativas do real e depoimentos autobiográficos – Inscrições reabertas

Reabertas as inscrições para os (as) interessados (as) em participarem, gratuitamente, da Oficina de Introdução à Escrita Dramática Contemporânea: narrativas do real e depoimentos autobiográficos, com o prof. Dr. Luciano Oliveira, do Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia (UNIR).


As inscrições podem ser feitas a partir do QR Code da imagem e/ou do link a seguir: https://docs.google.com/forms/d/1wzOIOyIesT-G-UVIYDaFVM-7W-EWfBU0jGPCymWGNFQ/edit

Projeto contemplado pelo Edital nº 83/2020/SEJUCEL-CODEC – 1° EDIÇÃO ALEJANDRO BEDOTTI DO EDITAL DE CHAMAMENTO PÚBLICO DE FOMENTO À CULTURA PARA PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DE EXPRESSÕES CULTURAIS  (Lei Federal 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc).

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Arte: Luís Gustavo Aldunate

Texto teatral “Fegues” será lançado no próximo sábado (08/05)

Legenda da imagem: Professor Luciano Oliveira assina o texto teatral Fegues, que será lançado no próximo sábado (08/05) – Crédito da imagem:  Mario Roberto Venere

Fragmentos das vidas de Renato, Caio Fernando, Nêgo, Belx, Diamond e Flávio poderão ser conferidos a partir do próximo sábado (08 de maio) durante o lançamento do texto teatral Fegues. O projeto de criação, publicação e lançamento da dramaturgia foi proposto pelo professor do Curso de Licenciatura em Teatro da Unir, Luciano Oliveira, e contemplado no Edital nº 83/2020/SEJUCEL-CODEC  – 1° Edição Alejandro Bedotti do Edital de Chamamento Público de Fomento à Cultura para Pesquisa e Desenvolvimento de Expressões Culturais da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL) do Governo de Estado de Rondônia. O evento é voltado para interessados (as) nas temáticas LGBTQIA+, tem classificação indicativa para maiores de 16 anos e contará com interpretação em LIBRAS.

Fegues está disponibilizado gratuitamente em formato e-book e pode ser acessado na íntegra neste site (https://lucianodiretor.com/2021/04/16/fegues/) e no site da Editora Scienza (https://editorascienza.com.br/#/freeBooks). O lançamento acontecerá de maneira virtual, às 19h (horário de Rondônia), através do canal do Youtube do artista Luciano Oliveira: https://www.youtube.com/watch?v=in5yi4XxJ8s. Uma leitura dramatizada de trechos da obra dramatúrgica e conversas com convidados especiais compõem o restante da programação de lançamento.

Seis homens gays e um monte de histórias

Na trama um grupo de seis artistas “fegues” (bichas) – Renato, Caio Fernando, Nêgo, Belx, Diamond e Flávio – tentam criar, sem muito sucesso, uma dramaturgia coletiva de um espetáculo teatral realista contemporâneo, de temática LGBTQIA+. Entre cenas descontraídas e coloridas, canções, danças, lembranças tristes e improvisações, um jogo polêmico, proposto pelo ator e diretor Flávio, cria tensões entre o elenco, fazendo surgir fantasmas do passado, recordações desagradáveis e ciúmes; colocando em xeque um grupo de teatro com poética e estética já em vias de consolidação. Até que ponto o profissionalismo, a confiança e o respeito resistem? “De caráter autobiográfico e inspirado nas vidas de mais 5 homens gays de Porto Velho, o texto ‘Fegues’ (aportuguesamento da palavra inglesa fags, traduzido como bichas), segue linha dramatúrgica que o pesquisador Daniel Furtado, da UFPel, chama de ‘dramaturgias do real e depoimento autobiográfico: compartilhamento do eu’. A trama se passa em Porto Velho (RO), em 2021, trazendo, em síntese, texto-denúncia sobre homofobia e complexidades amorosas homoafetivas”, explica Luciano.

Inspirações e processos de escrita de Fegues

Luciano comenta que o desejo de escrever Fegues surgiu após assistir, em dezembro de 2020, ao filme The Boys in the Band, dirigido por Joe Mantello e escrito por Mart Crowley, baseado em sua peça teatral homônima de 1968. “[…] ainda no mês de dezembro, comecei a realizar, de forma remota, entrevistas com cinco artistas fegues residentes na capital rondoniense. Cada um (a, x) delxs escolheu um acontecimento marcante de suas vidas para me contar. A partir dessas narrações, usando ferramentas dramatúrgicas de ficcionalização, escrevi o que chamo nas rubricas de depoimentos. Ao todo, são seis depoimentos retratados no texto, haja vista eu também ter ficcionalizado algumas histórias minhas. Além disso, instiguei xs artistas, via grupo de WhatsApp, a responderem perguntas disparadoras de ações e imagens cênicas como, por exemplo, ‘o que nós, enquanto fegues que sofremos inúmeros abusos ao longo da vida, desejamos para o futuro?’. Com as respostas dadas eu ia tecendo a dramaturgia. Conhecer parte da história de vida dxs cinco atorxs entrevistadxs foi crucial para as escolhas dramatúrgicas que fiz, assim como para as definições estéticas tomadas ao longo do texto. Importa mencionar que algxns dxs atorxs que emprestaram suas vozes às personagens, além de serem mexs amigxs, são também mexs alunxs no Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). E um é o meu companheiro de vida”, destaca.

Muitas foram as referências utilizadas na escrita da obra dramatúrgica, conforme observa Luciano. “Para criar arte eu preciso consumir arte, bem como pesquisar linguagens artísticas e obras acadêmicas, como artigos científicos. Em Fegues, além das ficcionalizações de histórias e acontecimentos das nossas vidas, ocorreram também inspirações oriundas de filmes (como Hoje eu quero voltar sozinho e Uivo), de documentários (como Carta para além dos Muros e The Boys in The Band: Something Personal), de séries (tais como Crônicas de São Francisco, Pose e Please Like Me) e de obras literárias (como Fabián e o Caos, Stella Manhattan, Uivo e E se eu fosse pura/puta). Todas essas referências têm como temática o universo LGBTQIA+”, elenca o autor. 

Um pé em Rondônia e outro em Minas

Fegues foi concebido em Rondônia, mas gestado em Minas Gerais “[…] à luz das recordações que tive ao hospedar-me na casa da minha mãe, e do meu finado pai, em João Monlevade, durante as minhas férias, em janeiro de 2021. Eu escrevia durante o dia e durante a tarde. À noite, após caminhadas realizadas em distintas ruas do bairro onde morei até completar vinte anos, eu lia livros e assistia a diferentes criações audiovisuais. As ruas e espaços visitados, inclusive a escola onde eu estudei da 5ª série do Ensino Fundamental ao 4º ano do Curso Técnico em Química, despertaram em mim sensações e lembranças variadas. Algumas delas inspiraram cenas inteiras do presente texto”, comenta Luciano reforçando que foi muito importante escrever estando na casa dos pais, em Minas Gerais: “Isso me propiciou reviver, no imaginário e nas emoções, várias situações de violência pelas quais passei. Tive o contato com alguns irmãos que me causaram sofrimento e o conforto amoroso da minha mãe. Pude caminhar por lugares diversos do meu bairro, onde morei até quase vinte anos, e reviver internamente os episódios de bullying que sofri, por ter sido uma criança e um adolescente gordo e afeminado”. 

O que vem  por aí?

A distribuição do e-book está sendo feita gratuitamente. Os leitores poderão baixar o texto teatral no site da Editora Scienza (https://editorascienza.com.br/#/freeBooks) e no site do autor (https://lucianodiretor.com/2021/04/16/fegues).

O projeto de criação, publicação e lançamento de Fegues ainda prevê a realização de uma oficina de escrita dramática, que acontecerá entre os dias 10 e 12 de maio de 2021, das 14h às 18h, com carga horária de 12h/a.  A “Oficina de Introdução à Escrita Dramática Contemporânea: narrativas do real e depoimentos autobiográficos” ocorrerá no Google Meet, e serão ofertadas 20 vagas aos interessados, maiores de 16 anos. As inscrições deverão ser feitas até 09/05/2021, a partir do preenchimento do seguinte formulário https://docs.google.com/forms/d/1wzOIOyIesT-G-UVIYDaFVM-7W-EWfBU0jGPCymWGNFQ/edit. Todos os participantes da oficina receberão certificados.

Luciano adianta que  pretende  montar o texto Fegues em breve. “Temos o desejo de, já em maio, começar a pré-produção da montagem, que será levada ao público de forma on-line, a partir de plataformas de streaming. Os atores da montagem serão os mesmos que deram seus depoimentos para a escrita da peça. E todos eles são artistas da Trupe dos Conspiradores. Porém, a minha personagem será interpretada por um ator convidado, talvez um famoso que já estou conversando e demonstrou interesse pela montagem, por se tratar de um artista militante pelas causas LGBTQIA+. Eu assumirei a encenação. Quem sabe até dezembro de 2021 consigamos estrear o espetáculo? Para tanto, precisamos de novos editais da SEJUCEL ou de patrocínios da iniciativa privada”, diz o artista. 

Sobre o autor

Luciano Oliveira é professor do Curso Licenciatura em Teatro da UNIR e coordena o Programa de Extensão DArtes [Em]Cena: Teatro, Política & Sociedade. É membro pesquisador do PAKY’Op – Laboratório de Pesquisa em Teatro e Transculturalidade: práxis, reflexões e poéticas pedagógicas. É Doutor e Mestre em Teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Especialista em História da Cultura e da Arte pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Bacharel em Artes Cênicas − com habilitação em Direção Teatral − pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Em 2021 completa 25 anos de carreira na área teatral, tendo produzido e dirigido diversos espetáculos em Minas Gerais e em Rondônia. É autor dos livros Eid Ribeiro e o Armatrux em Processo: o objeto flutuante entre a poética e a estética teatral (Editora Scienza, 2017) e Representações Culturais no Giramundo Teatro de Bonecos (Novas Edições Acadêmicas, 2017). Academicamente, escreveu e publicou inúmeros artigos científicos. Na área dramatúrgica, foi autor de Moinho Remoçante (2004), de O Casamento de Mané com Encalhada ou A Encalhada e o Covardão (2002); foi dramaturgista em Até tu, Bruta? (2013), Cidade Maldita (2011) e Uai, pode? (2011); foi membro da equipe de adaptação do texto Inimigos do Povo (2017); e adaptador de Menina Bonita do Laço de Fita & Outras Histórias (2012), de O Despertar da Primavera (2004), de As Mãos de Eurídice (2003), de A Ida ao Teatro (2002) e de O Boi e o Burro a Caminho de Belém (2002), dentre outros. Também escreve críticas teatrais e crônicas em seu blog (www.lucianodiretor.com). Na área de audiovisual, escreveu o roteiro do filme/documentário “Rondônia: um estado de delícias culinárias”.

Assessoria de Comunicação do Projeto:  Dennis Weber e Gustavo Aldunate

Fegues

Texto teatral contemporâneo de Luciano Oliveira

Ilustração da Capa: Luís Gustavo Aldunate

Projeto aprovado no Edital nº 83/2020/SEJUCEL-CODEC 1° EDIÇÃO ALEJANDRO BEDOTTI DO EDITAL DE CHAMAMENTO PÚBLICO DE FOMENTO À CULTURA PARA PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DE EXPRESSÕES CULTURAIS, da LEI Nº 14.017, DE 29 DE JUNHO DE 2020 (Lei Aldir Blanc), da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL) do Governo do Estado de Rondônia.

Título do projeto: Criação, publicação e lançamento do texto teatral “Fegues

Proponente: Luciano Flávio de Oliveira

Trata-se da criação e publicação do texto teatral inédito “Fegues”, do artista Luciano Oliveira. De caráter autobiográfico e inspirado nas vidas de mais 5 homens gays de Porto Velho, o texto “Fegues” (aportuguesamento da palavra inglesa fags, traduzido como bichas), segue linha dramatúrgica que o pesquisador Daniel Furtado, da UFPel, chama de “dramaturgias do real e depoimento autobiográfico: compartilhamento do eu”. A trama se passa em Porto Velho (RO), em 2021, trazendo, em síntese, texto-denúncia sobre homofobia e complexidades amorosas homoafetivas.

SINOPSE:

Um grupo de seis artistas “fegues” (bichas) – Renato, Caio Fernando, Nêgo, Belx, Diamond e Flávio – tentam criar, sem muito sucesso, uma dramaturgia coletiva de um espetáculo teatral realista contemporâneo, de temática LGBTQIA+. Entre cenas descontraídas e coloridas, canções, danças, lembranças tristes e improvisações, um jogo polêmico, proposto pelo ator e diretor Flávio, cria tensões entre o elenco, fazendo surgir fantasmas do passado, recordações desagradáveis e ciúmes; colocando em xequeum grupo de teatro com poética e estética já em vias de consolidação. Até que ponto o profissionalismo, a confiança e o respeito resistem?

O texto pode ser baixado, gratuitamente, a partir da entrada abaixo:

Ou, então, diretamente no site da Editora Scienza: https://editorascienza.com.br/pdfs/luciano/fegues.pdf

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