Mostra de Encenações do Departamento de Artes da Unir exibe nove trabalhos artísticos nesta sexta-feira (22)

Na próxima sexta-feira (22 de julho), às 19h, no Teatro Guaporé, em Porto Velho (RO), mais nove trabalhos artísticos desenvolvidos por acadêmicos e egresso do Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia serão apresentados ao público. A programação integra a 4ª edição da Mostra de Encenações do Departamento de Artes da Unir (MEDU IV), que teve início no dia 15/07.

O evento é gratuito, com classificação indicativa para maiores de 16 anos, e contará com bate-papo com os acadêmicos/artistas após a exibição dos trabalhos. Os ingressos podem ser adquiridos com uma hora de antecedência no local do evento.

Serão apresentados os trabalhos artísticos ao vivo e gravados: Para aceitar a minha deficiência visual (Mayara Camargo); Aterro (Cláudio Zarco); Bacoxum (Dennis Weber, Luís Gustavo Aldunate e Sâmia Pandora); Com-pulsei (Evaristo Corrêa); Reflexo (Luís Gustavo Aldunate); Homo Consumericus (Cláudio Zarco); Rio Poluído (Sabrina Barbosa); Transform(ação) (Emerson Garcia Barros) e Corpos do Prazer (Ádamo Teixeira).

A Mostra

A Mostra de Encenações do DArtes/Unir é um projeto de extensão do Departamento de Artes da Universidade Federal de Rondônia, mais especificamente do Curso de Licenciatura em Teatro, com coordenação do professor Dr. Luciano Oliveira. Esta edição (4ª) integra o Evento Cultural Funcer – 2022, desenvolvido pela Fundação Cultural do Estado de Rondônia (Funcer).

Na Mostra são apresentados ao público os projetos de encenação e artísticos desenvolvidos pelos alunos das disciplinas Linguagem da Encenação Teatral e Fundamentos da Direção Teatral, ministradas por Luciano Oliveira. A programação da 4ª Mostra também conta com breves cenas, contação de história e vídeo-performances desenvolvidas nas disciplinas de Performance, Processos de Ensino em Teatro I, TCC II, Atuação com Objetos e Arte e Educação Ambiental.

“Na IV edição, as novidades são as apresentações no palco do Teatro Guaporé, seguidas das exibições de vídeos de forma presencial, como as que ocorrem num cinema. Assim, teremos um evento que promove o hibridismo de linguagens artísticas: teatro, contação de histórias e vídeos. Os vídeos, por exemplo, contemplam linguagens, estilos e gêneros diversos. Temos desde vídeos resultantes de experimentações teatrais presenciais, portanto antes da pandemia de COVID-19, que passaram por experimentações e adaptações virtuais durante a pandemia; vídeos com características performativas, os chamados vídeos-performances; e até mesmo um vídeo cujo gênero é intitulado como vídeo-teatro performativo, ou seja, um mix de teatro, performance e audiovisual”, explica Luciano.

Saiba mais sobre a Mostra acessando nosso perfil no Instagram, onde compartilhamos os perfis dos artistas, sinopses e outros detalhes do evento.

Sinopses dos trabalhos apresentados na sexta-feira (22/07)

PARA ACEITAR A MINHA DEFICIÊNCIA VISUAL

Atuação: Mayara Camargo

Colaboração: Roberto Ruiz

Sinopse: Em “Para Aceitar a Minha Deficiência Visual” a atriz  Mayara Camargo traz um pouco da sua fase de aceitação da deficiência visual, a negação de aprender o braille e demais adaptações para o cotidiano de uma pessoa cega. A cena é dividida em duas situações: a fase da não aceitação e o desabafo ao final da própria atriz sobre sua deficiência.

ATERRO

Equipe artística e técnica: Cláudio Zarco, Anthony Christian Fernandes, Dani Anjos, Vina Jaguatirica, Patrick de Araújo e Núcleo Curare

Sinopse: A ação “Aterro” apresenta o terreno em que o corpo é soterrado pelas instâncias disciplinares que o poder produz, induz, investe ao sujeito, que trabalha, arregaça as mangas e ara sua vida que não é util. É no cultivo que o corpo aterrado se encontra com sua adjetivação, aterrorizado. O embate brota. Neste processo de enterro e desterro do corpo, terras caídas florescem o pensar em busca de afetos aquíferos, ou ainda, como diria Ailton Krenak: “A Terra pode nos deixar para trás e seguir o seu caminho”.

BACOXUM

Criadores (a) e atuadores (a): Dennis Weberton Vendruscolo Gonçalves, Luís Gustavo Aldunate e Sâmia Pandora

Provocador: Luiz Lerro

Sinopse: Um deus e uma deusa, vindos de terras longínquas através das bocas-pensamentos de imigrantes, mas já acostumados com as transitoriedades e complexidades da terra Rondônia, se cruzam por entre praças e fontes abandonadas de Porto Velho, em um jogo de desejo e repulsa, de vida e morte.

COM-PULSEI

Concepção e realização: Evaristo Corrêa

Provocador: Luiz Lerro

Sinopse: A vídeo-performance “Com-pulsei” apresenta um corpo compulsando entre as paredes de um micro apartamento rodeado dos consumos mais comuns do nosso cotidiano, gerando aflições e desesperos ora silenciosos, ora estrondosos. Sensações ampliadas no contexto político e pandêmico do Brasil de 2018-2022.

REFLEXO

Equipe artística e técnica: Gabriela Aldunate e Luís Gustavo Aldunate

Sinopse: Um homem fica entre escolhas de duas caixas misteriosas e se depara com seu diário contendo lembranças e assuntos nunca resolvidos, o que o deixa perturbado. Reflexo foi filmado por meio do espelho e é um roteiro adaptado do original de Nery Rodrigues.

HOMO CONSUMERICUS

Equipe artística e técnica: Cláudio Zarco, Luiz Lerro, Éder Rodrigues, Teo Nascimento, Raíssa Dourado e Núcleo Curare.

Sinopse: Homo Consumericus é uma performance itinerante, inspirada no poema “Eu Etiqueta”, de Carlos Drummond de Andrade. O Homem-anúncio, protótipo de todas as logomarcas do mercado se desloca pelos centros urbanos, interagindo com vitrines, com espaços comerciais e com o público transeunte. Esta interação promove reflexões sobre a identidade em meio à overdose e selvageria do sistema capital. A proposta é discutir a temática, partindo da instalação de uma poética crítica da arte corporal, passando pela ocupação do espaço público, por movimentos sociais e sua descaracterização da cidadania pela associação da mesma ao consumo. O estranhamento poético e crítico da imagem do Homo Consumericus, no espaço urbano, abre perguntas sobre as liberdades do ser humano sobre a natureza do consumo e do corpo, criando um argumento sobre como essas liberdades são moldadas por convenções estéticas e sociopolíticas.

RIO POLUÍDO

Equipe artística e técnica: Sabrina Barbosa, Tharlles Alef de Oliveira Araújo e Gilca Lobo

Sinopse: “Rio Poluído”, de Sabrina Barbosa, surgiu durante a disciplina “Atuação com Objetos”, ministrada pelo professor Luciano Oliveira. O vídeo mistura teatro com objetos e dança contemporânea. O trabalho é dividido em dois momentos, sendo que no segundo é usado um figurino que simboliza um rio fictício. Para tanto foram estudadas características do Rio Madeira. O trabalho pode ter várias leituras por parte do público e apresenta a poluição dos rios, tema transversal à Educação Ambiental. “Rio Poluído” busca retratar a dor e o sofrimento que a natureza enfrenta, bem como o seu pedido de socorro.

TRANSFORM(AÇÃO)

Equipe artística e técnica: Emerson Barros e João Mariano

Provocador: Luiz Lerro

Sinopse: A vídeo-performance coloca em cena um indivíduo com depressão e vergonha do seu próprio corpo. A frustração afeta a sua saúde mental, jogando-o em lugares obscuros e de desespero, amortizados por uma gula insaciável!

CORPOS DO PRAZER

Equipe artística e técnica: Ádamo Teixeira, Luciano Oliveira, Luís Gustavo Aldunate, Dennis Weber e Jamilly Martins

Sinopse: “Corpos do Prazer” é uma obra artística (vídeo-teatro performativo) resultante das investigações empreendidas pelo discente Ádamo Teixeira, do Curso de Licenciatura em Teatro da UNIR, durante o seu Trabalho de Conclusão de Curso, sob orientação do professor Luciano Oliveira. Nesse trabalho, a travesti Amitaff propõe a lançar-se como artista (cantora, atriz e performer) ao mesmo tempo em que divulga um pacote promocional de fotos e vídeos eróticos. Acompanhada pelo seu produtor (e cliente), que filma e transmite “ao vivo” as imagens do evento, ela sente na pele as consequências da exclusão social e do machismo. O trabalho denuncia ainda a invisibilidade, a violência, a transfobia e o moralismo tão em voga no Brasil atual.

Ficha Técnica do MEDU IV:

Coordenação e produção: Luciano Oliveira

Apresentação: Alexandre Falcão e Dennis Weber

Assessoria de Imprensa: Dennis Weber

Publicitário: Luís Gustavo Aldunate

Curadoria artística: Luciano Oliveira, Dennis Weber, Luís Gustavo Aldunate, Sabrina

Barbosa, Aléxia Mille e Jonathan Ignácio

Bolsistas PIBEC: Aléxia Mille, Jonathan Ignácio e Rafa Correia

SERVIÇO

Evento: 4ª Mostra de Encenações do Depatamento de Artes da UNIR

Data: 22/07/2022 (sexta-feira)

Local: Teatro Guaporé, Rua Tabajara, 148 – Olaria, Porto Velho – RO

Horário: 19h (Rondônia)

Classificação indicativa: 16 anos

Valor : Gratuito, mediante retirada de ingressos presencialmente nos dias de evento

4ª edição da Mostra de Encenações do Departamento de Artes da Unir começará na próxima sexta-feira (15) em Porto Velho (RO)

Mais de dez trabalhos artísticos desenvolvidos por acadêmicos e egresso do Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia começarão a ser exibidos a partir da sexta-feira (15), às 19h, no Teatro Guaporé, em Porto Velho (RO). A programação, que continuará no dia 22 de julho, integra a 4ª edição da Mostra de Encenações do Departamento de Artes da Unir (MEDU IV) que volta a ser realizada presencialmente. O evento é gratuito, com classificação indicativa para maiores de 16 anos. Os ingressos podem ser adquiridos com uma hora de antecedência no local do evento.

Na próxima sexta-feira (15) serão apresentados os trabalhos artísticos ao vivo e gravados: Quando a escrava Esperança Garcia escreveu uma carta; Retratos de uma pandemia; REV(60)LTADO e IS(80)LADO, desenvolvidos pelos seguintes acadêmicos, respectivamente: Marina de Amorin, Sabrina Barbosa, Luís Gustavo Aldunate e Dennis Weberton Vendruscolo Gonçalves. O evento contará com bate-papo com os acadêmicos/artistas após a exibição dos trabalhos.

Sobre a Mostra

A Mostra de Encenações do DArtes/Unir é um projeto de extensão do Departamento de Artes da Universidade Federal de Rondônia, mais especificamente do Curso de Licenciatura em Teatro, com coordenação do professor Dr. Luciano Oliveira. Esta edição (4ª) integra o Evento Cultural Funcer – 2022, desenvolvido pela Fundação Cultural do Estado de Rondônia (Funcer) e que apresenta durante o mês de julho exposições de artes plásticas, espetáculos de teatro, música e dança.

Na Mostra são apresentados ao público os projetos de encenação e artísticos desenvolvidos pelos alunos das disciplinas Linguagem da Encenação Teatral e Fundamentos da Direção Teatral, ministradas por Luciano Oliveira. “Contudo, hoje, dentro da programação atual, temos trabalhos (espetáculos, contação de história e vídeos) desenvolvidos em outras disciplinas desse curso, a exemplo de Performance e Processos de Ensino em Teatro I, ministradas, respectivamente, pelos professores Luiz Lerro e Alexandre Falcão. E também temos um trabalho criado por um ex-aluno desse curso, não mais ligado a nenhuma disciplina, e uma cena curta criada por uma discente de Teatro fora dos muros institucionais”, explica Luciano.

Segundo o Chefe do Departamento de Artes da Unir, professor Dr. Alexandre Falcão, a 4ª edição da Mostra marca a transição dos eventos realizados, até então, no ambiente virtual para o presencial. “A maioria dos trabalhos produzidos no último ano no Curso de Teatro foi virtual, em decorrência das circunstâncias da pandemia. Agora, alguns trabalhos podem ser partilhados presencialmente e também os trabalhos audiovisuais podem ser exibidos em uma tela grande, à semelhança do cinema. Assim, esta Mostra contará, principalmente, com trabalhos que têm interface com o audiovisual, mas também com uma contação de histórias e uma cena presenciais, materializando a conexão entre distintas linguagens”, comenta o docente lembrando que a última edição da Mostra de Encenações, em março de 2021, foi realizado de maneira virtual. 

O evento seguirá na sexta-feira (22 de julho), às 19h, no Teatro Guaporé, com a apresentação dos seguintes trabalhos artísticos: Para aceitar a minha deficência visual; Aterro; Bacoxum; Com-pulsei; Reflexo; Homo Consumericus; Rio Poluído; Transform(ação) e Corpos do Prazer.

Saiba mais sobre a Mostra acessando nosso perfil no Instagram, onde compartilhamos os perfis dos artistas, sinopses e outros detalhes do evento.

Sinopses dos trabalhos apresentados na sexta-feira (15/07)

QUANDO A ESCRAVA ESPERANÇA GARCIA

ESCREVEU UMA CARTA

Atriz/contadora de história: Marina de Amorin

Sinopse: A contação de história do Livro “Quando a escrava Esperança Garcia escreveu uma carta”, da autora Sônia Rosa, começou como uma atividade elaborada para o encerramento da disciplina Processo de Ensino em Teatro I, ministrada pelo professor Alexandre Falcão. Foi apresentada aos alunos dos 4º e 5º anos de uma escola municipal de Porto Velho e aos acadêmicos de Pedagogia da UNIR, no sarau de boas vindas aos novos acadêmicos do curso. E tem ganhado espaço e convites para mais apresentações.

RETRATOS DE UMA PANDEMIA

Encenação: Sabrina Barbosa

Atuação: Amanda Dias e Isabela Castiel

Sinopse: Retratos de uma Pandemia apresenta as consequências deixadas na comunicação social e socioemocional dos indivíduos, que diante de uma doença assustadora, foram simplesmente manipulados.

REV(60)LTADO

Encenação: Luís Gustavo Aldunate

Atuação: Dennis Weber

Sinopse: Adolfo está preso numa sala, de olhos vendados, sem entender as verdadeiras motivações de sua prisão pelo regime da ditadura civil-militar no Brasil. Em 1969, decidiu aceitar um emprego, como professor, em Rondônia. Foi preso ao desembarcar no estado e jogado numa sala, onde estará diante das próprias negações sobre sua orientação sexual e sobre a necessidade de proteger sua imagem social, expondo para si sua verdadeira natureza humana entre ser o certo ou o herói de sua própria história.

IS(80)LADO

Encenação: Dennis Weber

Atuação: Luís Gustavo Aldunate

Sinopse: Rick é gay, está isolado em uma sala, na década de 1980. Ele não se lembra de quando, como e o porquê foi parar naquele local. Em um processo investigativo, com auxílio de um diário e de uma voz interior, a personagem vai relembrando fragmentos de memórias suas e da sociedade que o isolou.

Ficha Técnica do MEDU IV

Coordenação e produção: Luciano Oliveira

Apresentação: Alexandre Falcão e Dennis Weber

Assessoria de Imprensa: Dennis Weber

Publicitário: Luís Gustavo Aldunate

Curadoria artística: Luciano Oliveira, Dennis Weber, Luís Gustavo Aldunate, Sabrina

Barbosa, Aléxia Mille e Jonathan Ignácio

Bolsistas PIBEC: Aléxia Mille, Jonathan Ignácio e Rafa Correia

SERVIÇO

Evento: 4ª Mostra de Encenações do Depatamento de Artes da UNIR

Datas: 15/07/2022 (sexta-feira) e 22/07/2022 (sexta-feira)

Local: Teatro Guaporé, Rua Tabajara, 148 – Olaria, Porto Velho – RO

Horário: 19h (Rondônia)

Classificação indicativa: 16 anos

Valor : Gratuito, mediante retirada de ingressos presencialmente nos dias de evento

Invisibilidade, transfobia e violência são temas abordados no vídeo-teatro performativo “Corpo do Prazer” que estreia no sábado (25/06/2022)

O clima é de expectativa para o acadêmico da Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Ádamo Teixeira. Isso porque neste sábado (25), às 19h (horário de Rondônia), através da plataforma Sympla, ele defenderá publicamente seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) intitulado “Corpos do Prazer”. A obra artística, um vídeo-teatro performativo, acompanha fragmentos de vida da personagem Amitaff, uma travesti nordestina que sobrevive em uma Porto Velho marcada por múltiplas violências.

O trabalho, que conta com a orientação do professor Luciano Oliveira, voltará a ser exibido no domingo (26), às 19h (horário de Rondônia), também por meio do Sympla, onde é necessário se cadastrar para adquirir os ingressos gratuitamente. Os dois dias de evento serão transmitidos através do serviço de videoconferência Zoom. A atração, com classificação indicativa para maiores de 16 anos, contará com tradução em LIBRAS. 

O projeto “Corpos do Prazer” é fomentado com recursos da Lei Federal 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc, através do Edital nº 34/2021/SEJUCEL-CODEC – 2ª Edição Mary Cyanne – Prêmio de Produção Artístico-Cultural para transmissões ao vivo ou gravadas – Eixo – II [Apresentações Artísticas (ao vivo/gravadas)] – Categoria B – Lives transmitidas ao vivo ou com apresentações gravadas e comentadas, por meio da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL) e Governo do Estado de Rondônia.

Programação

No sábado (25/06), oserá apresentado o vídeo-teatro performativo “Corpos do Prazer”, seguido de exposição do relatório final e parecer da banca examinadora do TCC, formada por: Prof. Dr. Luciano Flávio de Oliveira (orientador), Prof. Dr. Luiz Daniel Lerro (membro), Profa. Dra. Jussara Trindade Moreira (membra) e Prof. Dr. Alexandre Falcão de Araújo (membro suplente).

Já no domingo (26/06), além da exibição de “Corpos do Prazer”, haverá uma roda de conversa com o ator e o diretor da obra (coletivo 2×2 – Rondônia), além da participação de Karen de Oliveira Diogo, representante da Rede Norte de Mulheres Travestis e Transexuais e Homens Trans vivendo e convivendo com HIV/Aids (RNTTHP) e Comunidade Cidadã Livre (COMCIL).

Sobre os percursos criativos

Ádamo Teixeira, que está há quase quatro anos investigando o universo LGBTQIAP+, encontrou na personagem Amitaff uma potência artística para denunciar as inúmeras violências sofridas por pessoas trans. “A jornada junto a ela é de uma riqueza ímpar, que contribui com minha formação artística e humana. Me transformou e me transforma a cada dia, possibilitando a prática diária da empatia com o próximo”, destaca o artista acrescentando: “A construção desse trabalho me permitiu analisar e refletir sobre o comportamento humano. Percebi o quanto o ser humano é perverso e preconceituoso. O quanto a sociedade é hipócrita e traz em sua base o conservadorismo e o machismo. ‘Corpos do Prazer’ me ajudou a entender que eu, enquanto ser humano e artista, posso contribuir de alguma forma com a comunidade LGBTQIAP+, comunidade da qual faço parte e que precisa ter visibilidade e consolidação de políticas públicas inclusivas, principalmente quando nos referimos às pessoas trans”.

Para Luciano Oliveira, professor da Licenciatura em Teatro da Unir que orienta o TCC, faz-se urgente o aprofundamento do debate sobre as vivências LGBTQIAP+ nas artes como um todo. “No caso de ‘Corpos do Prazer’, em que o foco principal recai sobre o cotidiano das travestis, desejamos possibilitar ao público olhar de forma mais humana e respeitosa essas cidadãs, que se encontram alijadas de políticas públicas que garantam a elas acesso à educação, à cultura, ao mundo do trabalho, à saúde, dentre tantos outros direitos. Corpos do Prazer é um vídeo-teatro performativo com forte caráter de mobilização social. Apresentamos índices estatísticos assustadores, que indicam que o Brasil é o país do mundo que mais mata travestis e pessoas trans”, afirma o docente.

Sobre a interpretação de Ádamo Teixeira em ‘Corpos do Prazer”, Luciano avalia que ela caminha por diversos registros, dentre eles o “dramático, o cômico e o tragicômico. Isso tudo para mostrar às pessoas que as travestis são seres humanos como nós, que sofrem, se emocionam, riem e fazem rir. Então, quando uma obra de arte é repleta de humanidade, é possível romper alguns paradigmas e, até mesmo, com tabus. E isso faz com que o público se aproxime, humanamente, da obra apresentada. Tem mobilização social maior que a expressão do amor e do respeito às diferenças? Essa mensagem é apresentada, constantemente, por Ádamo Teixeira, que é um dos artistas mais amorosos que já trabalhei”.

Sinopse

“Corpos do Prazer” é uma obra artística (vídeo-teatro performativo) resultante das investigações empreendidas pelo discente Ádamo Teixeira, do Curso de Licenciatura em Teatro da UNIR, durante o seu Trabalho de Conclusão de Curso, sob orientação do professor Luciano Oliveira. Nesse trabalho, a travesti Amitaff propõe lançar-se como artista ao mesmo tempo em que divulga um pacote promocional de fotos e vídeos eróticos. Acompanhada pelo seu produtor (e cliente), que filma e transmite “ao vivo” as imagens do evento, ela sente na pele as consequências da exclusão social, da transfobia e do machismo. O trabalho denuncia ainda a invisibilidade, a violência e o moralismo. 

Ficha Técnica

Atuação, figurino, maquiagem, cenografia e iluminação: Ádamo Teixeira

Direção/orientação, técnica e produção: Luciano Oliveira

Publicitário, direção de vídeo e edição: Luís Gustavo Aldunate

Assessoria de imprensa: Dennis Weber

Intérpretes de Libras: Jamilly Martins e Emanuel Vítor

Coordenação de plataforma: Stéphanie Matos

Serviço

Evento: Corpos do Prazer – Defesa de TCC de Ádamo Teixeira

Datas: 25/06/2022 (sábado) e 26/06/2022 (domingo)

Local: online, nos seguintes links: https://bit.ly/Corpos-do-Prazer-sábado e https://bit.ly/Corpos-do-Prazer-domingo

Horário: 19h (Rondônia) – 20h (Brasília)

Classificação indicativa: maiores de 16 anos

Valor: Gratuito, mediante cadastro prévio na plataforma de eventos

Vídeo-teatro performativo “Corpos do Prazer” estreia no sábado (25/06)

Invisibilidade, transfobia, violência e moralismo são alguns dos temas que povoam a obra “Corpo do Prazer”, vídeo teatro-performativo do artista Ádamo Teixeira, que será lançado no próximo sábado (25 de junho), às 19h (horário de Rondônia), na plataforma virtual Sympla: https://www.sympla.com.br/corpos-do-prazer—defesa-de-tcc__1617988. A obra é parte integrante de Trabalho de Conclusão de Curso da Licenciatura de Teatro da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e tem orientação do professor Luciano Oliveira.

Outra apresentação está programada para o domingo (26 de junho),  também às 19h (horário de Rondônia), pelo link: https://www.sympla.com.br/corpos-do-prazer__1617996. A atração é gratuita, com tradução em LIBRAS e classificação indicativa para maiores de 16 anos.

O projeto foi contemplado no Edital nº 34/2021/SEJUCEL-CODEC – 2ª Edição Mary Cyanne – Prêmio de Produção Artístico-Cultural para transmissções ao vivo ou gravadas – Eixo – II [Apresentações Artísticas (ao vivo/gravadas)] – CATEGORIA B –  Lives transmitidas ao vivo ou com apresentações gravadas e comentadas.

“Para retirar os ingressos é necessário acessar a plataforma Sympla, cadastrar um e-mail válido e ter acesso ao aplicativo Zoom, onde serão realizadas as atividades do projeto. Esperamos que todos possam assistir ‘Corpos do Prazer’ que cresceu muito desde sua última apresentação em dezembro de 2021”, destaca  Luciano Oliveira, orientador do trabalho e também responsável pela produção do evento. 

Programação

No sábado (25/06), a programação contará com a defesa de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do artista Ádamo Teixeira, que está finalizando a Licenciatura em Teatro na Universidade Federal de Rondônia (UNIR). A apresentação do vídeo-teatro performativo “Corpos do Prazer” será seguida de exposição do relatório final e parecer da banca examinadora, composta por: Prof. Dr. Luciano Flávio de Oliveira (orientador), Prof. Dr. Luiz Daniel Lerro (membro), Profa. Dra. Jussara Trindade Moreira (membra) e Prof. Dr. Alexandre Falcão de Araújo (membro suplente).

No domingo (26/06), o vídeo-teatro performativo “Corpos do Prazer” voltará a ser exibido, desta vez seguido por uma roda de conversa com ator e diretor da obra, mais a participação de Karen de Oliveira Diogo, representante da Rede Norte de Mulheres Travestis e Transexuais e Homens Trans vivendo e convivendo com HIV/Aids  (RNTTHP ) e  Comunidade Cidadã Livre (COMCIL).

Processo criativo

Ádamo Teixeira destaca que as pesquisas referentes à performance “Corpos do Prazer” começaram a surgir no segundo semestre letivo de 2018, com suas investigações sobre o universo LGBTQIA+, na disciplina Improvisação I, dentro da Licenciatura em Teatro. “Nela tive meu primeiro contato com uma  personagem travesti, que figurava como uma profissional do sexo numa cena improvisada a partir do texto ‘Entre Quatro Paredes’, de Jean Paul Sartre. Nos anos seguintes, entre 2019 e 2021, essa personagem/figura foi sendo aprofundada em Interpretação I, Improvisação  II, Linguagem da Encenação Teatral e Fundamentos da Direção Teatral, disciplinas ministradas pelo professor Dr. Luciano Oliveira,  bem como em Performance, ministrada pelo professor Dr. Luiz Lerro. Já o nome Amitaff, surgiu durante a disciplina Fundamentos da Direção Teatral, no segundo semestre letivo de 2019.”, relembra o artista.  

Sinopse

Corpos do Prazer é uma obra artística (vídeo-teatro performativo) resultante das investigações empreendidas pelo discente Ádamo Teixeira, do Curso de Licenciatura em Teatro da UNIR, durante o seu Trabalho de Conclusão de Curso, sob orientação do professor Luciano Oliveira. Nesse trabalho, a travesti Amitaff propõe lançar-se como artista (cantora, atriz  e performer) ao mesmo tempo em que divulga um pacote promocional de fotos e vídeos eróticos. Acompanhada pelo seu produtor (e cliente), que filma e transmite “ao vivo” as imagens do evento, ela sente na pele as consequências da exclusão social, da transfobia e do machismo. O trabalho denuncia ainda a invisibilidade, a violência e o moralismo tão em voga no Brasil atual.

Ficha Técnica

Atuação, figurino, maquiagem, cenografia e iluminação: Ádamo Teixeira

Direção/orientação, técnica e produção: Luciano Oliveira

Publicitário, direção de vídeo e edição: Luís Gustavo Aldunate

Assessoria de imprensa: Dennis Weber

Intérpretes de Libras: Jamilly Martins e Emanuel Vítor

Coordenação de plataforma: Stéphanie Matos

Serviço

Evento: Corpos do Prazer – Defesa de TCC de Ádamo Teixeira

Datas: 25/06/2022 (sábado) e 26/06/2022

Local: online, via Zoom/Sympla nos seguintes links: https://www.sympla.com.br/corpos-do-prazer—defesa-de-tcc__1617988 e https://www.sympla.com.br/corpos-do-prazer__1617996

Horário: 19h (Rondônia) – 20h (Brasília)

Classificação indicativa: 16 anos

Valor : Gratuito, mediante cadastro prévio na plataforma de eventos

Leitura dramatizada do texto teatral “Fegues” estreia neste sábado (04)

A partir deste sábado (04 de junho), às 19h30 (horário de Rondônia), o público poderá conferir online os relatos de Renato, Caio Fernando, Nêgo, Flávio, Diamond e Belx, personagens do texto teatral “Fegues”, escrito pelo professor universitário Luciano Oliveira. Seis artistas de Porto Velho (RO), integrantes da Trupe dos Conspiradores, apresentarão, em formato de leitura dramatizada gravada, dramas e anseios baseados em histórias reais da população LGBTQIAP+. 

O evento segue no domingo (05), também às 19h30, através do canal no Youtube do proponente do projeto, Luciano Oliveira, nos links: https://www.youtube.com/watch?v=47E_K32aNuY (sábado) e  https://www.youtube.com/watch?v=6K8Sux49z6I (domingo). A leitura dramatizada tem classificação indicativa para maiores de 16 anos e contará com interpretação/tradução em LIBRAS. Conversas com o elenco e equipe de produção acontecerão ao final das exibições das leituras.

A leitura dramatizada de “Fegues” é um dos projetos contemplados no Edital nº 34/2021/SEJUCEL-CODEC – 2ª Edição Mary Cyanne – Prêmio de Produção Artístico-Cultural para Transmissões ao Vivo/Gravadas – Eixo II, Categoria B, da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL) do Governo de Estado de Rondônia (Lei Federal 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc). 

Por dentro da história

Baseado em fatos e pessoas reais, “Fegues” (aportuguesamento da palavra inglesa fags, traduzido como bichas), ancora sua dramaturgia em depoimentos autobiográficos de seis personagens LGBTQIAP+.  O texto, escrito pelo professor da Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia, Luciano Oliveira, foi publicado em 2021 e agora ganha os palcos em uma experiência de leitura dramatizada. Dividida em dois episódios, as histórias narradas por Renato (Luís Gustavo Aldunate), Caio Fernando (Dennis Weber), Nêgo (A Black Z), Flávio (Luciano Oliveira), Diamond (Ádamo Teixeira) e Belx (Rafa Correia) acontecem em uma Porto Velho (RO) marcada pela homofobia e outras inúmeras violências cotidianas. Neste cenário, um grupo de artistas tenta criar uma dramaturgia coletiva de um espetáculo teatral realista contemporâneo, carregada de drama, mas também de episódios cômicos.

No decorrer da trama, conhecemos fragmentos de memórias de Renato (um policial militar assombrado pela homofobia institucional), Caio Fernando (um jornalista que luta para escapar de um romance tóxico que pode lhe custar a vida), Nêgo (um cantor vítima de ataques racistas e homofóbicos nas redes sociais), Diamond (um enfermeiro que perdeu um grande amor para a AIDS, mas que segue resiliente em busca de novos horizontes), Flávio (um diretor teatral marcado por memórias traumáticas da infância) e Belx (uma performer não-binárie que busca se sentir bem em seu corpo e mente em construção). Todos esses relatos são intercalados com canções, danças e improvisações em cenas cheias de poesia e emoção.

A cena e os bastidores

Todo o processo foi gravado em fevereiro de 2022 no Teatro Municipal Banzeiros. Vários encontros virtuais foram realizados para os ensaios dos atores e acertos da equipe de produção. Dentre os desafios da leitura dramatizada de “Fegues”, Stephanie Matos, aponta que “de início foi encaixar as atividades nas agendas de todo mundo. Depois foi encontrar um local para gravar. Conseguimos pautas no Banzeiros e isso foi muito bom. A equipe do teatro nos recebeu muito bem. Agora, pessoalmente, o maior desafio foi o tempo, pois eu estava na produção de outros projetos”, explica a produtora.

“Desafio” também foi o termo utilizado pelo artista A Black Z para descrever sua participação em “Fegues”. Além de fornecer relatos pessoais para a construção da personagem “Nêgo”, ele atua e também canta no decorrer da leitura dramatizada. “Foi uma honra ter uma música minha na trilha sonora do espetáculo. A forma como o diretor utilizou meu trabalho como cantor e intérprete me deixou muito feliz e lisonjeado. As dicas e correções, as ideias para montar a cena, tudo isso agregou muito na minha formação. Os colegas de cena são incríveis e todo esse projeto gerou em mim um misto de emoções, tanto pela história quanto por toda a parte técnica. ‘Fegues’ vai trazer identificação, primeiramente para nós atores, e também para todos que ouvirem nossas histórias e tudo que envolve o espetáculo”, analisa o artista.

Parte do elenco também atuou nos bastidores desenvolvendo outras funções, como é o caso de Luís Gustavo Aldunate. O artista interpreta a personagem Renato na leitura dramatizada e fora do palco assume a publicidade e a edição e direção de vídeo do projeto. “Nesse trabalho estou como ator, artista visual e gráfico e  também como publicitário e a experiência tem sido de uma profunda imersão nessas áreas. Como diretor é uma oportunidade incrível de apresentar meu trabalho ao público. Espero que o produto visual traga resultados e impressões não só positivas, mas também iluminadoras ao público”, diz.

Para Dennis Weber, que dá vida à personagem Caio Fernando, a apresentação de “Fegues” em junho veio em boa hora. “Nada mais oportuno que no Mês do Orgulho LGBTQIAP+ apresentemos essa leitura dramatizada tão carregada com as dores, angústias e violências sofridas diariamente por essa população. É importante que o debate seja diário em todos os âmbitos da vida em sociedade e a arte tem esse potencial de mobilização social. Acredito que as questões apresentadas em cena possam gerar boas conversas após as exibições dos vídeos das leituras”, pontua. 

 Ficha Técnica

Encenação e dramaturgia: Luciano Oliveira

Assistência de encenação: Kelly Cruz

Produção: Stephanie Matos

Assistência de produção: Rafa Correia

Coordenação de plataforma virtual: Maycon Moura

Publicitário: Luís Gustavo Aldunate

Assessoria de comunicação: Dennis Weber

Direção musical: Jussara Trindade

Direção e edição de vídeo: Luís Gustavo Aldunate

Iluminação: Edmar Leite

Filmagem: Luís Gustavo Aldunate, Kelly Cruz e Rafa Correia

Intérpretes de Libras: Jamilly Martins e Emanuel Vítor Araújo

Bolsistas PIBEC: Alexia Mille, Jonathan Ignácio e Rafa Correia

Elenco: Ádamo Teixeira, A Black Z, Dennis Weber, Luís Gustavo Aldunate, Luciano Oliveira e Rafa Correia.

SERVIÇO

Evento – Leituras Dramatizadas do texto teatral “Fegues”, do artista Luciano Oliveira

Classificação indicativa – Para maiores de 16 anos

Datas e horários – Dias 04 e 05 de junho de 2022, às 19h30 (horário de Rondônia)

Local  On-line, no canal do Youtube do artista, através dos links: https://www.youtube.com/watch?v=47E_K32aNuY (sábado) e  https://www.youtube.com/watch?v=6K8Sux49z6I (domingo).

Quanto? – Gratuito

Legenda: O ator Luís Gustavo Aldunate interpreta a personagem Renato na leitura dramatizada do texto teatral “Fegues”, que estreia no sábado (04), às 19h30 (horário de RO)

Leitura dramatizada do texto teatral ‘Fegues’ traz para a cena vivências e dores de personagens LGBTQIAP+

Seis personagens LGBTQIAP+ em cena falando de traumas, dores, violências e também de alegrias e sonhos. Essa é a premissa da leitura dramatizada do texto teatral “Fegues”, escrito pelo professor universitário Luciano Oliveira e que estreia no sábado (04 de junho), às 19h30 (horário de Rondônia), nos seguintes links: 

1- Sábado: https://www.youtube.com/watch?v=47E_K32aNuY&ab_channel=LucianoOliveira

2- Domingo: https://www.youtube.com/watch?v=6K8Sux49z6I&ab_channel=LucianoOliveira

O evento, que tem classificação indicativa para maiores de 16 anos e interpretação/tradução em LIBRAS, segue no domingo (05), sempre com conversas com elenco e equipe de produção ao final das exibições das leituras. 

O projeto foi contemplado no Edital nº 34/2021/SEJUCEL-CODEC – 2ª Edição Mary Cyanne – Prêmio de Produção Artístico-Cultural para Transmissões ao Vivo/Gravadas – Eixo II, Categoria B, da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL) do Governo de Estado de Rondônia (Lei Federal 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc).

Do que fala Fegues?

O texto teatral Fegues (aportuguesamento da palavra inglesa fags, traduzido como bichas) surgiu a partir de depoimentos autobiográficos compilados pelo professor universitário Luciano Oliveira e foi publicado em maio de 2021. A trama se passa em Porto Velho (RO), trazendo, em síntese, um texto-denúncia sobre homofobia e complexidades amorosas homoafetivas. Na trama, um grupo de seis artistas “fegues” (bichas) tentam criar, sem muito sucesso, uma dramaturgia coletiva de um espetáculo teatral realista contemporâneo, de temática LGBTQIA+. A dramaturgia celebra, de forma cômica e dramática, as vidas das “fegues”, marcadas por episódios de homofobia e outras violências cotidianas, além de momentos em que são expressados alegrias e sonhos. “Assim, pretendemos informar para as novas gerações, de modo especial àquelas que estão perdidas nos labirintos da incerteza da sexualidade, que não há nada de errado em ser feliz e em amar uma pessoa do mesmo sexo e constituir com ela uma família sólida e feliz”, complementa Luciano.

Quem são as Fegues?

O elenco é composto por integrantes da Trupe dos Conspiradores, grupo de teatro universitário resultante de um projeto de extensão do curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Em cena, os artistas Luciano Oliveira, Dennis Weber, Rafa Correia, Luis Gustavo Aldunate, A Black Z e Ádamo Teixeira, interpretam respectivamente as personagens: Flávio (um diretor teatral marcado por memórias traumáticas da infância), Caio Fernando (um jornalista que luta para escapar de um romance tóxico que pode lhe custar a vida), Belx (uma performer não-binárie que busca se sentir bem em seus corpo e mente em construção), Renato (um policial militar assombrado pela homofobia institucional), Nêgo (um cantor vítima de ataques racistas e homofóbicos nas redes sociais) e Diamond (um enfermeiro que perdeu um grande amor para a AIDS, mas que segue resiliente em busca de novos horizontes).

Segundo o ator Ádamo Teixeira, compartilhar episódios pessoais presentes no texto teatral “Fegues” despertou várias emoções. “Foi difícil porque eu nunca tinha me aberto em público para falar de um episódio doloroso pelo qual passei. O que me emociona é saber que diante de tudo o que vivi, consegui juntar os meus cacos e me reinventar na arte. O amor que foi interrompido por um vírus e que está sendo retratado é real e faz parte da minha história. Me emociona porque mesmo após 8 anos, eu ainda tenho marcas profundas. Hoje tenho um novo amor, no entanto não tenho como esquecer o passado. Mas remexer em tudo isso teve o seu lado bom. Fazer parte do ‘projeto Fegues’ me possibilitou demonstrar meus sentimentos”, relata o artista.

Para a assistente de encenação da leitura dramatizada, Kelly Cruz, participar de “Fegues” foi um presente. “Com o convite do professor Luciano para assistir ao primeiro dia de gravação da leitura dramática, vi  a oportunidade de voltar a respirar teatro e arte. O acolhimento de todes, a receptividade e o incentivo do Luciano foram meu motor para entrar como assistente de encenação, produção, filmagem, etc. Eu não tinha experiência nos bastidores, sempre atuei em cima dos palcos, e a experiência  foi um grande desafio para mim. Ser útil, e saber que meu trabalho por trás das câmeras foi muito bem recebido por todes me deixou muito feliz. Hoje, acompanhando todo o processo desde a primeira filmagem, me considero parte sim do processo, uma ‘fegue’ por amor a essa galera tão linda e cheia de luta, que precisa ser ouvida, mostrando as lutas e as violências que as cercam. Fegues é extremamente necessário”, pontua.

O que é uma leitura dramatizada?

            O professor do curso de Licenciatura em Teatro da Unir, Luciano Oliveira explica que a leitura dramatizada é uma leitura de um texto dramático (teatral) em que os atores dão características interpretativas aos papéis (personagens textuais), mas, de certo modo, sem aprofundar nos seus caracteres interiores como, por exemplo, na emoção. Também não há, por parte da direção, uma preocupação maior com a encenação, ou seja, com a colocação do texto no espaço cênico e com as suas múltiplas relações com os elementos materiais, visuais e sonoros do espetáculo: cenário, figurino, luz, maquiagem e trilha sonora. Esse tipo de leitura diferencia-se da leitura branca justamente porque o ato de leitura dos atores é carregado por técnicas e princípios interpretativos. Na leitura branca os atores não interpretam, mas emprestam as suas próprias características físico-vocais aos papéis. Trata-se de uma leitura “neutra”.

“E qual a importância da leitura dramatizada? Primeiro, por se tratar de um modo em que os dramaturgos divulgam os seus textos aos espectadores, utilizando-se da leitura dos atores. Segundo, por possibilitar aos atores mergulharem no texto sem se preocuparem em demasia com a interpretação. Então, me parece que esses se tornam mais livres para experimentarem e errarem. Terceiro, e por último, no caso de atores de um grupo de teatro universitário, como é a Trupe dos Conspiradores, um projeto de extensão da UNIR, pela possibilidade dos alunos-atores jogarem de modo mais relaxado com o texto e com as personagens, bem como colocarem em prática alguns conteúdos adquiridos na universidade. Inclusive, para que compreendam, na prática, as diferenças entre leitura branca, leitura dramatizada e dramatização/encenação de um texto”, argumenta o docente.

Ficha Técnica

Encenação e dramaturgia: Luciano Oliveira

Assistência de encenação: Kelly Cruz

Produção: Stephanie Matos

Assistência de produção: Rafa Correia

Coordenação de plataforma virtual: Maycon Moura

Publicitário: Luís Gustavo Aldunate

Assessoria de comunicação: Dennis Weber

Direção musical: Jussara Trindade

Direção e edição de vídeo: Luís Gustavo Aldunate

Iluminação: Edmar Leite

Filmagem: Luís Gustavo Aldunate, Kelly Cruz e Rafa Correia

Intérpretes de Libras: Jamilly Martins e Emanuel Vítor Araújo

Bolsistas PIBEC: Alexia Mille, Jonathan Ignácio e Rafa Correia

Elenco: Ádamo Teixeira, A Black Z, Dennis Weber, Luís Gustavo Aldunate, Luciano Oliveira e Rafa Correia.

SERVIÇO

Evento – Leituras Dramatizadas do texto teatral “Fegues”, do artista Luciano Oliveira

Classificação indicativa – Para maiores de 16 anos

Datas e horários – Dias 04 e 05 de junho de 2022, às 19h30 (horário de Rondônia)

Local  On-line, no canal do Youtube do artista:

1- Sábado: https://www.youtube.com/watch?v=47E_K32aNuY&ab_channel=LucianoOliveira

2- Domingo: https://www.youtube.com/watch?v=6K8Sux49z6I&ab_channel=LucianoOliveira

   

Quanto? – Gratuito

Legenda: O ator Ádamo Teixeira interpreta a personagem Diamond em “Fegues” que estreia no sábado (04), às 19h30 (horário de RO)

Acadêmico de Teatro da Unir apresenta performance sobre vivência travesti nesta segunda-feira (20/12)

“Corpos do Prazer” é desenvolvida pelo acadêmico Ádamo Teixeira , que em cena apresenta a persona Amitaff, travesti cearense que sobrevive em Porto Velho e denuncia a invisibilidade e a violência sofridas diariamente

Com o objetivo de denunciar aos espectadores e às autoridades as agressões e cerceamentos que as travestis sofrem no seu cotidiano e divulgar os índices sociais excludentes que essas cidadãs são submetidas ao longo de suas vidas, o acadêmico da Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia, Ádamo Teixeira, realiza na noite desta segunda-feira (20), mostra do processo criativo da performance “Corpos do Prazer”.

 No encontro marcado para às 19h (horário de Rondônia), em plataforma digital, o artista traz à cena a persona Amitaff, uma travesti cearense que sobrevive em Porto Velho (RO), denunciando a invisibilidade, a violência, a transfobia e o moralismo tão em voga no Brasil atual. A apresentação é gratuita, tem classificação indicativa de 16 anos e contará com tradução em LIBRAS.

A mostra será apresentada na plataforma Google Meet com a participação máxima de 100 pessoas. Os interessados em assistir deverão entrar em contato com o artista, por meio dos e-mails: adamo_blek@hotmail.com e luciano.oliveira@unir.br.  Após a performance  os espectadores serão convidados a participar de um bate-papo com o ator Ádamo Teixeira e também com o orientador e diretor da performance, professor do Departamento de Artes da Unir (DArtes), Luciano Oliveira.

Oprojeto foi contemplado no Edital de Chamada Pública para Premiação ao Setor Cultural –  nº 008/2021 Lei Aldir Blanc nº 14.017/2020, Art. 2º Inciso III – da Fundação Cultural do Município de Porto Velho – Categoria A) Apresentação de Performance Artística ou Musical: conteúdo de caráter performático. A performance “Corpos do Prazer” está em desenvolvimento enquanto Trabalho de Conclusão de Curso (TCC I e TCC II) da Licenciatura em Teatro cursada por Ádamo, a ser concluído em março de 2022. 

A pesquisa artística no universo LGBTQIA+ começou em 2018 e seguiu sendo aperfeiçoada em várias disciplinas do curso e também através de participações em eventos artísticos. Enquanto objeto educacional, o trabalho visa contribuir para a formação de público em Porto Velho e região, assim como para a criação de indivíduos mais conscientes e sensíveis às causas e direitos das minorias, em especial dos LGBTQIA+.

“Além de alertar e denunciar aos espectadores as violências diversas, inclusive assassinatos, que as travestis sofrem no seu dia-a-dia, é importante mostrar ao público que as travestis são seres humanos e que, enquanto cidadãs, merecem respeito e acesso a todos os bens sociais garantidos pela Constituição Federal brasileira de 1988, bem como pela Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) de 1948”, reforça Ádamo.

Sinopse

“Corpos do Prazer” é uma performance-denúncia, que está em processo de criação, e de mobilização social. Trata-se de mais um meio a partir do qual as travestis de Porto Velho − silenciadas pelo sistema machista, homofóbico e patriarcal, bem como pela falta de políticas públicas efetivas em âmbito federal, estadual e municipal − podem ter voz para gritar contra a invisibilidade frente à sociedade e contra as violências que sofrem.

Serviço

Evento – Mostra do processo criativo da performance “Corpos do Prazer”, do acadêmico da Licenciatura em Teatro da UNIR, Ádamo Teixeira

Classificação indicativa – Para maiores de 16 anos

Datas – Dia 20 de novembro de 2021, às 19h (horário de Rondônia)

Local  – On-line, na plataforma Google Meet

Quanto? – Gratuito, mediante contato prévio com o artista


Texto e assessoria de imprensa: Dennis Weber

Arte: Luís Gustavo Aldunate

Performance teatral “Corpos do Prazer” será apresentada no próximo domingo (19/12)

Processo criativo é desenvolvido pelo acadêmico da Licenciatura em Teatro da Unir, Ádamo Teixeira e traz para a cena a persona Amitaff, travesti cearense que sobrevive em Porto Velho

Quero te contar alguns segredos! Você aceita uma sessão exclusiva comigo?”, convida a travesti Amitaff, persona criada pelo acadêmico da Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Ádamo Teixeira, que entra em cena no próximo domingo (19/12), às 19h (horário de Rondônia), para uma curta temporada de mostras do processo criativo da performance “Corpos do Prazer”. Serão dois encontros (outra apresentação acontecerá na segunda-feira – 20/12, às 19h), em plataforma digital, totalmente gratuitos,  com tradução em LIBRAS e classificação indicativa de 16 anos.

Para acessar as sessões (limitadas a 100 participantes), os interessados deverão entrar em contato com o artista, através dos e-mails: adamo_blek@hotmail.com e luciano.oliveira@unir.br. Após cada apresentação, os espectadores serão convidados a rodas de conversa. “Esses momentos de diálogos serão muito importantes para o trabalho que ainda está em processo de desenvolvimento. Portanto, depoimentos e sugestões da plateia serão bem-vindos”, informa o orientador e diretor da performance, professor do Departamento de Artes da Unir (DArtes), Luciano Oliveira.

                O projeto foi contemplado no Edital de Chamada Pública para Premiação ao Setor Cultural –  nº 008/2021 Lei Aldir Blanc nº 14.017/2020, Art. 2º Inciso III – da Fundação Cultural do Município de Porto Velho – Categoria A) Apresentação de Performance Artística ou Musical: conteúdo de caráter performático. “Vejo como fundamental esta premiação, uma vez que possibilita o financiamento de parte do trabalho, que até o presente momento não conta com nenhum apoio financeiro. Além disso, é urgente para a classe artística, pois gera renda emergencial, em tempos de pandemia da Covid-19, para os artistas e técnicos do município”, pontua Ádamo. 

Quem é Amitaff?

  Amitaff, travesti cearense que sobrevive em Porto Velho (RO), é figura central da performance “Corpos do Prazer”, que está em processo de desenvolvimento enquanto Trabalho de Conclusão de Curso do ator Ádamo Teixeira. “Minha pesquisa no universo LGBTQIA+ começou em 2018 e seguiu sendo aperfeiçoada em várias disciplinas da Licenciatura em Teatro e também por meio de participações em eventos artísticos. Já o nome Amitaff, surgiu durante a disciplina Fundamentos da Direção Teatral, no segundo semestre letivo de 2019, e faz referência ao nome de uma familiar”, relembra o acadêmico.

Ádamo relata que, a partir das ações da persona, é possível descortinar o sistema machista, transfóbico e patriarcal, que silencia travestis, obrigadas a se ocultarem nas margens da sociedade moralista. “Esta obra, que está em desenvolvimento, é uma performance-denúncia, e considero que seja mais um meio a partir do qual as travestis de Porto Velho podem ter voz para gritar contra a invisibilidade e contra as violências que sofrem diariamente”, aponta.

Serviço

Evento – Mostra do processo criativo da performance “Corpos do Prazer”, do acadêmico da Licenciatura em Teatro da UNIR, Ádamo Teixeira

Classificação indicativa – Para maiores de 16 anos

Datas – Dias 19 e 20 de novembro de 2021, às 19h (horário de Rondônia)

Local  – On-line, na plataforma Google Meet

Quanto? – Gratuito, mediante contato prévio com o artista

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Texto e Assessoria de Imprensa: Dennis Weber

As teias de uma estética dos restos em Rondônia

Notas sobre quatro vídeo-performances de Amanara Brandão:

1- Seu lixo vídeo-performance (https://youtu.be/j5JNwadPW_M): excelente trabalho, com trilha sonora potente e edição poderosa e precisa. Trata-se de um novo produto artístico da web-performer Amanara Brandão, produzido na era pandêmica, de característica tecnovivial, citando o filósofo teatral argentino Jorge Dubatti; criado a partir de um produto artístico vivial, ou seja, desde uma experiência performativa realizada no presente, num mesmo espaço físico, em que ocorre o encontro de corpos, parafraseando esse filósofo, entre espectadores e performer;

2- Vídeo-performance 1 – Uma estética dos restos (https://youtu.be/4uDYWEKB0mQ):  Primeiro trabalho da trilogia “Uma estética dos restos”, é uma obra forte, tocante, profunda e vertical. As escolhas poéticas e estéticas feitas tanto pela performer quanto pelo editor do vídeo, assim como pelo compositor da trilha sonora desse trabalho foram extremamente precisas. O ritmo do vídeo é alucinante! Conclusão: um trabalho digno dos mais importantes festivais e mostras internacionais, seja da área do audiovisual seja da área da performance;

3- Vídeo-performance 2 – Uma estética dos restos (https://youtu.be/-Nk_jqwc6CU):  vídeo-trabalho com climas e atmosferas místicas, que reflete a transcendência da natureza em relação ao “Homo sapiens”, que, pela destruição causada, regrediu ao “Homo erectus” e, consequentemente, ao “Homo habilis”. Ao centro da narrativa performativa e audiovisual, mas em status inferior às árvores, à terra e ao rio, uma imponente mulher – que não nasceu da costela de Adão! -, performando com resíduos plásticos, em busca de arejar, com ar puro, os seus alvéolos pulmonares;

4- Vídeo-performance 3 – Uma estética dos restos (https://youtu.be/qtG8rdbsV7U): uma mulher negra e imponente, de cabelos avermelhados, trajando um figurino de onça – que tem manchas pretas, brancas e marrons claras -, dependura num varal, de forma cotidiana e relaxada, uma grande sequência de sacolas plásticas: brancas, cinzas e azuis; que são presas por grampos de madeira marrons. Também se despoja de algumas peças do seu traje cênico-performativo, que são percebidas nas duas vídeo-performances anteriores: capa de chuva plástica transparente, óculos pretos de natação de silicone, um par de meias de tecidos brancos e pretos e um par de botas de borracha pretas com solados emborrachados amarelos. Em seguida, sentada, concentrada e impassível, desata os nós da sua teia/rede constituída de plásticos reutilizados multicoloridos. Aquela, com a qual tentava “pescar os botos do Rio Madeira”. Nós, web-espectadores, sob efeitos alucinógenos produzidos por mais uma trilha sonora de João Belfort, observamos essa ação, que os desantenados podem acreditar se tratar de mais uma banalidade comunista, que nos instiga a pensar sobre o destino que continuamos a dar ao nosso lixo. Este, de forma singela e assustadora, cria o fundo e a forma de uma estética dos restos. Como que numa instalação caseira, realizada fora dos centros museológicos sagrados e consagrados, ou das obras artísticas feitas de sucatas e sobras dos brasileiros Vik Muniz e Arthur Bispo do Rosário. Lembro-me, com o que me resta de memória, de algo que li, ou assisti em algum lugar, não sei quando nem onde, de algo do tipo … Enunciado sobre jogar longe: “Não existe fora do planeta Terra”!

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