Invisibilidade, transfobia e violência são temas abordados no vídeo-teatro performativo “Corpo do Prazer” que estreia no sábado (25/06/2022)

O clima é de expectativa para o acadêmico da Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Ádamo Teixeira. Isso porque neste sábado (25), às 19h (horário de Rondônia), através da plataforma Sympla, ele defenderá publicamente seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) intitulado “Corpos do Prazer”. A obra artística, um vídeo-teatro performativo, acompanha fragmentos de vida da personagem Amitaff, uma travesti nordestina que sobrevive em uma Porto Velho marcada por múltiplas violências.

O trabalho, que conta com a orientação do professor Luciano Oliveira, voltará a ser exibido no domingo (26), às 19h (horário de Rondônia), também por meio do Sympla, onde é necessário se cadastrar para adquirir os ingressos gratuitamente. Os dois dias de evento serão transmitidos através do serviço de videoconferência Zoom. A atração, com classificação indicativa para maiores de 16 anos, contará com tradução em LIBRAS. 

O projeto “Corpos do Prazer” é fomentado com recursos da Lei Federal 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc, através do Edital nº 34/2021/SEJUCEL-CODEC – 2ª Edição Mary Cyanne – Prêmio de Produção Artístico-Cultural para transmissões ao vivo ou gravadas – Eixo – II [Apresentações Artísticas (ao vivo/gravadas)] – Categoria B – Lives transmitidas ao vivo ou com apresentações gravadas e comentadas, por meio da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL) e Governo do Estado de Rondônia.

Programação

No sábado (25/06), oserá apresentado o vídeo-teatro performativo “Corpos do Prazer”, seguido de exposição do relatório final e parecer da banca examinadora do TCC, formada por: Prof. Dr. Luciano Flávio de Oliveira (orientador), Prof. Dr. Luiz Daniel Lerro (membro), Profa. Dra. Jussara Trindade Moreira (membra) e Prof. Dr. Alexandre Falcão de Araújo (membro suplente).

Já no domingo (26/06), além da exibição de “Corpos do Prazer”, haverá uma roda de conversa com o ator e o diretor da obra (coletivo 2×2 – Rondônia), além da participação de Karen de Oliveira Diogo, representante da Rede Norte de Mulheres Travestis e Transexuais e Homens Trans vivendo e convivendo com HIV/Aids (RNTTHP) e Comunidade Cidadã Livre (COMCIL).

Sobre os percursos criativos

Ádamo Teixeira, que está há quase quatro anos investigando o universo LGBTQIAP+, encontrou na personagem Amitaff uma potência artística para denunciar as inúmeras violências sofridas por pessoas trans. “A jornada junto a ela é de uma riqueza ímpar, que contribui com minha formação artística e humana. Me transformou e me transforma a cada dia, possibilitando a prática diária da empatia com o próximo”, destaca o artista acrescentando: “A construção desse trabalho me permitiu analisar e refletir sobre o comportamento humano. Percebi o quanto o ser humano é perverso e preconceituoso. O quanto a sociedade é hipócrita e traz em sua base o conservadorismo e o machismo. ‘Corpos do Prazer’ me ajudou a entender que eu, enquanto ser humano e artista, posso contribuir de alguma forma com a comunidade LGBTQIAP+, comunidade da qual faço parte e que precisa ter visibilidade e consolidação de políticas públicas inclusivas, principalmente quando nos referimos às pessoas trans”.

Para Luciano Oliveira, professor da Licenciatura em Teatro da Unir que orienta o TCC, faz-se urgente o aprofundamento do debate sobre as vivências LGBTQIAP+ nas artes como um todo. “No caso de ‘Corpos do Prazer’, em que o foco principal recai sobre o cotidiano das travestis, desejamos possibilitar ao público olhar de forma mais humana e respeitosa essas cidadãs, que se encontram alijadas de políticas públicas que garantam a elas acesso à educação, à cultura, ao mundo do trabalho, à saúde, dentre tantos outros direitos. Corpos do Prazer é um vídeo-teatro performativo com forte caráter de mobilização social. Apresentamos índices estatísticos assustadores, que indicam que o Brasil é o país do mundo que mais mata travestis e pessoas trans”, afirma o docente.

Sobre a interpretação de Ádamo Teixeira em ‘Corpos do Prazer”, Luciano avalia que ela caminha por diversos registros, dentre eles o “dramático, o cômico e o tragicômico. Isso tudo para mostrar às pessoas que as travestis são seres humanos como nós, que sofrem, se emocionam, riem e fazem rir. Então, quando uma obra de arte é repleta de humanidade, é possível romper alguns paradigmas e, até mesmo, com tabus. E isso faz com que o público se aproxime, humanamente, da obra apresentada. Tem mobilização social maior que a expressão do amor e do respeito às diferenças? Essa mensagem é apresentada, constantemente, por Ádamo Teixeira, que é um dos artistas mais amorosos que já trabalhei”.

Sinopse

“Corpos do Prazer” é uma obra artística (vídeo-teatro performativo) resultante das investigações empreendidas pelo discente Ádamo Teixeira, do Curso de Licenciatura em Teatro da UNIR, durante o seu Trabalho de Conclusão de Curso, sob orientação do professor Luciano Oliveira. Nesse trabalho, a travesti Amitaff propõe lançar-se como artista ao mesmo tempo em que divulga um pacote promocional de fotos e vídeos eróticos. Acompanhada pelo seu produtor (e cliente), que filma e transmite “ao vivo” as imagens do evento, ela sente na pele as consequências da exclusão social, da transfobia e do machismo. O trabalho denuncia ainda a invisibilidade, a violência e o moralismo. 

Ficha Técnica

Atuação, figurino, maquiagem, cenografia e iluminação: Ádamo Teixeira

Direção/orientação, técnica e produção: Luciano Oliveira

Publicitário, direção de vídeo e edição: Luís Gustavo Aldunate

Assessoria de imprensa: Dennis Weber

Intérpretes de Libras: Jamilly Martins e Emanuel Vítor

Coordenação de plataforma: Stéphanie Matos

Serviço

Evento: Corpos do Prazer – Defesa de TCC de Ádamo Teixeira

Datas: 25/06/2022 (sábado) e 26/06/2022 (domingo)

Local: online, nos seguintes links: https://bit.ly/Corpos-do-Prazer-sábado e https://bit.ly/Corpos-do-Prazer-domingo

Horário: 19h (Rondônia) – 20h (Brasília)

Classificação indicativa: maiores de 16 anos

Valor: Gratuito, mediante cadastro prévio na plataforma de eventos

Vídeo-teatro performativo “Corpos do Prazer” estreia no sábado (25/06)

Invisibilidade, transfobia, violência e moralismo são alguns dos temas que povoam a obra “Corpo do Prazer”, vídeo teatro-performativo do artista Ádamo Teixeira, que será lançado no próximo sábado (25 de junho), às 19h (horário de Rondônia), na plataforma virtual Sympla: https://www.sympla.com.br/corpos-do-prazer—defesa-de-tcc__1617988. A obra é parte integrante de Trabalho de Conclusão de Curso da Licenciatura de Teatro da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e tem orientação do professor Luciano Oliveira.

Outra apresentação está programada para o domingo (26 de junho),  também às 19h (horário de Rondônia), pelo link: https://www.sympla.com.br/corpos-do-prazer__1617996. A atração é gratuita, com tradução em LIBRAS e classificação indicativa para maiores de 16 anos.

O projeto foi contemplado no Edital nº 34/2021/SEJUCEL-CODEC – 2ª Edição Mary Cyanne – Prêmio de Produção Artístico-Cultural para transmissções ao vivo ou gravadas – Eixo – II [Apresentações Artísticas (ao vivo/gravadas)] – CATEGORIA B –  Lives transmitidas ao vivo ou com apresentações gravadas e comentadas.

“Para retirar os ingressos é necessário acessar a plataforma Sympla, cadastrar um e-mail válido e ter acesso ao aplicativo Zoom, onde serão realizadas as atividades do projeto. Esperamos que todos possam assistir ‘Corpos do Prazer’ que cresceu muito desde sua última apresentação em dezembro de 2021”, destaca  Luciano Oliveira, orientador do trabalho e também responsável pela produção do evento. 

Programação

No sábado (25/06), a programação contará com a defesa de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do artista Ádamo Teixeira, que está finalizando a Licenciatura em Teatro na Universidade Federal de Rondônia (UNIR). A apresentação do vídeo-teatro performativo “Corpos do Prazer” será seguida de exposição do relatório final e parecer da banca examinadora, composta por: Prof. Dr. Luciano Flávio de Oliveira (orientador), Prof. Dr. Luiz Daniel Lerro (membro), Profa. Dra. Jussara Trindade Moreira (membra) e Prof. Dr. Alexandre Falcão de Araújo (membro suplente).

No domingo (26/06), o vídeo-teatro performativo “Corpos do Prazer” voltará a ser exibido, desta vez seguido por uma roda de conversa com ator e diretor da obra, mais a participação de Karen de Oliveira Diogo, representante da Rede Norte de Mulheres Travestis e Transexuais e Homens Trans vivendo e convivendo com HIV/Aids  (RNTTHP ) e  Comunidade Cidadã Livre (COMCIL).

Processo criativo

Ádamo Teixeira destaca que as pesquisas referentes à performance “Corpos do Prazer” começaram a surgir no segundo semestre letivo de 2018, com suas investigações sobre o universo LGBTQIA+, na disciplina Improvisação I, dentro da Licenciatura em Teatro. “Nela tive meu primeiro contato com uma  personagem travesti, que figurava como uma profissional do sexo numa cena improvisada a partir do texto ‘Entre Quatro Paredes’, de Jean Paul Sartre. Nos anos seguintes, entre 2019 e 2021, essa personagem/figura foi sendo aprofundada em Interpretação I, Improvisação  II, Linguagem da Encenação Teatral e Fundamentos da Direção Teatral, disciplinas ministradas pelo professor Dr. Luciano Oliveira,  bem como em Performance, ministrada pelo professor Dr. Luiz Lerro. Já o nome Amitaff, surgiu durante a disciplina Fundamentos da Direção Teatral, no segundo semestre letivo de 2019.”, relembra o artista.  

Sinopse

Corpos do Prazer é uma obra artística (vídeo-teatro performativo) resultante das investigações empreendidas pelo discente Ádamo Teixeira, do Curso de Licenciatura em Teatro da UNIR, durante o seu Trabalho de Conclusão de Curso, sob orientação do professor Luciano Oliveira. Nesse trabalho, a travesti Amitaff propõe lançar-se como artista (cantora, atriz  e performer) ao mesmo tempo em que divulga um pacote promocional de fotos e vídeos eróticos. Acompanhada pelo seu produtor (e cliente), que filma e transmite “ao vivo” as imagens do evento, ela sente na pele as consequências da exclusão social, da transfobia e do machismo. O trabalho denuncia ainda a invisibilidade, a violência e o moralismo tão em voga no Brasil atual.

Ficha Técnica

Atuação, figurino, maquiagem, cenografia e iluminação: Ádamo Teixeira

Direção/orientação, técnica e produção: Luciano Oliveira

Publicitário, direção de vídeo e edição: Luís Gustavo Aldunate

Assessoria de imprensa: Dennis Weber

Intérpretes de Libras: Jamilly Martins e Emanuel Vítor

Coordenação de plataforma: Stéphanie Matos

Serviço

Evento: Corpos do Prazer – Defesa de TCC de Ádamo Teixeira

Datas: 25/06/2022 (sábado) e 26/06/2022

Local: online, via Zoom/Sympla nos seguintes links: https://www.sympla.com.br/corpos-do-prazer—defesa-de-tcc__1617988 e https://www.sympla.com.br/corpos-do-prazer__1617996

Horário: 19h (Rondônia) – 20h (Brasília)

Classificação indicativa: 16 anos

Valor : Gratuito, mediante cadastro prévio na plataforma de eventos

Leitura dramatizada do texto teatral “Fegues” estreia neste sábado (04)

A partir deste sábado (04 de junho), às 19h30 (horário de Rondônia), o público poderá conferir online os relatos de Renato, Caio Fernando, Nêgo, Flávio, Diamond e Belx, personagens do texto teatral “Fegues”, escrito pelo professor universitário Luciano Oliveira. Seis artistas de Porto Velho (RO), integrantes da Trupe dos Conspiradores, apresentarão, em formato de leitura dramatizada gravada, dramas e anseios baseados em histórias reais da população LGBTQIAP+. 

O evento segue no domingo (05), também às 19h30, através do canal no Youtube do proponente do projeto, Luciano Oliveira, nos links: https://www.youtube.com/watch?v=47E_K32aNuY (sábado) e  https://www.youtube.com/watch?v=6K8Sux49z6I (domingo). A leitura dramatizada tem classificação indicativa para maiores de 16 anos e contará com interpretação/tradução em LIBRAS. Conversas com o elenco e equipe de produção acontecerão ao final das exibições das leituras.

A leitura dramatizada de “Fegues” é um dos projetos contemplados no Edital nº 34/2021/SEJUCEL-CODEC – 2ª Edição Mary Cyanne – Prêmio de Produção Artístico-Cultural para Transmissões ao Vivo/Gravadas – Eixo II, Categoria B, da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL) do Governo de Estado de Rondônia (Lei Federal 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc). 

Por dentro da história

Baseado em fatos e pessoas reais, “Fegues” (aportuguesamento da palavra inglesa fags, traduzido como bichas), ancora sua dramaturgia em depoimentos autobiográficos de seis personagens LGBTQIAP+.  O texto, escrito pelo professor da Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia, Luciano Oliveira, foi publicado em 2021 e agora ganha os palcos em uma experiência de leitura dramatizada. Dividida em dois episódios, as histórias narradas por Renato (Luís Gustavo Aldunate), Caio Fernando (Dennis Weber), Nêgo (A Black Z), Flávio (Luciano Oliveira), Diamond (Ádamo Teixeira) e Belx (Rafa Correia) acontecem em uma Porto Velho (RO) marcada pela homofobia e outras inúmeras violências cotidianas. Neste cenário, um grupo de artistas tenta criar uma dramaturgia coletiva de um espetáculo teatral realista contemporâneo, carregada de drama, mas também de episódios cômicos.

No decorrer da trama, conhecemos fragmentos de memórias de Renato (um policial militar assombrado pela homofobia institucional), Caio Fernando (um jornalista que luta para escapar de um romance tóxico que pode lhe custar a vida), Nêgo (um cantor vítima de ataques racistas e homofóbicos nas redes sociais), Diamond (um enfermeiro que perdeu um grande amor para a AIDS, mas que segue resiliente em busca de novos horizontes), Flávio (um diretor teatral marcado por memórias traumáticas da infância) e Belx (uma performer não-binárie que busca se sentir bem em seu corpo e mente em construção). Todos esses relatos são intercalados com canções, danças e improvisações em cenas cheias de poesia e emoção.

A cena e os bastidores

Todo o processo foi gravado em fevereiro de 2022 no Teatro Municipal Banzeiros. Vários encontros virtuais foram realizados para os ensaios dos atores e acertos da equipe de produção. Dentre os desafios da leitura dramatizada de “Fegues”, Stephanie Matos, aponta que “de início foi encaixar as atividades nas agendas de todo mundo. Depois foi encontrar um local para gravar. Conseguimos pautas no Banzeiros e isso foi muito bom. A equipe do teatro nos recebeu muito bem. Agora, pessoalmente, o maior desafio foi o tempo, pois eu estava na produção de outros projetos”, explica a produtora.

“Desafio” também foi o termo utilizado pelo artista A Black Z para descrever sua participação em “Fegues”. Além de fornecer relatos pessoais para a construção da personagem “Nêgo”, ele atua e também canta no decorrer da leitura dramatizada. “Foi uma honra ter uma música minha na trilha sonora do espetáculo. A forma como o diretor utilizou meu trabalho como cantor e intérprete me deixou muito feliz e lisonjeado. As dicas e correções, as ideias para montar a cena, tudo isso agregou muito na minha formação. Os colegas de cena são incríveis e todo esse projeto gerou em mim um misto de emoções, tanto pela história quanto por toda a parte técnica. ‘Fegues’ vai trazer identificação, primeiramente para nós atores, e também para todos que ouvirem nossas histórias e tudo que envolve o espetáculo”, analisa o artista.

Parte do elenco também atuou nos bastidores desenvolvendo outras funções, como é o caso de Luís Gustavo Aldunate. O artista interpreta a personagem Renato na leitura dramatizada e fora do palco assume a publicidade e a edição e direção de vídeo do projeto. “Nesse trabalho estou como ator, artista visual e gráfico e  também como publicitário e a experiência tem sido de uma profunda imersão nessas áreas. Como diretor é uma oportunidade incrível de apresentar meu trabalho ao público. Espero que o produto visual traga resultados e impressões não só positivas, mas também iluminadoras ao público”, diz.

Para Dennis Weber, que dá vida à personagem Caio Fernando, a apresentação de “Fegues” em junho veio em boa hora. “Nada mais oportuno que no Mês do Orgulho LGBTQIAP+ apresentemos essa leitura dramatizada tão carregada com as dores, angústias e violências sofridas diariamente por essa população. É importante que o debate seja diário em todos os âmbitos da vida em sociedade e a arte tem esse potencial de mobilização social. Acredito que as questões apresentadas em cena possam gerar boas conversas após as exibições dos vídeos das leituras”, pontua. 

 Ficha Técnica

Encenação e dramaturgia: Luciano Oliveira

Assistência de encenação: Kelly Cruz

Produção: Stephanie Matos

Assistência de produção: Rafa Correia

Coordenação de plataforma virtual: Maycon Moura

Publicitário: Luís Gustavo Aldunate

Assessoria de comunicação: Dennis Weber

Direção musical: Jussara Trindade

Direção e edição de vídeo: Luís Gustavo Aldunate

Iluminação: Edmar Leite

Filmagem: Luís Gustavo Aldunate, Kelly Cruz e Rafa Correia

Intérpretes de Libras: Jamilly Martins e Emanuel Vítor Araújo

Bolsistas PIBEC: Alexia Mille, Jonathan Ignácio e Rafa Correia

Elenco: Ádamo Teixeira, A Black Z, Dennis Weber, Luís Gustavo Aldunate, Luciano Oliveira e Rafa Correia.

SERVIÇO

Evento – Leituras Dramatizadas do texto teatral “Fegues”, do artista Luciano Oliveira

Classificação indicativa – Para maiores de 16 anos

Datas e horários – Dias 04 e 05 de junho de 2022, às 19h30 (horário de Rondônia)

Local  On-line, no canal do Youtube do artista, através dos links: https://www.youtube.com/watch?v=47E_K32aNuY (sábado) e  https://www.youtube.com/watch?v=6K8Sux49z6I (domingo).

Quanto? – Gratuito

Legenda: O ator Luís Gustavo Aldunate interpreta a personagem Renato na leitura dramatizada do texto teatral “Fegues”, que estreia no sábado (04), às 19h30 (horário de RO)

Leitura dramatizada do texto teatral ‘Fegues’ traz para a cena vivências e dores de personagens LGBTQIAP+

Seis personagens LGBTQIAP+ em cena falando de traumas, dores, violências e também de alegrias e sonhos. Essa é a premissa da leitura dramatizada do texto teatral “Fegues”, escrito pelo professor universitário Luciano Oliveira e que estreia no sábado (04 de junho), às 19h30 (horário de Rondônia), nos seguintes links: 

1- Sábado: https://www.youtube.com/watch?v=47E_K32aNuY&ab_channel=LucianoOliveira

2- Domingo: https://www.youtube.com/watch?v=6K8Sux49z6I&ab_channel=LucianoOliveira

O evento, que tem classificação indicativa para maiores de 16 anos e interpretação/tradução em LIBRAS, segue no domingo (05), sempre com conversas com elenco e equipe de produção ao final das exibições das leituras. 

O projeto foi contemplado no Edital nº 34/2021/SEJUCEL-CODEC – 2ª Edição Mary Cyanne – Prêmio de Produção Artístico-Cultural para Transmissões ao Vivo/Gravadas – Eixo II, Categoria B, da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL) do Governo de Estado de Rondônia (Lei Federal 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc).

Do que fala Fegues?

O texto teatral Fegues (aportuguesamento da palavra inglesa fags, traduzido como bichas) surgiu a partir de depoimentos autobiográficos compilados pelo professor universitário Luciano Oliveira e foi publicado em maio de 2021. A trama se passa em Porto Velho (RO), trazendo, em síntese, um texto-denúncia sobre homofobia e complexidades amorosas homoafetivas. Na trama, um grupo de seis artistas “fegues” (bichas) tentam criar, sem muito sucesso, uma dramaturgia coletiva de um espetáculo teatral realista contemporâneo, de temática LGBTQIA+. A dramaturgia celebra, de forma cômica e dramática, as vidas das “fegues”, marcadas por episódios de homofobia e outras violências cotidianas, além de momentos em que são expressados alegrias e sonhos. “Assim, pretendemos informar para as novas gerações, de modo especial àquelas que estão perdidas nos labirintos da incerteza da sexualidade, que não há nada de errado em ser feliz e em amar uma pessoa do mesmo sexo e constituir com ela uma família sólida e feliz”, complementa Luciano.

Quem são as Fegues?

O elenco é composto por integrantes da Trupe dos Conspiradores, grupo de teatro universitário resultante de um projeto de extensão do curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Em cena, os artistas Luciano Oliveira, Dennis Weber, Rafa Correia, Luis Gustavo Aldunate, A Black Z e Ádamo Teixeira, interpretam respectivamente as personagens: Flávio (um diretor teatral marcado por memórias traumáticas da infância), Caio Fernando (um jornalista que luta para escapar de um romance tóxico que pode lhe custar a vida), Belx (uma performer não-binárie que busca se sentir bem em seus corpo e mente em construção), Renato (um policial militar assombrado pela homofobia institucional), Nêgo (um cantor vítima de ataques racistas e homofóbicos nas redes sociais) e Diamond (um enfermeiro que perdeu um grande amor para a AIDS, mas que segue resiliente em busca de novos horizontes).

Segundo o ator Ádamo Teixeira, compartilhar episódios pessoais presentes no texto teatral “Fegues” despertou várias emoções. “Foi difícil porque eu nunca tinha me aberto em público para falar de um episódio doloroso pelo qual passei. O que me emociona é saber que diante de tudo o que vivi, consegui juntar os meus cacos e me reinventar na arte. O amor que foi interrompido por um vírus e que está sendo retratado é real e faz parte da minha história. Me emociona porque mesmo após 8 anos, eu ainda tenho marcas profundas. Hoje tenho um novo amor, no entanto não tenho como esquecer o passado. Mas remexer em tudo isso teve o seu lado bom. Fazer parte do ‘projeto Fegues’ me possibilitou demonstrar meus sentimentos”, relata o artista.

Para a assistente de encenação da leitura dramatizada, Kelly Cruz, participar de “Fegues” foi um presente. “Com o convite do professor Luciano para assistir ao primeiro dia de gravação da leitura dramática, vi  a oportunidade de voltar a respirar teatro e arte. O acolhimento de todes, a receptividade e o incentivo do Luciano foram meu motor para entrar como assistente de encenação, produção, filmagem, etc. Eu não tinha experiência nos bastidores, sempre atuei em cima dos palcos, e a experiência  foi um grande desafio para mim. Ser útil, e saber que meu trabalho por trás das câmeras foi muito bem recebido por todes me deixou muito feliz. Hoje, acompanhando todo o processo desde a primeira filmagem, me considero parte sim do processo, uma ‘fegue’ por amor a essa galera tão linda e cheia de luta, que precisa ser ouvida, mostrando as lutas e as violências que as cercam. Fegues é extremamente necessário”, pontua.

O que é uma leitura dramatizada?

            O professor do curso de Licenciatura em Teatro da Unir, Luciano Oliveira explica que a leitura dramatizada é uma leitura de um texto dramático (teatral) em que os atores dão características interpretativas aos papéis (personagens textuais), mas, de certo modo, sem aprofundar nos seus caracteres interiores como, por exemplo, na emoção. Também não há, por parte da direção, uma preocupação maior com a encenação, ou seja, com a colocação do texto no espaço cênico e com as suas múltiplas relações com os elementos materiais, visuais e sonoros do espetáculo: cenário, figurino, luz, maquiagem e trilha sonora. Esse tipo de leitura diferencia-se da leitura branca justamente porque o ato de leitura dos atores é carregado por técnicas e princípios interpretativos. Na leitura branca os atores não interpretam, mas emprestam as suas próprias características físico-vocais aos papéis. Trata-se de uma leitura “neutra”.

“E qual a importância da leitura dramatizada? Primeiro, por se tratar de um modo em que os dramaturgos divulgam os seus textos aos espectadores, utilizando-se da leitura dos atores. Segundo, por possibilitar aos atores mergulharem no texto sem se preocuparem em demasia com a interpretação. Então, me parece que esses se tornam mais livres para experimentarem e errarem. Terceiro, e por último, no caso de atores de um grupo de teatro universitário, como é a Trupe dos Conspiradores, um projeto de extensão da UNIR, pela possibilidade dos alunos-atores jogarem de modo mais relaxado com o texto e com as personagens, bem como colocarem em prática alguns conteúdos adquiridos na universidade. Inclusive, para que compreendam, na prática, as diferenças entre leitura branca, leitura dramatizada e dramatização/encenação de um texto”, argumenta o docente.

Ficha Técnica

Encenação e dramaturgia: Luciano Oliveira

Assistência de encenação: Kelly Cruz

Produção: Stephanie Matos

Assistência de produção: Rafa Correia

Coordenação de plataforma virtual: Maycon Moura

Publicitário: Luís Gustavo Aldunate

Assessoria de comunicação: Dennis Weber

Direção musical: Jussara Trindade

Direção e edição de vídeo: Luís Gustavo Aldunate

Iluminação: Edmar Leite

Filmagem: Luís Gustavo Aldunate, Kelly Cruz e Rafa Correia

Intérpretes de Libras: Jamilly Martins e Emanuel Vítor Araújo

Bolsistas PIBEC: Alexia Mille, Jonathan Ignácio e Rafa Correia

Elenco: Ádamo Teixeira, A Black Z, Dennis Weber, Luís Gustavo Aldunate, Luciano Oliveira e Rafa Correia.

SERVIÇO

Evento – Leituras Dramatizadas do texto teatral “Fegues”, do artista Luciano Oliveira

Classificação indicativa – Para maiores de 16 anos

Datas e horários – Dias 04 e 05 de junho de 2022, às 19h30 (horário de Rondônia)

Local  On-line, no canal do Youtube do artista:

1- Sábado: https://www.youtube.com/watch?v=47E_K32aNuY&ab_channel=LucianoOliveira

2- Domingo: https://www.youtube.com/watch?v=6K8Sux49z6I&ab_channel=LucianoOliveira

   

Quanto? – Gratuito

Legenda: O ator Ádamo Teixeira interpreta a personagem Diamond em “Fegues” que estreia no sábado (04), às 19h30 (horário de RO)

Homofobia e outras violências são temas de leitura dramatizada do texto teatral ‘Fegues’ que estreia no próximo final de semana

O público poderá acompanhar no próximo final de semana (dias 4 e 5 de junho), um pouco das histórias das personagens Nêgo, Diamond, Flávio, Caio Fernando, Belx e Renato, presentes no texto teatral “Fegues”, de autoria do professor universitário Luciano Oliveira.  O evento será transmitido ao vivo, a partir das 19h30, via Youtube, com  exibição dos vídeos gravados da leitura dramatizada: https://bit.ly/3wTX8vf.  O evento é voltado para interessados (as) nas temáticas LGBTQIAP+, tem classificação indicativa para maiores de 16 anos e contará com interpretação/tradução em LIBRAS.

O projeto foi contemplado no Edital nº 34/2021/SEJUCEL-CODEC – 2ª Edição Mary Cyanne – Prêmio de Produção Artístico-Cultural para Transmissões ao Vivo/Gravadas – Eixo II, Categoria B, da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL) do Governo de Estado de Rondônia (Lei Federal 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc).

Segundo o proponente do projeto, Luciano Oliveira, a leitura dramatizada será dividida em dois episódios, a serem exibidos no sábado (04) e domingo (05). “Ao final de cada  dia de exibição, teremos um bate-papo, também ao vivo, com os artistas envolvidos no projeto (atores, encenador, direção musical, produção, etc.) para  que relatem o processo criativo da dramatização, bem como as temáticas abordadas no texto teatral”, informa.

Luciano Oliveira destaca que a leitura de ‘Fegues’ pretende contribuir para a discussão e exposição das diversas violências que os LGBTQIAP+ são acometidos. “Incentivando as pessoas a denunciarem a homofobia corporativa e social; o racismo e o preconceito em relação aos transgêneros e, principalmente, aos homossexuais deficientes, afeminados, doentes crônicos e migrantes”, reforça.

Sobre o texto teatral ‘Fegues’

O texto teatral “Fegues”, cuja expressão é um aportuguesamento da palavra inglesa fags (bichas),  foi lançado em maio de 2021 e pode ser conferido na íntegra no link: https://lucianodiretor.com/2021/04/16/fegues/. A dramaturgia, elaborada pelo professor do Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Luciano Oliveira, celebra, de forma cômica e dramática, a partir de referências do real e de depoimentos autobiográficos de seis atores de Porto Velho, as vidas das “fegues”, marcadas por episódios de homofobia e outras violências cotidianas. “Para a leitura dramatizada que apresentaremos no próximo final de semana, realizamos adaptações no texto original. Cenas foram testadas no palco durante o mês de fevereiro e registradas em vídeo. O resultado é um híbrido de teatro e audiovisual, linguagem que ganhou destaque durante o período pandêmico”, adianta o artista.

Ficha Técnica

Encenação e dramaturgia: Luciano Oliveira

Direção musical: Jussara Trindade

Direção e edição de vídeo: Luís Gustavo Aldunate

Assistência de encenação: Kelly Cruz

Produção: Stephanie Matos

Assistência de produção: Rafa Correia

Coordenação de plataforma virtual: Maycon Moura

Publicitário: Luís Gustavo Aldunate

Assessoria de comunicação: Dennis Weber

Iluminação: Edmar Leite

Filmagem: Luís Gustavo Aldunate, Kelly Cruz e Rafa Correia

Intérpretes de Libras: Jamilly Martins e Emanuel Vítor Araújo

Bolsistas PIBEC: Alexia Mille, Jonathan Ignácio e Rafa Correia

Elenco: Ádamo Teixeira, A Black Z, Dennis Weber, Luís Gustavo Aldunate, Luciano Oliveira e Rafa Correia.

SERVIÇO

Evento – Leituras Dramatizadas do texto teatral “Fegues”, do artista Luciano Oliveira

Classificação indicativa – Para maiores de 16 anos

Datas – Dias 04 e 05 de junho de 2022, às 19h30 (horário de Rondônia)

Local  On-line, no canal do Youtube do artista: https://www.youtube.com/channel/UCuLeXTEGqJ8MYXZxfQnEG1w     

Quanto? – Gratuito

Novo livro de Luciano Oliveira

Meu terceiro livro, em formato de e-book, acabou de sair do “forno” da Editora Scienza e está disponível, gratuitamente, para download.

O e-book está disponível para download, gratuitamente, por um período de dois anos, tanto neste site quanto no site da Editora Scienza (https://editorascienza.com.br/ebook/lucianodeoliveira.pdf).

Nesse livro eletrônico analiso o lugar dos objetos cênicos em três processos criativos e espetáculos teatrais do encenador mineiro Eid Ribeiro junto ao Grupo de Teatro Armatrux. A saber: De Banda pra Lua, No Pirex e Thácht. Esse profissional, tanto no aspecto da criação quanto no de formação de novos artistas, contribuiu e ainda contribui, sobremaneira, para a cena teatral não só de Belo Horizonte, mas também de todo o Estado de Minas Gerais. Chama-nos especial atenção a força cênica, a poética, a estética teatral e a competência desse artista no que concerne à encenação de espetáculos, principalmente no que se refere ao uso consciente de objetos cênicos em seus trabalhos. No decurso da criação − assim como durante a encenação de De Banda pra Lua, No Pirex e Thácht, os objetos cênicos foram essenciais para a poética de Eid Ribeiro. Sem eles, e na ausência das consequentes relações entre atores e objetos de cena, os espetáculos estudados tomariam outro caminho estético ou até mesmo não existiriam. Metodologicamente, para levantamento bibliográfico e de dados a respeito do encenador e das encenações relacionadas, foram realizadas pesquisas de campo em bibliotecas públicas (estaduais e municipais), em centros culturais e em universidades e centros de formação técnica da capital mineira, e também na sede do Grupo de Teatro Armatrux, local de montagem da tríade de espetáculos supracitados. Entrevistas, grupos focais e pesquisas participantes também foram empreendidas, tanto na sede desse  grupo quanto em teatros belorizontinos, nos quais ocorreram apresentações dos espetáculos estudados. Em termos conceituais, no primeiro capítulo, trago um conceito ampliado de objeto cênico, dividindo-o em quatorze categorias. Ainda nesse capítulo inicial, opero com os conceitos de poética, utilizando, para tanto, dentre vários pensadores do teatro, o filósofo teatral Jorge Dubatti; de estética, a partir de obra do filósofo Luigi Pareyson; e de “repertório sonoro da cena teatral”, encontrado na dissertação da pesquisadora Morgana Fernandes Martins. No segundo capítulo, “causos” de infância narrados por Eid Ribeiro, nos quais identificamos traços da sua mineiridade, são fundamentais para a compreensão dos processos criativos do espetáculo De Banda pra Lua. Já no terceiro, a partir da análise do espetáculo No Pirex, traço a diferença entre Teatro de Objetos e Teatro com Objetos, principalmente por meio de um artigo da diretora teatral Sandra Vargas; abordo o termo Teatro Físico, conforme reflexões da pesquisadora Lúcia Romano; e a expressão grotesco, usando escritos da estudiosa Béatrice Picon-Vallin. Por último, no quarto capítulo, em que o espetáculo Thácht é examinado, a análise do conceito teatralidade faz-se necessária. Para isso, parto de obra livresca dos pesquisadores Eugênio Barba e Nicola Savarese.

O projeto “Republicação do livro impresso ‘Eid Ribeiro e o Armatrux em Processo: o objeto flutuante entre a poética e a estética teatral’, de Luciano Flávio de Oliveira, para o formato de e-book” foi contemplado no EDITAL Nº 31/2021/SEJUCEL-CODEC – 2ª EDIÇÃO MARECHAL RONDON – PRÊMIO DE PRODUÇÃO LITERÁRIA, FONOGRÁFICA E DIGITAL PARA DIFUSÃO DE EXPRESSÕES CULTURAIS – Eixo I – Publicação de Livros e Revistas Culturais – CATEGORIA – F [Republicação de obras impressas para plataformas DIGITAIS e/ou Streaming (Inéditos ou não)] da Lei Federal 14.017/2020 (LEI ALDIR BLANC – 2ª edição) – Governo do Estado de Rondônia/Superintendência da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer – SEJUCEL/Fundo Estadual de Desenvolvimento da Cultura – FEDEC/RO – Porto Velho, 2021.

DIAGRAMAÇÃO do e-book: Gustavo Kaimotti – Editora Scienza

Arte/divulgação: Luís Gustavo Aldunate

Texto teatral foi escrito pelo professor da Unir, Luciano Oliveira

Membros da Trupe dos Conspiradores e bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Extensão e Cultura (PIBEC) da Universidade Federal de Rondônia, ligados ao Curso de Licenciatura em Teatro dessa universidade, reuniram-se virtualmente na quinta-feira (06/01/2022), das 18h às 19h30, no Google Meet, para começarem a produção do projeto Leituras Dramatizadas do Texto Teatral Fegues, aprovado no Edital  Nº 34/2021/SEJUCEL-CODEC – 2ª EDIÇÃO MARY CYANNE [EIXO – II – Apresentações Artísticas (ao vivo/gravadas) – Categoria B], da Lei Aldir Blanc do Estado de Rondônia.

O projeto consiste na exibição de duas leituras dramatizadas do texto teatral contemporâneo “Fegues”, escrito pelo professor Luciano Oliveira, nos dias 02 e 03 de abril de 2022. O evento será transmitido ao vivo via plataforma digital (Youtube), com duas noites de exibição do vídeo da leitura encenada, ou dramatizada, dessa obra. “Ao final de cada dia de exibição, teremos um bate-papo, também ao vivo, que contará com tradução em LIBRAS e audiodescrição, com os artistas envolvidos no projeto [atores, encenador, direção musical, produção, etc.], para que relatem o processo criativo da dramatização, bem como as temáticas abordadas no texto teatral”, detalha Stephanie Matos, produtora do projeto.  

O projeto tem como objetivos específicos: promover debate sobre sexualidade e gênero; alertar o público-alvo (maiores de 16 anos) sobre as complexidades da homofobia e sobre os preconceitos em relação à diversidade sexual;  denunciar, por meio do evento, a homofobia corporativa e social, o racismo e o preconceito contra homossexuais deficientes, afeminados, doentes crônicos e migrantes; divulgar para a sociedade que existe felicidade, amor, inteligência, competência, respeito e fortes laços familiares no mundo homossexual e que ser “fegue” não é nenhum demérito para o homem, tampouco uma aberração demoníaca. 

FICHA TÉCNICA DOS INTEGRANTES: 

Encenação e dramaturgia: Luciano Oliveira 

Produção e coordenação de plataforma virtual: Stephanie Matos 

Publicitário: Luís Gustavo Aldunate 

Assessoria de comunicação: Dennis Weberton Vendruscolo Gonçalves 

Direção musical: Jussara Trindade 

Edição de vídeo e filmagem: Luís Gustavo Aldunate 

Elenco: Ádamo Teixeira, A Black Z, Dennis Weber, Luís Gustavo Aldunate, Luciano Oliveira e Rafa Correia. 

Bolsistas PIBEC: Alexia Mille, Jonathan Ignácio e Rafa Correia.

Acadêmico de Teatro da Unir apresenta performance sobre vivência travesti nesta segunda-feira (20/12)

“Corpos do Prazer” é desenvolvida pelo acadêmico Ádamo Teixeira , que em cena apresenta a persona Amitaff, travesti cearense que sobrevive em Porto Velho e denuncia a invisibilidade e a violência sofridas diariamente

Com o objetivo de denunciar aos espectadores e às autoridades as agressões e cerceamentos que as travestis sofrem no seu cotidiano e divulgar os índices sociais excludentes que essas cidadãs são submetidas ao longo de suas vidas, o acadêmico da Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia, Ádamo Teixeira, realiza na noite desta segunda-feira (20), mostra do processo criativo da performance “Corpos do Prazer”.

 No encontro marcado para às 19h (horário de Rondônia), em plataforma digital, o artista traz à cena a persona Amitaff, uma travesti cearense que sobrevive em Porto Velho (RO), denunciando a invisibilidade, a violência, a transfobia e o moralismo tão em voga no Brasil atual. A apresentação é gratuita, tem classificação indicativa de 16 anos e contará com tradução em LIBRAS.

A mostra será apresentada na plataforma Google Meet com a participação máxima de 100 pessoas. Os interessados em assistir deverão entrar em contato com o artista, por meio dos e-mails: adamo_blek@hotmail.com e luciano.oliveira@unir.br.  Após a performance  os espectadores serão convidados a participar de um bate-papo com o ator Ádamo Teixeira e também com o orientador e diretor da performance, professor do Departamento de Artes da Unir (DArtes), Luciano Oliveira.

Oprojeto foi contemplado no Edital de Chamada Pública para Premiação ao Setor Cultural –  nº 008/2021 Lei Aldir Blanc nº 14.017/2020, Art. 2º Inciso III – da Fundação Cultural do Município de Porto Velho – Categoria A) Apresentação de Performance Artística ou Musical: conteúdo de caráter performático. A performance “Corpos do Prazer” está em desenvolvimento enquanto Trabalho de Conclusão de Curso (TCC I e TCC II) da Licenciatura em Teatro cursada por Ádamo, a ser concluído em março de 2022. 

A pesquisa artística no universo LGBTQIA+ começou em 2018 e seguiu sendo aperfeiçoada em várias disciplinas do curso e também através de participações em eventos artísticos. Enquanto objeto educacional, o trabalho visa contribuir para a formação de público em Porto Velho e região, assim como para a criação de indivíduos mais conscientes e sensíveis às causas e direitos das minorias, em especial dos LGBTQIA+.

“Além de alertar e denunciar aos espectadores as violências diversas, inclusive assassinatos, que as travestis sofrem no seu dia-a-dia, é importante mostrar ao público que as travestis são seres humanos e que, enquanto cidadãs, merecem respeito e acesso a todos os bens sociais garantidos pela Constituição Federal brasileira de 1988, bem como pela Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) de 1948”, reforça Ádamo.

Sinopse

“Corpos do Prazer” é uma performance-denúncia, que está em processo de criação, e de mobilização social. Trata-se de mais um meio a partir do qual as travestis de Porto Velho − silenciadas pelo sistema machista, homofóbico e patriarcal, bem como pela falta de políticas públicas efetivas em âmbito federal, estadual e municipal − podem ter voz para gritar contra a invisibilidade frente à sociedade e contra as violências que sofrem.

Serviço

Evento – Mostra do processo criativo da performance “Corpos do Prazer”, do acadêmico da Licenciatura em Teatro da UNIR, Ádamo Teixeira

Classificação indicativa – Para maiores de 16 anos

Datas – Dia 20 de novembro de 2021, às 19h (horário de Rondônia)

Local  – On-line, na plataforma Google Meet

Quanto? – Gratuito, mediante contato prévio com o artista


Texto e assessoria de imprensa: Dennis Weber

Arte: Luís Gustavo Aldunate

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