Trupe dos Conspiradores e Funcer apresentam:

 

II Mostra de Encenações do Dartes/UNIR (MEDU II)

 

Programação:

24/11/2018: 20 h – Abertura da mostra com a apresentação do espetáculo Inimigos do Povo, da Trupe dos Conspiradores, Rondônia;
25/11/2018: 19 h – Reapresentação de Inimigos do Povo;
26/11/2018: 19 h – Apresentação de Tabule, da Cia Peripécias de Teatro, Rondônia.

Retirada de ingressos no local, 1 h antes do início dos espetáculos.


O projeto Inimigos do Povo – Trupe dos Conspiradores foi contemplado pelo PRÊMIO DE TEATRO JANGO RODRIGUES – 2017 e tem o apoio do Governo do Estado de Rondônia e da SEJUCEL (Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer).A Trupe dos Conspiradores conta também com o apoio da FUNCER (Fundação Cultural do Estado de Rondônia), da PROCEA (Pró-reitoria de Cultura, Extensão e Assuntos Estudantis da UNIR), do Departamento de Artes da UNIR, da Banda Tuer Lapin, da Sol Maior Escola de Música, da Panificadora Kamilly, da Arts Gesso e da Dydyo Refrigerantes.


Sinopses dos espetáculos:

Inimigos do Povo: Espetáculo teatral contemporâneo (que mistura teatro, teatro de formas animadas, dança, música, vídeos e projeções) livremente inspirado na obra “Um Inimigo do Povo” (1882), do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen. O processo de montagem desse espetáculo iniciou-se dentro do Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e hoje é uma ação do Projeto de Extensão Trupe dos Conspiradores: pesquisa e prática em encenação e em atuação. Nosso espetáculo traça um paralelo entre as temáticas do texto de Ibsen com acontecimentos político-sociais do Brasil atual. Por meio de Inimigos do Povo conspiramos contra a corrupção, homofobia, hipocrisia, unanimidade, racismo, machismo, partidarismo, intolerância religiosa e de gênero, ditadura, mau-caratismo, fome, reforma trabalhista, reforma da previdência e precarização da saúde e da educação.

Classificação indicativa: 14 anos

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Tabule: O espetáculo teatral Tabule, protagonizado pelo ator Júnior Lopes, tem como ponto de partida a cultura árabe e a sociedade pós 11 de setembro para dar ênfase ao cruzamento de culturas entre o pensamento “oriente” versus “ocidente”. A montagem é uma tragicomédia que apresenta, de maneira irreverente, situações propositalmente exageradas e estereotipadas sobre as percepções de cada cultura.

Classificação indicativa: 12 anos

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Rondônia: um Estado de Delícias Culinárias

“Rondônia: um Estado de Delícias Culinárias” trata-se de um documentário de cinco minutos produzido por Luciano Oliveira e Júnior Lopes (professores do Curso de Licenciatura em Teatro da UNIR) e Ivan Souza (publicitário, jornalista e comunicador social de Porto Velho), com participação de discentes do mencionado curso, bem como de artistas e de pessoas da comunidade portovelhense, para ser exibido na Feira Cultural Brasil & Estados Unidos: the best of Brazil and USA, ocorrida em Framingham, Massachusetts, entre os dias 02 e 06 de novembro de 2017. Ele foi exibido também no III Festival UNIR Arte e Cultura, em Porto Velho. Por meio da comicidade e de improvisações dos atores, conta a história de Cassandra Baby, uma mulher de Guajará Mirim, cidade do interior de Rondônia, que vem para a capital em busca de ingredientes para preparar um “banquete” para seu “boy”, um pretendente amoroso italiano que conhecera em um aplicativo de relacionamentos. Cassandra Baby é uma personagem do espetáculo teatral “Cassandra, BR-trans-amazônica”, montado pelo ator Júnior Lopes, e estreado em agosto deste ano.

A ficha técnica do documentário é esta:

– Direção Geral e Cinegrafista: Ivan Souza

– Roteiro e direção de elenco: Luciano Oliveira

– Atuação: Junior Lopes

– Elenco de apoio: Ádamo Teixeira, Jamile Soares, Stephanie Caroline, Gabriel Corvalan, Jaqueline Luquesi, Sheila Souza, Lia Assunção, Guilherme Ferreira, Flaw Naje e Verônica Brasil

– Figurino: Junior Lopes

– Cabelo e maquiagem: Jaqueline Luquesi

– Assistente de maquiagem: Sheila Souza

– Edição (tradução de legenda): Verônica Brasil

– Edição de Imagens: Jéferson Dino

– Produção: Flaw Naje

– Apoio Técnico e Assessoria de Imprensa: Emanuel Jadir Siqueira

Agradecimentos: Ronildo Chaves (Kamilly Panificadora e Confeitaria); Paky’Op (Laboratório de Pesquisa em Teatro e Transculturalidade – UNIR); Luciano Pinheiro e Vanderlei Júnior (pela liberação da música Pra Porto Velho Eu Vou); Ulisses Ferreira (bebezinho); Antonha Cristina Fontinele (Barraca da Cristina); Sr. Nilson (O Rei do Açaí); Sr. Severino; Dona Mimozete; Reinaldo Ribeiro; Cleomar Mendonça e Jonisson (Barraca Rei da Goma); Dona Francisca; Dona Izabel Araújo; Rodrigo Anconi; Denilson; Eberson e Vanessa Cristina (Barraca da Cris).

APOIO: Kamilly Panificadora e Confeitaria

Música: Pra Porto Velho Eu Vou! (Composição, Letra e Música: Luciano Pinheiro e Vanderlei Júnior)

 

A Dança Quilombola do Imaginário

                                                             “A dança se faz não apenas dançando, mas também pensando e sentindo: dançar é estar inteiro” (Klauss Vianna)

Videodança
A bailarina Elba Calazan – Foto de Raíssa Dourado

A dança quilombola do Imaginário, grupo de teatro de Porto Velho, ainda continua a pensar, sentir e dançar por inteiro; mesmo após o encerramento do projeto “Quilombo, Residência Artística Flutuante pelas águas do Vale do Guaporé, no Estado de Rondônia – Amazônia”, selecionado e agraciado pelo Prêmio Funarte Klauss Vianna de dança de 2015.

Em tal projeto, iniciado em agosto de 2016, O Imaginário realizou “imersões, pesquisas, mapeamento e intercâmbios ao longo do Vale do Guaporé” e um Encontro Cultural, no TAPIRI, sede do grupo em Porto Velho, nos dias 17, 18 e 19 de março. Nestes foi realizada uma belíssima exposição fotográfica intitulada “Uma viagem pelo Vale do Guaporé”, exibidos a vídeodança GuariterêBenguela e o documentário Quilombolas: Veias Negras do Guaporé, além de realização de rodas de conversa e uma noite de Rasqueado, dança típica pesquisada e bailada nas pesquisas junto aos quilombos. Faz-se mister notar também os deliciosos encontros culinários entre os convidados quilombolas e o público bastante diverso que frequentou o encontro.

Como convidado pude sentir bater nos sentidos os diversos tipos de danças apresentados pelo projeto. Pude constatar na exposição fotográfica, muito belamente disposta no Tapiri, que as imagens, mesmo que imóveis, também dançam. E bailam num duplo sentido: na forma que estão organizadas no espaço (seja individual e/ou coletivamente) e nas imagens que são representadas em cada fotografia. Nas figuras, o dançar congelado em cada movimento nos remete às danças dos deslocamentos dos membros nos atos de trabalho outrora realizado, aos gestos do lazer experimentado por cada indivíduo, às expressões dos sentimentos, às mudanças das águas dos rios e ao deslizar dos barcos sobre essas sagradas substâncias da mãe natureza.

Como expectador pude enxergar com os ouvidos, ouvir com os olhos,  cheirar com o paladar – cuja língua em roda-viva age gulosamente na feijoada, na vaca atolada, na caldeirada de peixe, no tambaqui frito e na paçoca (de carne no pilão) – e assistir com os corações (são dois, pois meu amor estava ao meu lado) ao imprescindível documentário  “Quilombolas: veias negras do Guaporé”, dirigido competentemente por Chicão Santos, e com belas fotografias de Raíssa Dourado, e à apaixonante videodança GuariterêBenguela, também dirigido por Chicão e com coordenação de dança de Andrea Melo e Berenice Simão. Nestes as danças se multiplicam, tal qual peixes em piracema. Contando o bailado da câmera (que pode ser lida como o piscar dos olhos do diretor) e os “fades” da edição, realizada por Michele Saraiva, cada movimento dessa piracema – composta por gestos de todos os tamanhos – comprova a tese de que a dança não se faz apenas dançando. Depoimentos de quilombolas como a da Dona Maria Waldelice (Vovozona) e de Antônia Janira Silvaterra, dentre tantos outros, resgatam as tradições culturais dos antepassados escravizados e daqueles que agora são livres, mas que correm riscos de perder suas tradições e seus lugares de vida por motivo de estratégias políticas mal articuladas e de PECs (Propostas de Emenda Constitucional), como a PEC 215, que ameaçam o imaginário e a existência de comunidades quilombolas e indígenas. A “coreografia” de Mafalda da Silva Gomes descendo o rio depois de muitos anos é uma das cenas mais emocionantes do documentário. Comovente também é a videodança de Elba Calazan, que baila banhos de rio, pesca de pescador, as plantações de mandiocas do seu pai, Rasqueado e tantas outras coreografias da vida quilombola.

Enfim, as danças quilombolas do grupo Imaginário, apresentadas por meio desse importante projeto cultural, continuam a fazer folias e criar arrasta-pés em cada um que acompanhou a programação. Mas não só: elas foram eternizadas em forma de documentos históricos nos vídeos e fotografias aqui relatados.

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