A “memória” na construção da cena teatral

Texto de Rogério Santos de Oliveira – Professor Adjunto-Universidade Federal de Ouro Preto – Doutor pela Universidad de Alcalá – e Luiz Carlos Costa Sarto – Graduando do Curso de Bacharelado em Direção Teatral-Bolsista de Iniciação Científica da Universidade Federal de Ouro Preto.

RESUMO: Este texto relata os resultados obtidos durante um projeto de pesquisa realizado sob nossa orientação: o projeto em questão buscou compreender como se manifesta a “memória teatral”, tanto em seu conteúdo teórico, a partir de uma pesquisa bibliográfica sobre o assunto, como na pratica teatral, durante o processo de construção de uma cena teatral, que teve como centro de análise e investigação a função da referida “memória teatral” na elaboração dos sentidos da cena teatral, que se constroem nas relações estabelecidas com outros elementos cênicos durante o processo criativo de um objeto cênico.

Palavras-chave: Memória teatral, Prática teatral, Processo criativo, Elementos cênicos, Pesquisa bibliográfica

RESUMEN: Este texto presenta los resultados obtenidos durante un proyecto de investigación realizado bajo nuestra orientación. El proyecto buscó comprender cómo se manifiesta la “memoria teatral”, tanto en su contenido teórico, a partir de una investigación bibliográfica sobre el tema, como en la práctica teatral, durante el proceso de construcción de una escena. Se tuvo como centro de análisis e investigación la función de dicha “memoria teatral” en la elaboración de los sentidos de la escena teatral, los cuales se construyen en las relaciones establecidas con otros elementos escénicos durante el proceso creativo de un objeto escénico.

Palabras clave: Memoria teatral, Práctica teatral, Proceso creativo, Elementos escénicos, Investigación bibliográfica

ABSTRACT: This text reports the results obtained during a research project carried out under our guidance. The project sought to understand how “theatrical memory” manifests itself, both in its theoretical content, based on a literature review on the subject, and in theatrical practice, during the process of constructing a scene. The analysis and investigation focused on the role of said “theatrical memory” in developing the meanings of the theatrical scene, which are built through the relationships established with other scenic elements during the creative process of a scenic object.

Keywords: Theatrical memory, Theatrical practice, Creative process, Scenic elements, Literature review

O fluxo da ação

OLIVEIRA, Rogério Santos. O “fluxo de Ação”. Ouro Preto: Universidade
Federal de Ouro Preto. Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas do
Instituto de Filosofia, Arte e Cultura da Universidade Federal de Ouro Preto.
Professor Adjunto III.

RESUMO:
Este texto relata os resultados obtidos durante um projeto de pesquisa
realizado sob nossa orientação. O projeto em questão buscou compreender
como se manifesta o que chamamos de “fluxo de ação” a partir de uma
pesquisa pratica durante o processo de construção de uma cena teatral, que
teve como centro de análise e investigação a função do referido “fluxo de
ação” na elaboração dos sentidos da cena teatral, que se constroem nas
relações estabelecidas com outros elementos cênicos durante o processo
criativo de um objeto cênico.


PALAVRAS CHAVE: Teatro: Fluxo de ação: Cena Teatral.

RESUMEN:
Esse texto habla sobre los resultados durante un proyecto de investigación
hecho sob nuestra orientación: el proyecto en cuestión ha buscado
compreender como se manifiesta lo que llamamos de “fluxo de ação” a partir
de una investigación practica durante el proceso de construcción de una
escena teatral, que tuve como centro de analisis y investigación la función del
referido “fluxo de ação” en la elaboración de los sentidos de la escena teatral,
que se construye en las relaciones establecidas con los otros elementos de la
escena durante el processo creativo de uno objeto escenico.


PALABRAS CLAVE: Teatro: Fluxo de ação: Escena Teatral.

A partir da prática teatral, buscamos compreender como se pode desenvolver
novas ferramentas para o trabalho do ator e suas relações com outros
elementos cênicos. Assim pensando, organizamos uma abordagem do
processo atoral pensado a partir da “escrita automática” surrealista.

A primeira questão que se colocou foi: como transpor o “fluxo de escrita” para
um possível “fluxo de ação” e quais as relações que se poderia estabelecer
com os demais elementos cênicos que constituem a dinâmica da criação
atoral.

A primeira parte do trabalho então, deveria ser a disponibilidade física dos
atores para uma imersão num fluxo diferenciado de percepção da realidade
de seu entorno de trabalho, a sala de ensaio.

Trabalhamos com a relação entre as estruturas orgânicas dos corpos e suas
relações entre a estrutura física do espaço, suas possíveis dinâmicas e as
interações entre os outros corpos.

A desestruturação dos “modus operandis” dos corpos se fez claramente
necessária, uma vez que percebemos que as dinâmicas físicas e as formas
de utilização do corpo para expressar as relações culturais de cada indivíduo,
se encontravam muito cristalizadas nas suas formas de desenvolver as ações
no espaço e nas relações que de aí se multiplicavam entre os elementos
cênicos.

Um procedimento que nos pareceu interessante utilizar foi voltar a trabalhar
com os atores a percepção sobre o próprio corpo e seu entorno imediato, a
sala de ensaio e todos os elementos aí dispostos. Tanto no sentido interno
das relações físicas, como no sentido externo de relacionar o corpo com o
espaço e suas estruturas.

Utilizamos o trabalho de descontinuidade de ações e de dinâmicas a partir da
movimentação física no espaço de trabalho, através da alternância de ritmos,
velocidades e pulsações respiratórias.

Isso provocou uma liberação dos impulsos dos atores em relação ao seu
próprio corpo e, de maneira orgânica, uma outra forma de percepção do
espaço e suas relações criativas com os outros elementos cênicos.

Partindo deste ponto começamos a trabalhar possíveis maneiras de entender
essa nova abordagem física e suas reverberações na maneira de
compreender o processo de criação atoral.


Ficou claro que tendo essa parte do trabalho concluída – a desestruturação
física dos atores, isto é: uma outra percepção de suas potências corpóreas –
se fazia necessário também uma nova forma de abordagem da percepção da
narrativa cênica. Posto que a consciência do entorno dos atores, a partir de
uma nova forma de abordagem física no espaço, os levava a uma outra
maneira de perceber a realidade e outra dinâmica em relação aos seus
impulsos criativos.


Isso nos obrigou a repensar as relações entre a consciência espaço/temporal
dos atores e seus fluxos mentais. Entendemos que o pensar e o agir se
integram em alternâncias de consciência e ação, e posteriormente de
consciência sobre a ação realizada.


A forma que entendemos ser a mais positiva, foi construir um entorno criativo,
a partir da transformação da sala de ensaio em um ambiente mais acolhedor,
que possibilitasse aos atores agirem livremente e de maneira confortável pelo
espaço, gerando uma confiança para que pudessem trabalhar a nova forma
de entender todas essas questões, sem receio de parecerem desconectados
com seus próprios impulsos criativos.


Assim criamos um clima de confiabilidade entre os atores e seu trabalho
atoral, propiciando a eles liberdade suficiente para interagir com os
elementos cênicos e entre si.


A partir desse momento, o “fluxo de ação” ficou cada vez mais potente e
orgânico, potencializando uma nova narrativa física sobre o espaço/tempo da
criação. Já não importava se as estruturas narrativas, por parte dos atores,
faziam sentido lógico ou não, revertemos a lógica da ação, o que importava é
se havia uma lógica interna entre os impulsos sentidos e as ações realizadas.
Sentir e agir passou a ser a mesma coisa para os atores e as reverberações
entre as ações e seu entorno imediato, como num jogo de espelho, passou a
corresponder a um mesmo processo de relação entre as ações e seus efeitos
no espaço/tempo criado.


A narrativa então já se organizava sozinha, sem a necessidade de
interferência nossa sobre o trabalho dos atores. Ao “entrar” no “fluxo de
ação”, os atores automaticamente já iam criando uma narrativa também em
fluxo, ou seja, as relações entre os atores e os elementos cênicos, se
produzia de maneira orgânica e sem mediações afetivas.


Assim nossa função no trabalho criativo da cena também se modificou. A
partir do momento que percebemos a autonomia do processo de trabalho dos
atores, reorientamos nossa ação no sentido, não de construir uma narrativa
que desse lógica a cena, mas numa ação contínua sobre o espaço/tempo de
ação dos atores.


Assim fomos agindo sobre o trabalho criativo da cena, a partir das relações
entre os elementos cênicos e os atores. Na verdade, os atores passaram a
se configurar como um elemento a mais da cena e não o foco principal da
nossa ação criativa. Organizar o espaço/tempo passou então a ser interferir
esteticamente no espaço e criar ambiências para o trabalho dos atores.


A cada interferência nossa, novas relações criativas surgiam naturalmente, e
a percepção de como essas modificações iam criando novas possibilidades
de interferência estética sobre o trabalho como um todo ficou sendo a nossa
função no processo.


A autonomia dos atores em relação a narrativa da cena e a uma ordenação
dessa narrativa por parte da direção, também provocou uma autonomia na
direção em relação a ação dos atores, produzindo uma nova forma de
abordagem dos problemas da cena.


Nesse momento, a direção passou a agir cada vez mais intensamente na
estética da cena. Criar já não era organizar os elementos cênicos, mas agir
sobre eles de forma independente da estruturação de uma narrativa lógica da
cena, seguindo nossos próprios impulsos criativos, em consonância com o
“fluxo de ação”.


A direção se apropriou então da técnica do “fluxo” para construir sua criação,
integrada com todos os elementos cênicos e os atores. Inclusive se
movimentando dentro da área de criação para perceber os ritmos internos
dos movimentos narrativos da cena, o que propiciou uma outra percepção
sobre a função da direção dentro do trabalho.


Assim entendemos que toda maneira de abordagem de um trabalho, deve
caminhar integrada entre todos os elementos criativos do mesmo. Uma nova
orientação em relação ao trabalho da direção se faz necessária toda vez que
os procedimentos criativos se alternam.


Tentar elaborar uma cena sem perceber como ela se organiza internamente,
é o mesmo que trabalhar apenas a partir da superfície, omitindo a
importância das percepções subjetivas do trabalho de criação. Fato que não
se pode desassociar das relações criativas que se produzem no momento de
criação da cena.


A partir dessa reflexões sobre nosso trabalho de criação teatral, entendemos
que construímos, para a continuidade de nosso processo criativo, uma ponte
entre o fazer e o pensar a obra. Elaborando um material de pesquisa para o
nosso próprio fazer e contribuindo para uma discussão mais ampliada sobre
os processos da criação teatral.


Bibliografia:


BRAUN, Edward (1986). El Director y la Escena. Buenos Aires: Editorial
Galerna.
CEBALLOS, Edgar (1992). Princípios de Direción Escénica. México: Grupo
Editorial Gaceta, SA.
CHEKHOV, Michael (1986). Para o ator. São Paulo, Martins Fontes.
FISCHER-LICHTE, Erika (1999). Semiótica del Teatro. España: Arco/Libros,
S.L.
GALIZIA, Luiz Roberto (1986). Os processos criativos de Robert Wilson. São
Paulo, Editora Perspectiva.
SANTOS, Milton (2002). A Natureza do Espaço. São Paulo: Editora EDUSP.

Naurú, o poeta das guerras, da arte e da vida

Os ecos de Naurú continuam reverberando nos nossos sentidos.

A natureza pede socorro: me salvem dos “negócios”, dos “negócios”, dos “né.gó.ci.os”.

O sangue nos olhos; o sangue no arame farpado; o sangue na terra desértica pelo desmatamento; o sangue que corre nas veias dos rios intoxicados; que jorra pela boca dos animais; que, como lágrima de borracha, se derrama das árvores, e pelas árvores.

Flor.Esta. Flo.Resta!

Os gritos de Naurú ainda ecoam nos nossos ouvidos!

Naurú é força. É arte. É vida. Naurú é espetáculo que flui grandemente, como poesia, pelo grande palco arredondado da experiência. Que com seus olhos vê o céu sem fumaça, repleto de luzes coloridas, de estrelas e de aves noturnas que gorjeiam.

Naurú também é dia. Naurú é bebê e criança. Brincadeira. É ainda adulto que se fere e doente que se cura. Naurú é preto. Naurú é mulher. Naurú é afeminado. É minoria.

Naurú é ancestral, seja do vasto e rico continente africano, seja dos povos originários das américas feridas pela cobiça europeia.

A flor.que.resta da Amazônia é Naurú. É puro poema, diria Carlos Drummond de Andrade. Mas, infelizmente, essa vastidão de verde tem versos em branco: seria o cerrado ou os desmatamentos?

Naurú não é guerra. Todavia, luta as batalhas da guerra para salvar a vida.

O “Xapiri Pê” é um guerreiro Naurú: um coletivo de artistas democratas que, como um manifesto, combate a violência institucional. Esta, que como monstros sombrios, vem de dentro. Que luta contra a grilagem de terras. Os maus políticos. Os ditadores e as suas ditaduras. Que combate a má polícia e apoia os bons policiais. Que a.ti.ra na bu.rri.ce. Ditadura nunca mais. Precisamos de verdade, memória, justiça… E reparação!

A força e a poesia de Narú se vê emblematicamente na bandeira. No suor do trabalho do agricu-Ator.

Narú é rito, caboclagem, dança, linguagem desconexa, dialeto. Marcação. Demarcação já!

O coral da floresta, composto por naipes de onças, cantos de pássaros e roçar das folhas, também é Naurú.

Mas em nome do progresso, do comércio e do agronegócio, querem calá-lo.

As ordens militares, os tiros de escopeta e de metralhadora, os roncos de motores de tratores e de hélices de helicóptero não calarão a sabedoria do “Poeta das GuErras”. Censura nunca mais!

A arte é para todos e para os mais diferentes lugares, diria Naurú frente a negação do espaço público pelas forças que querem o silenciamento. Não, o sábio poeta não se calará! E exigirá o que é seu de direito: a terra, as águas, as riquezas e o teatro.

Ah, o teatro! Naurú convoca Brecht e Artaud. Chama, dialeticamente, a loucura deliciosa para a criação. Requer uma dose de insanidade. Até um pouco de cachaça. E muito axé!

Naurú aclama os mortos pela ditadura e os ambientalistas assassinados pelos gananciosos dos frutos da terra. Cuidado, estes pertencem à natureza. E ela se vinga!

Naurú é história, filosofia, dramaturgia, biologia. São os conhecimentos amazônicos (e “amazônidos”). É Rondônia. Brasil. América Latina. É “mundo, mundo, vasto mundo”!

Naurú é teatro contemporâneo.

“Naurú *** Poeta das GuErras” é um espetáculo de 2025 criado pelo “Coletivo Xapiri Pê”, de Porto Velho, que dialoga com o presente. Mas não esquece o passado. E se preocupa com o futuro.

Créditos das imagens: Fotos de Raquel Melyssa, Thales Gomes e Matheus Duarte.

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O Pesadelo da Borboleta: um devaneio de espetáculo!

Marilyn Clara Nunes, a mais recente professora do Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), e atriz fundadora do Oposto Teatro Laboratório, apresentou, em 24/02/2024, sábado, no Espaço Caixa Mágica de Porto Velho, o fascinante espetáculo solo O Pesadelo da Borboleta.

Com a competente encenação da renomada atriz Julia Varley, do grupo Odin Teatret, da Dinamarca, esse solo, apresentado pela terceira vez na capital rondoniense, possui em seu histórico diversas premiações, a exemplo do prêmio “Myriam Muniz- montagem sudeste”, de 2016. O Pesadelo da Borboleta estreou na Dinamarca em setembro de 2018, após quatro longos e árduos anos de ensaio, e já foi apresentando Brasil afora, bem como no México. 

Com seu profissionalismo lapidado internacionalmente, Marilyn Nunes representa, de modo muito profundo e vertical, uma pintora que

está reclusa em seu ateliê de obras inacabadas quando adormece e tem um sonho – ou seria um pesadelo? Ela recorda passagens de sua primeira infância: seu nascimento, as primeiras flores e borboletas que viu, os rios, pássaros, árvores…e desse acesso às memórias surge também a lembrança da inesperada morte do pai. Acompanhada pela voz de sua mãe, que narra os detalhes desses acontecimentos, ela adentra o seu trauma. O isolamento em que vive é como o tempo de uma lagarta que espera o momento de tornar-se borboleta, ela busca por sua ‘metamorfose humana’.

A atriz Marilyn Nunes, com sua densa e complexa personagem, nos faz refletir sobre o tempo, sobre a morte/vida, sobre a memória/passado, sobre nossos aprisionamentos, sobre aqueles que amamos, e também sobre o porvir, pois, como disse o autor moçambicano Mia Couto, o “futuro é uma coisa que, existindo, nunca chega a haver” (“Mar me quer”).

Aliás, além de (ins)Pirações em Mia Couto, nas obras “Antes de Nascer o Mundo”, “Confissões da Leoa” e “O último voo do Flamingo”, O Pesadelo da Borboleta recorre, para sua intrincada tecitura dramatúrgica, às obras “O Diário de Frida Kahlo”, de Frida Kahlo, “Infância”, de Graciliano Ramos, “Violeta Velha e outras flores”, de Matheus Arcaro, “Viagem ao Oriente”, de Herman Hesse, e ao poema “Pirata”, de Hilda Hilst. E não menos importante, às próprias histórias de vida da atriz, como a perda de seu genitor quando tinha apenas três anos de idade.

A interpretação de Marilyn Nunes atinge um grau de virtuosismo sagrado. Ela, aproximando-me analogicamente ao Katkakali e ao Odissi indianos, enfrenta-se com os espectadores enquanto atriz, bailarina, cantora e musicista. E por que não como artista plástica, lembrando o princípio da atuação polifônica do encenador russo Vsevolod Meyerhold? Em termos metodológicos e didáticos, as ações cênicas que ela desenvolve são um exemplo primoroso do teatro antropológico de Eugênio Barba; um livro prático dos princípios poéticos e estéticos do teatro contemporâneo ocidental, desde Grotowski, passando por Peter Brook, e desembocando no próprio Barba e nos integrantes do seu Odin Teatret. E isso tudo com um toque da “peste virulenta” e da “loucura” de Antonin Artaud. Parafraseando esse teórico, Marilyn é “uma atleta afetiva” que, como uma borboleta em seu processo de metamorfose, emerge de sua pupa, expressando toda sua beleza, dor, plenitude e complexidade.

O Pesadelo da Borboleta é um espécime de ética profissional que faz transbordar nos espectadores os mais intensos sentimentos. Um gigante de sonhos profundos a despertar e voar pelos mais esplendorosos festivais de teatro do mundo! Um devaneio de espetáculo!

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Foto destacada da capa: Tommy Bay

FICHA TÉCNICA COMPLETA
Atriz criadora: Marilyn Nunes
Direção: Julia Varley
Assistente de direção: Flávia Coelho
Colaboração na criação de materiais cênicos: Laís Taufic e Flávia Coelho
Figurino e iluminação: Oposto Teatro Laboratório
Sonoplastia: “Canção para ninar Oxum”, cantada por Juçara Marsal; “Acalanto”,
cantada por Nana Caymmi e “Quando a saudade insistir”, cantada por Isaura
Garcia. Narração-Depoimento:Lucimar Sukert.
Montagem de sonoplastia: gravação e primeira edição: Marilyn Nunes; Segunda
edição: Flávia Coelho. Melhoria sonora: Beto Guedes. Edição de músicas: Flávia
Coelho; programação: Marilyn Nunes.
Texto inspirado em excerto das obras: “Antes de Nascer o mundo”, “Confissões
da Leoa” e “O último voo do flamingo”, de Mia Couto, “O Diário de Frida
Kahlo”, de Frida Kahlo, “Infância”, de Graciliano Ramos, “Violeta Velha e outras
flores”, de Matheus Arcaro, “Viagem ao Oriente”, de Herman Hesse. Poema de
Hilda Hilst “Pirata”.
Direção de montagem do texto: Julia Varley
Adaptação e pesquisa textual: Flávia Coelho, Lais Taufic e Marilyn Nunes
Cenário, figurino e adereços: Julia Varley, Marilyn Nunes e Flávia Coelho
Construção de adereços em madeira: Hjalmar Andersen
Fotografia: Tommy Bay e Ed Wesley
Gravação audiovisual do espetáculo: Studio Águia.
Produção: Oposto Teatro Laboratório.
Coprodução: Nordisk Teaterlaboratorium

Mostra de Encenações do Departamento de Artes da Unir exibe nove trabalhos artísticos nesta sexta-feira (22)

Na próxima sexta-feira (22 de julho), às 19h, no Teatro Guaporé, em Porto Velho (RO), mais nove trabalhos artísticos desenvolvidos por acadêmicos e egresso do Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia serão apresentados ao público. A programação integra a 4ª edição da Mostra de Encenações do Departamento de Artes da Unir (MEDU IV), que teve início no dia 15/07.

O evento é gratuito, com classificação indicativa para maiores de 16 anos, e contará com bate-papo com os acadêmicos/artistas após a exibição dos trabalhos. Os ingressos podem ser adquiridos com uma hora de antecedência no local do evento.

Serão apresentados os trabalhos artísticos ao vivo e gravados: Para aceitar a minha deficiência visual (Mayara Camargo); Aterro (Cláudio Zarco); Bacoxum (Dennis Weber, Luís Gustavo Aldunate e Sâmia Pandora); Com-pulsei (Evaristo Corrêa); Reflexo (Luís Gustavo Aldunate); Homo Consumericus (Cláudio Zarco); Rio Poluído (Sabrina Barbosa); Transform(ação) (Emerson Garcia Barros) e Corpos do Prazer (Ádamo Teixeira).

A Mostra

A Mostra de Encenações do DArtes/Unir é um projeto de extensão do Departamento de Artes da Universidade Federal de Rondônia, mais especificamente do Curso de Licenciatura em Teatro, com coordenação do professor Dr. Luciano Oliveira. Esta edição (4ª) integra o Evento Cultural Funcer – 2022, desenvolvido pela Fundação Cultural do Estado de Rondônia (Funcer).

Na Mostra são apresentados ao público os projetos de encenação e artísticos desenvolvidos pelos alunos das disciplinas Linguagem da Encenação Teatral e Fundamentos da Direção Teatral, ministradas por Luciano Oliveira. A programação da 4ª Mostra também conta com breves cenas, contação de história e vídeo-performances desenvolvidas nas disciplinas de Performance, Processos de Ensino em Teatro I, TCC II, Atuação com Objetos e Arte e Educação Ambiental.

“Na IV edição, as novidades são as apresentações no palco do Teatro Guaporé, seguidas das exibições de vídeos de forma presencial, como as que ocorrem num cinema. Assim, teremos um evento que promove o hibridismo de linguagens artísticas: teatro, contação de histórias e vídeos. Os vídeos, por exemplo, contemplam linguagens, estilos e gêneros diversos. Temos desde vídeos resultantes de experimentações teatrais presenciais, portanto antes da pandemia de COVID-19, que passaram por experimentações e adaptações virtuais durante a pandemia; vídeos com características performativas, os chamados vídeos-performances; e até mesmo um vídeo cujo gênero é intitulado como vídeo-teatro performativo, ou seja, um mix de teatro, performance e audiovisual”, explica Luciano.

Saiba mais sobre a Mostra acessando nosso perfil no Instagram, onde compartilhamos os perfis dos artistas, sinopses e outros detalhes do evento.

Sinopses dos trabalhos apresentados na sexta-feira (22/07)

PARA ACEITAR A MINHA DEFICIÊNCIA VISUAL

Atuação: Mayara Camargo

Colaboração: Roberto Ruiz

Sinopse: Em “Para Aceitar a Minha Deficiência Visual” a atriz  Mayara Camargo traz um pouco da sua fase de aceitação da deficiência visual, a negação de aprender o braille e demais adaptações para o cotidiano de uma pessoa cega. A cena é dividida em duas situações: a fase da não aceitação e o desabafo ao final da própria atriz sobre sua deficiência.

ATERRO

Equipe artística e técnica: Cláudio Zarco, Anthony Christian Fernandes, Dani Anjos, Vina Jaguatirica, Patrick de Araújo e Núcleo Curare

Sinopse: A ação “Aterro” apresenta o terreno em que o corpo é soterrado pelas instâncias disciplinares que o poder produz, induz, investe ao sujeito, que trabalha, arregaça as mangas e ara sua vida que não é util. É no cultivo que o corpo aterrado se encontra com sua adjetivação, aterrorizado. O embate brota. Neste processo de enterro e desterro do corpo, terras caídas florescem o pensar em busca de afetos aquíferos, ou ainda, como diria Ailton Krenak: “A Terra pode nos deixar para trás e seguir o seu caminho”.

BACOXUM

Criadores (a) e atuadores (a): Dennis Weberton Vendruscolo Gonçalves, Luís Gustavo Aldunate e Sâmia Pandora

Provocador: Luiz Lerro

Sinopse: Um deus e uma deusa, vindos de terras longínquas através das bocas-pensamentos de imigrantes, mas já acostumados com as transitoriedades e complexidades da terra Rondônia, se cruzam por entre praças e fontes abandonadas de Porto Velho, em um jogo de desejo e repulsa, de vida e morte.

COM-PULSEI

Concepção e realização: Evaristo Corrêa

Provocador: Luiz Lerro

Sinopse: A vídeo-performance “Com-pulsei” apresenta um corpo compulsando entre as paredes de um micro apartamento rodeado dos consumos mais comuns do nosso cotidiano, gerando aflições e desesperos ora silenciosos, ora estrondosos. Sensações ampliadas no contexto político e pandêmico do Brasil de 2018-2022.

REFLEXO

Equipe artística e técnica: Gabriela Aldunate e Luís Gustavo Aldunate

Sinopse: Um homem fica entre escolhas de duas caixas misteriosas e se depara com seu diário contendo lembranças e assuntos nunca resolvidos, o que o deixa perturbado. Reflexo foi filmado por meio do espelho e é um roteiro adaptado do original de Nery Rodrigues.

HOMO CONSUMERICUS

Equipe artística e técnica: Cláudio Zarco, Luiz Lerro, Éder Rodrigues, Teo Nascimento, Raíssa Dourado e Núcleo Curare.

Sinopse: Homo Consumericus é uma performance itinerante, inspirada no poema “Eu Etiqueta”, de Carlos Drummond de Andrade. O Homem-anúncio, protótipo de todas as logomarcas do mercado se desloca pelos centros urbanos, interagindo com vitrines, com espaços comerciais e com o público transeunte. Esta interação promove reflexões sobre a identidade em meio à overdose e selvageria do sistema capital. A proposta é discutir a temática, partindo da instalação de uma poética crítica da arte corporal, passando pela ocupação do espaço público, por movimentos sociais e sua descaracterização da cidadania pela associação da mesma ao consumo. O estranhamento poético e crítico da imagem do Homo Consumericus, no espaço urbano, abre perguntas sobre as liberdades do ser humano sobre a natureza do consumo e do corpo, criando um argumento sobre como essas liberdades são moldadas por convenções estéticas e sociopolíticas.

RIO POLUÍDO

Equipe artística e técnica: Sabrina Barbosa, Tharlles Alef de Oliveira Araújo e Gilca Lobo

Sinopse: “Rio Poluído”, de Sabrina Barbosa, surgiu durante a disciplina “Atuação com Objetos”, ministrada pelo professor Luciano Oliveira. O vídeo mistura teatro com objetos e dança contemporânea. O trabalho é dividido em dois momentos, sendo que no segundo é usado um figurino que simboliza um rio fictício. Para tanto foram estudadas características do Rio Madeira. O trabalho pode ter várias leituras por parte do público e apresenta a poluição dos rios, tema transversal à Educação Ambiental. “Rio Poluído” busca retratar a dor e o sofrimento que a natureza enfrenta, bem como o seu pedido de socorro.

TRANSFORM(AÇÃO)

Equipe artística e técnica: Emerson Barros e João Mariano

Provocador: Luiz Lerro

Sinopse: A vídeo-performance coloca em cena um indivíduo com depressão e vergonha do seu próprio corpo. A frustração afeta a sua saúde mental, jogando-o em lugares obscuros e de desespero, amortizados por uma gula insaciável!

CORPOS DO PRAZER

Equipe artística e técnica: Ádamo Teixeira, Luciano Oliveira, Luís Gustavo Aldunate, Dennis Weber e Jamilly Martins

Sinopse: “Corpos do Prazer” é uma obra artística (vídeo-teatro performativo) resultante das investigações empreendidas pelo discente Ádamo Teixeira, do Curso de Licenciatura em Teatro da UNIR, durante o seu Trabalho de Conclusão de Curso, sob orientação do professor Luciano Oliveira. Nesse trabalho, a travesti Amitaff propõe a lançar-se como artista (cantora, atriz e performer) ao mesmo tempo em que divulga um pacote promocional de fotos e vídeos eróticos. Acompanhada pelo seu produtor (e cliente), que filma e transmite “ao vivo” as imagens do evento, ela sente na pele as consequências da exclusão social e do machismo. O trabalho denuncia ainda a invisibilidade, a violência, a transfobia e o moralismo tão em voga no Brasil atual.

Ficha Técnica do MEDU IV:

Coordenação e produção: Luciano Oliveira

Apresentação: Alexandre Falcão e Dennis Weber

Assessoria de Imprensa: Dennis Weber

Publicitário: Luís Gustavo Aldunate

Curadoria artística: Luciano Oliveira, Dennis Weber, Luís Gustavo Aldunate, Sabrina

Barbosa, Aléxia Mille e Jonathan Ignácio

Bolsistas PIBEC: Aléxia Mille, Jonathan Ignácio e Rafa Correia

SERVIÇO

Evento: 4ª Mostra de Encenações do Depatamento de Artes da UNIR

Data: 22/07/2022 (sexta-feira)

Local: Teatro Guaporé, Rua Tabajara, 148 – Olaria, Porto Velho – RO

Horário: 19h (Rondônia)

Classificação indicativa: 16 anos

Valor : Gratuito, mediante retirada de ingressos presencialmente nos dias de evento

Invisibilidade, transfobia e violência são temas abordados no vídeo-teatro performativo “Corpo do Prazer” que estreia no sábado (25/06/2022)

O clima é de expectativa para o acadêmico da Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Ádamo Teixeira. Isso porque neste sábado (25), às 19h (horário de Rondônia), através da plataforma Sympla, ele defenderá publicamente seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) intitulado “Corpos do Prazer”. A obra artística, um vídeo-teatro performativo, acompanha fragmentos de vida da personagem Amitaff, uma travesti nordestina que sobrevive em uma Porto Velho marcada por múltiplas violências.

O trabalho, que conta com a orientação do professor Luciano Oliveira, voltará a ser exibido no domingo (26), às 19h (horário de Rondônia), também por meio do Sympla, onde é necessário se cadastrar para adquirir os ingressos gratuitamente. Os dois dias de evento serão transmitidos através do serviço de videoconferência Zoom. A atração, com classificação indicativa para maiores de 16 anos, contará com tradução em LIBRAS. 

O projeto “Corpos do Prazer” é fomentado com recursos da Lei Federal 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc, através do Edital nº 34/2021/SEJUCEL-CODEC – 2ª Edição Mary Cyanne – Prêmio de Produção Artístico-Cultural para transmissões ao vivo ou gravadas – Eixo – II [Apresentações Artísticas (ao vivo/gravadas)] – Categoria B – Lives transmitidas ao vivo ou com apresentações gravadas e comentadas, por meio da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL) e Governo do Estado de Rondônia.

Programação

No sábado (25/06), oserá apresentado o vídeo-teatro performativo “Corpos do Prazer”, seguido de exposição do relatório final e parecer da banca examinadora do TCC, formada por: Prof. Dr. Luciano Flávio de Oliveira (orientador), Prof. Dr. Luiz Daniel Lerro (membro), Profa. Dra. Jussara Trindade Moreira (membra) e Prof. Dr. Alexandre Falcão de Araújo (membro suplente).

Já no domingo (26/06), além da exibição de “Corpos do Prazer”, haverá uma roda de conversa com o ator e o diretor da obra (coletivo 2×2 – Rondônia), além da participação de Karen de Oliveira Diogo, representante da Rede Norte de Mulheres Travestis e Transexuais e Homens Trans vivendo e convivendo com HIV/Aids (RNTTHP) e Comunidade Cidadã Livre (COMCIL).

Sobre os percursos criativos

Ádamo Teixeira, que está há quase quatro anos investigando o universo LGBTQIAP+, encontrou na personagem Amitaff uma potência artística para denunciar as inúmeras violências sofridas por pessoas trans. “A jornada junto a ela é de uma riqueza ímpar, que contribui com minha formação artística e humana. Me transformou e me transforma a cada dia, possibilitando a prática diária da empatia com o próximo”, destaca o artista acrescentando: “A construção desse trabalho me permitiu analisar e refletir sobre o comportamento humano. Percebi o quanto o ser humano é perverso e preconceituoso. O quanto a sociedade é hipócrita e traz em sua base o conservadorismo e o machismo. ‘Corpos do Prazer’ me ajudou a entender que eu, enquanto ser humano e artista, posso contribuir de alguma forma com a comunidade LGBTQIAP+, comunidade da qual faço parte e que precisa ter visibilidade e consolidação de políticas públicas inclusivas, principalmente quando nos referimos às pessoas trans”.

Para Luciano Oliveira, professor da Licenciatura em Teatro da Unir que orienta o TCC, faz-se urgente o aprofundamento do debate sobre as vivências LGBTQIAP+ nas artes como um todo. “No caso de ‘Corpos do Prazer’, em que o foco principal recai sobre o cotidiano das travestis, desejamos possibilitar ao público olhar de forma mais humana e respeitosa essas cidadãs, que se encontram alijadas de políticas públicas que garantam a elas acesso à educação, à cultura, ao mundo do trabalho, à saúde, dentre tantos outros direitos. Corpos do Prazer é um vídeo-teatro performativo com forte caráter de mobilização social. Apresentamos índices estatísticos assustadores, que indicam que o Brasil é o país do mundo que mais mata travestis e pessoas trans”, afirma o docente.

Sobre a interpretação de Ádamo Teixeira em ‘Corpos do Prazer”, Luciano avalia que ela caminha por diversos registros, dentre eles o “dramático, o cômico e o tragicômico. Isso tudo para mostrar às pessoas que as travestis são seres humanos como nós, que sofrem, se emocionam, riem e fazem rir. Então, quando uma obra de arte é repleta de humanidade, é possível romper alguns paradigmas e, até mesmo, com tabus. E isso faz com que o público se aproxime, humanamente, da obra apresentada. Tem mobilização social maior que a expressão do amor e do respeito às diferenças? Essa mensagem é apresentada, constantemente, por Ádamo Teixeira, que é um dos artistas mais amorosos que já trabalhei”.

Sinopse

“Corpos do Prazer” é uma obra artística (vídeo-teatro performativo) resultante das investigações empreendidas pelo discente Ádamo Teixeira, do Curso de Licenciatura em Teatro da UNIR, durante o seu Trabalho de Conclusão de Curso, sob orientação do professor Luciano Oliveira. Nesse trabalho, a travesti Amitaff propõe lançar-se como artista ao mesmo tempo em que divulga um pacote promocional de fotos e vídeos eróticos. Acompanhada pelo seu produtor (e cliente), que filma e transmite “ao vivo” as imagens do evento, ela sente na pele as consequências da exclusão social, da transfobia e do machismo. O trabalho denuncia ainda a invisibilidade, a violência e o moralismo. 

Ficha Técnica

Atuação, figurino, maquiagem, cenografia e iluminação: Ádamo Teixeira

Direção/orientação, técnica e produção: Luciano Oliveira

Publicitário, direção de vídeo e edição: Luís Gustavo Aldunate

Assessoria de imprensa: Dennis Weber

Intérpretes de Libras: Jamilly Martins e Emanuel Vítor

Coordenação de plataforma: Stéphanie Matos

Serviço

Evento: Corpos do Prazer – Defesa de TCC de Ádamo Teixeira

Datas: 25/06/2022 (sábado) e 26/06/2022 (domingo)

Local: online, nos seguintes links: https://bit.ly/Corpos-do-Prazer-sábado e https://bit.ly/Corpos-do-Prazer-domingo

Horário: 19h (Rondônia) – 20h (Brasília)

Classificação indicativa: maiores de 16 anos

Valor: Gratuito, mediante cadastro prévio na plataforma de eventos

Vídeo-teatro performativo “Corpos do Prazer” estreia no sábado (25/06)

Invisibilidade, transfobia, violência e moralismo são alguns dos temas que povoam a obra “Corpo do Prazer”, vídeo teatro-performativo do artista Ádamo Teixeira, que será lançado no próximo sábado (25 de junho), às 19h (horário de Rondônia), na plataforma virtual Sympla: https://www.sympla.com.br/corpos-do-prazer—defesa-de-tcc__1617988. A obra é parte integrante de Trabalho de Conclusão de Curso da Licenciatura de Teatro da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e tem orientação do professor Luciano Oliveira.

Outra apresentação está programada para o domingo (26 de junho),  também às 19h (horário de Rondônia), pelo link: https://www.sympla.com.br/corpos-do-prazer__1617996. A atração é gratuita, com tradução em LIBRAS e classificação indicativa para maiores de 16 anos.

O projeto foi contemplado no Edital nº 34/2021/SEJUCEL-CODEC – 2ª Edição Mary Cyanne – Prêmio de Produção Artístico-Cultural para transmissções ao vivo ou gravadas – Eixo – II [Apresentações Artísticas (ao vivo/gravadas)] – CATEGORIA B –  Lives transmitidas ao vivo ou com apresentações gravadas e comentadas.

“Para retirar os ingressos é necessário acessar a plataforma Sympla, cadastrar um e-mail válido e ter acesso ao aplicativo Zoom, onde serão realizadas as atividades do projeto. Esperamos que todos possam assistir ‘Corpos do Prazer’ que cresceu muito desde sua última apresentação em dezembro de 2021”, destaca  Luciano Oliveira, orientador do trabalho e também responsável pela produção do evento. 

Programação

No sábado (25/06), a programação contará com a defesa de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do artista Ádamo Teixeira, que está finalizando a Licenciatura em Teatro na Universidade Federal de Rondônia (UNIR). A apresentação do vídeo-teatro performativo “Corpos do Prazer” será seguida de exposição do relatório final e parecer da banca examinadora, composta por: Prof. Dr. Luciano Flávio de Oliveira (orientador), Prof. Dr. Luiz Daniel Lerro (membro), Profa. Dra. Jussara Trindade Moreira (membra) e Prof. Dr. Alexandre Falcão de Araújo (membro suplente).

No domingo (26/06), o vídeo-teatro performativo “Corpos do Prazer” voltará a ser exibido, desta vez seguido por uma roda de conversa com ator e diretor da obra, mais a participação de Karen de Oliveira Diogo, representante da Rede Norte de Mulheres Travestis e Transexuais e Homens Trans vivendo e convivendo com HIV/Aids  (RNTTHP ) e  Comunidade Cidadã Livre (COMCIL).

Processo criativo

Ádamo Teixeira destaca que as pesquisas referentes à performance “Corpos do Prazer” começaram a surgir no segundo semestre letivo de 2018, com suas investigações sobre o universo LGBTQIA+, na disciplina Improvisação I, dentro da Licenciatura em Teatro. “Nela tive meu primeiro contato com uma  personagem travesti, que figurava como uma profissional do sexo numa cena improvisada a partir do texto ‘Entre Quatro Paredes’, de Jean Paul Sartre. Nos anos seguintes, entre 2019 e 2021, essa personagem/figura foi sendo aprofundada em Interpretação I, Improvisação  II, Linguagem da Encenação Teatral e Fundamentos da Direção Teatral, disciplinas ministradas pelo professor Dr. Luciano Oliveira,  bem como em Performance, ministrada pelo professor Dr. Luiz Lerro. Já o nome Amitaff, surgiu durante a disciplina Fundamentos da Direção Teatral, no segundo semestre letivo de 2019.”, relembra o artista.  

Sinopse

Corpos do Prazer é uma obra artística (vídeo-teatro performativo) resultante das investigações empreendidas pelo discente Ádamo Teixeira, do Curso de Licenciatura em Teatro da UNIR, durante o seu Trabalho de Conclusão de Curso, sob orientação do professor Luciano Oliveira. Nesse trabalho, a travesti Amitaff propõe lançar-se como artista (cantora, atriz  e performer) ao mesmo tempo em que divulga um pacote promocional de fotos e vídeos eróticos. Acompanhada pelo seu produtor (e cliente), que filma e transmite “ao vivo” as imagens do evento, ela sente na pele as consequências da exclusão social, da transfobia e do machismo. O trabalho denuncia ainda a invisibilidade, a violência e o moralismo tão em voga no Brasil atual.

Ficha Técnica

Atuação, figurino, maquiagem, cenografia e iluminação: Ádamo Teixeira

Direção/orientação, técnica e produção: Luciano Oliveira

Publicitário, direção de vídeo e edição: Luís Gustavo Aldunate

Assessoria de imprensa: Dennis Weber

Intérpretes de Libras: Jamilly Martins e Emanuel Vítor

Coordenação de plataforma: Stéphanie Matos

Serviço

Evento: Corpos do Prazer – Defesa de TCC de Ádamo Teixeira

Datas: 25/06/2022 (sábado) e 26/06/2022

Local: online, via Zoom/Sympla nos seguintes links: https://www.sympla.com.br/corpos-do-prazer—defesa-de-tcc__1617988 e https://www.sympla.com.br/corpos-do-prazer__1617996

Horário: 19h (Rondônia) – 20h (Brasília)

Classificação indicativa: 16 anos

Valor : Gratuito, mediante cadastro prévio na plataforma de eventos

Leitura dramatizada do texto teatral “Fegues” estreia neste sábado (04)

A partir deste sábado (04 de junho), às 19h30 (horário de Rondônia), o público poderá conferir online os relatos de Renato, Caio Fernando, Nêgo, Flávio, Diamond e Belx, personagens do texto teatral “Fegues”, escrito pelo professor universitário Luciano Oliveira. Seis artistas de Porto Velho (RO), integrantes da Trupe dos Conspiradores, apresentarão, em formato de leitura dramatizada gravada, dramas e anseios baseados em histórias reais da população LGBTQIAP+. 

O evento segue no domingo (05), também às 19h30, através do canal no Youtube do proponente do projeto, Luciano Oliveira, nos links: https://www.youtube.com/watch?v=47E_K32aNuY (sábado) e  https://www.youtube.com/watch?v=6K8Sux49z6I (domingo). A leitura dramatizada tem classificação indicativa para maiores de 16 anos e contará com interpretação/tradução em LIBRAS. Conversas com o elenco e equipe de produção acontecerão ao final das exibições das leituras.

A leitura dramatizada de “Fegues” é um dos projetos contemplados no Edital nº 34/2021/SEJUCEL-CODEC – 2ª Edição Mary Cyanne – Prêmio de Produção Artístico-Cultural para Transmissões ao Vivo/Gravadas – Eixo II, Categoria B, da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL) do Governo de Estado de Rondônia (Lei Federal 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc). 

Por dentro da história

Baseado em fatos e pessoas reais, “Fegues” (aportuguesamento da palavra inglesa fags, traduzido como bichas), ancora sua dramaturgia em depoimentos autobiográficos de seis personagens LGBTQIAP+.  O texto, escrito pelo professor da Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia, Luciano Oliveira, foi publicado em 2021 e agora ganha os palcos em uma experiência de leitura dramatizada. Dividida em dois episódios, as histórias narradas por Renato (Luís Gustavo Aldunate), Caio Fernando (Dennis Weber), Nêgo (A Black Z), Flávio (Luciano Oliveira), Diamond (Ádamo Teixeira) e Belx (Rafa Correia) acontecem em uma Porto Velho (RO) marcada pela homofobia e outras inúmeras violências cotidianas. Neste cenário, um grupo de artistas tenta criar uma dramaturgia coletiva de um espetáculo teatral realista contemporâneo, carregada de drama, mas também de episódios cômicos.

No decorrer da trama, conhecemos fragmentos de memórias de Renato (um policial militar assombrado pela homofobia institucional), Caio Fernando (um jornalista que luta para escapar de um romance tóxico que pode lhe custar a vida), Nêgo (um cantor vítima de ataques racistas e homofóbicos nas redes sociais), Diamond (um enfermeiro que perdeu um grande amor para a AIDS, mas que segue resiliente em busca de novos horizontes), Flávio (um diretor teatral marcado por memórias traumáticas da infância) e Belx (uma performer não-binárie que busca se sentir bem em seu corpo e mente em construção). Todos esses relatos são intercalados com canções, danças e improvisações em cenas cheias de poesia e emoção.

A cena e os bastidores

Todo o processo foi gravado em fevereiro de 2022 no Teatro Municipal Banzeiros. Vários encontros virtuais foram realizados para os ensaios dos atores e acertos da equipe de produção. Dentre os desafios da leitura dramatizada de “Fegues”, Stephanie Matos, aponta que “de início foi encaixar as atividades nas agendas de todo mundo. Depois foi encontrar um local para gravar. Conseguimos pautas no Banzeiros e isso foi muito bom. A equipe do teatro nos recebeu muito bem. Agora, pessoalmente, o maior desafio foi o tempo, pois eu estava na produção de outros projetos”, explica a produtora.

“Desafio” também foi o termo utilizado pelo artista A Black Z para descrever sua participação em “Fegues”. Além de fornecer relatos pessoais para a construção da personagem “Nêgo”, ele atua e também canta no decorrer da leitura dramatizada. “Foi uma honra ter uma música minha na trilha sonora do espetáculo. A forma como o diretor utilizou meu trabalho como cantor e intérprete me deixou muito feliz e lisonjeado. As dicas e correções, as ideias para montar a cena, tudo isso agregou muito na minha formação. Os colegas de cena são incríveis e todo esse projeto gerou em mim um misto de emoções, tanto pela história quanto por toda a parte técnica. ‘Fegues’ vai trazer identificação, primeiramente para nós atores, e também para todos que ouvirem nossas histórias e tudo que envolve o espetáculo”, analisa o artista.

Parte do elenco também atuou nos bastidores desenvolvendo outras funções, como é o caso de Luís Gustavo Aldunate. O artista interpreta a personagem Renato na leitura dramatizada e fora do palco assume a publicidade e a edição e direção de vídeo do projeto. “Nesse trabalho estou como ator, artista visual e gráfico e  também como publicitário e a experiência tem sido de uma profunda imersão nessas áreas. Como diretor é uma oportunidade incrível de apresentar meu trabalho ao público. Espero que o produto visual traga resultados e impressões não só positivas, mas também iluminadoras ao público”, diz.

Para Dennis Weber, que dá vida à personagem Caio Fernando, a apresentação de “Fegues” em junho veio em boa hora. “Nada mais oportuno que no Mês do Orgulho LGBTQIAP+ apresentemos essa leitura dramatizada tão carregada com as dores, angústias e violências sofridas diariamente por essa população. É importante que o debate seja diário em todos os âmbitos da vida em sociedade e a arte tem esse potencial de mobilização social. Acredito que as questões apresentadas em cena possam gerar boas conversas após as exibições dos vídeos das leituras”, pontua. 

 Ficha Técnica

Encenação e dramaturgia: Luciano Oliveira

Assistência de encenação: Kelly Cruz

Produção: Stephanie Matos

Assistência de produção: Rafa Correia

Coordenação de plataforma virtual: Maycon Moura

Publicitário: Luís Gustavo Aldunate

Assessoria de comunicação: Dennis Weber

Direção musical: Jussara Trindade

Direção e edição de vídeo: Luís Gustavo Aldunate

Iluminação: Edmar Leite

Filmagem: Luís Gustavo Aldunate, Kelly Cruz e Rafa Correia

Intérpretes de Libras: Jamilly Martins e Emanuel Vítor Araújo

Bolsistas PIBEC: Alexia Mille, Jonathan Ignácio e Rafa Correia

Elenco: Ádamo Teixeira, A Black Z, Dennis Weber, Luís Gustavo Aldunate, Luciano Oliveira e Rafa Correia.

SERVIÇO

Evento – Leituras Dramatizadas do texto teatral “Fegues”, do artista Luciano Oliveira

Classificação indicativa – Para maiores de 16 anos

Datas e horários – Dias 04 e 05 de junho de 2022, às 19h30 (horário de Rondônia)

Local  – On-line, no canal do Youtube do artista, através dos links: https://www.youtube.com/watch?v=47E_K32aNuY (sábado) e  https://www.youtube.com/watch?v=6K8Sux49z6I (domingo).

Quanto? – Gratuito

Legenda: O ator Luís Gustavo Aldunate interpreta a personagem Renato na leitura dramatizada do texto teatral “Fegues”, que estreia no sábado (04), às 19h30 (horário de RO)

Leitura dramatizada do texto teatral ‘Fegues’ traz para a cena vivências e dores de personagens LGBTQIAP+

Seis personagens LGBTQIAP+ em cena falando de traumas, dores, violências e também de alegrias e sonhos. Essa é a premissa da leitura dramatizada do texto teatral “Fegues”, escrito pelo professor universitário Luciano Oliveira e que estreia no sábado (04 de junho), às 19h30 (horário de Rondônia), nos seguintes links: 

1- Sábado: https://www.youtube.com/watch?v=47E_K32aNuY&ab_channel=LucianoOliveira

2- Domingo: https://www.youtube.com/watch?v=6K8Sux49z6I&ab_channel=LucianoOliveira

O evento, que tem classificação indicativa para maiores de 16 anos e interpretação/tradução em LIBRAS, segue no domingo (05), sempre com conversas com elenco e equipe de produção ao final das exibições das leituras. 

O projeto foi contemplado no Edital nº 34/2021/SEJUCEL-CODEC – 2ª Edição Mary Cyanne – Prêmio de Produção Artístico-Cultural para Transmissões ao Vivo/Gravadas – Eixo II, Categoria B, da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL) do Governo de Estado de Rondônia (Lei Federal 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc).

Do que fala Fegues?

O texto teatral Fegues (aportuguesamento da palavra inglesa fags, traduzido como bichas) surgiu a partir de depoimentos autobiográficos compilados pelo professor universitário Luciano Oliveira e foi publicado em maio de 2021. A trama se passa em Porto Velho (RO), trazendo, em síntese, um texto-denúncia sobre homofobia e complexidades amorosas homoafetivas. Na trama, um grupo de seis artistas “fegues” (bichas) tentam criar, sem muito sucesso, uma dramaturgia coletiva de um espetáculo teatral realista contemporâneo, de temática LGBTQIA+. A dramaturgia celebra, de forma cômica e dramática, as vidas das “fegues”, marcadas por episódios de homofobia e outras violências cotidianas, além de momentos em que são expressados alegrias e sonhos. “Assim, pretendemos informar para as novas gerações, de modo especial àquelas que estão perdidas nos labirintos da incerteza da sexualidade, que não há nada de errado em ser feliz e em amar uma pessoa do mesmo sexo e constituir com ela uma família sólida e feliz”, complementa Luciano.

Quem são as Fegues?

O elenco é composto por integrantes da Trupe dos Conspiradores, grupo de teatro universitário resultante de um projeto de extensão do curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Em cena, os artistas Luciano Oliveira, Dennis Weber, Rafa Correia, Luis Gustavo Aldunate, A Black Z e Ádamo Teixeira, interpretam respectivamente as personagens: Flávio (um diretor teatral marcado por memórias traumáticas da infância), Caio Fernando (um jornalista que luta para escapar de um romance tóxico que pode lhe custar a vida), Belx (uma performer não-binárie que busca se sentir bem em seus corpo e mente em construção), Renato (um policial militar assombrado pela homofobia institucional), Nêgo (um cantor vítima de ataques racistas e homofóbicos nas redes sociais) e Diamond (um enfermeiro que perdeu um grande amor para a AIDS, mas que segue resiliente em busca de novos horizontes).

Segundo o ator Ádamo Teixeira, compartilhar episódios pessoais presentes no texto teatral “Fegues” despertou várias emoções. “Foi difícil porque eu nunca tinha me aberto em público para falar de um episódio doloroso pelo qual passei. O que me emociona é saber que diante de tudo o que vivi, consegui juntar os meus cacos e me reinventar na arte. O amor que foi interrompido por um vírus e que está sendo retratado é real e faz parte da minha história. Me emociona porque mesmo após 8 anos, eu ainda tenho marcas profundas. Hoje tenho um novo amor, no entanto não tenho como esquecer o passado. Mas remexer em tudo isso teve o seu lado bom. Fazer parte do ‘projeto Fegues’ me possibilitou demonstrar meus sentimentos”, relata o artista.

Para a assistente de encenação da leitura dramatizada, Kelly Cruz, participar de “Fegues” foi um presente. “Com o convite do professor Luciano para assistir ao primeiro dia de gravação da leitura dramática, vi  a oportunidade de voltar a respirar teatro e arte. O acolhimento de todes, a receptividade e o incentivo do Luciano foram meu motor para entrar como assistente de encenação, produção, filmagem, etc. Eu não tinha experiência nos bastidores, sempre atuei em cima dos palcos, e a experiência  foi um grande desafio para mim. Ser útil, e saber que meu trabalho por trás das câmeras foi muito bem recebido por todes me deixou muito feliz. Hoje, acompanhando todo o processo desde a primeira filmagem, me considero parte sim do processo, uma ‘fegue’ por amor a essa galera tão linda e cheia de luta, que precisa ser ouvida, mostrando as lutas e as violências que as cercam. Fegues é extremamente necessário”, pontua.

O que é uma leitura dramatizada?

            O professor do curso de Licenciatura em Teatro da Unir, Luciano Oliveira explica que a leitura dramatizada é uma leitura de um texto dramático (teatral) em que os atores dão características interpretativas aos papéis (personagens textuais), mas, de certo modo, sem aprofundar nos seus caracteres interiores como, por exemplo, na emoção. Também não há, por parte da direção, uma preocupação maior com a encenação, ou seja, com a colocação do texto no espaço cênico e com as suas múltiplas relações com os elementos materiais, visuais e sonoros do espetáculo: cenário, figurino, luz, maquiagem e trilha sonora. Esse tipo de leitura diferencia-se da leitura branca justamente porque o ato de leitura dos atores é carregado por técnicas e princípios interpretativos. Na leitura branca os atores não interpretam, mas emprestam as suas próprias características físico-vocais aos papéis. Trata-se de uma leitura “neutra”.

“E qual a importância da leitura dramatizada? Primeiro, por se tratar de um modo em que os dramaturgos divulgam os seus textos aos espectadores, utilizando-se da leitura dos atores. Segundo, por possibilitar aos atores mergulharem no texto sem se preocuparem em demasia com a interpretação. Então, me parece que esses se tornam mais livres para experimentarem e errarem. Terceiro, e por último, no caso de atores de um grupo de teatro universitário, como é a Trupe dos Conspiradores, um projeto de extensão da UNIR, pela possibilidade dos alunos-atores jogarem de modo mais relaxado com o texto e com as personagens, bem como colocarem em prática alguns conteúdos adquiridos na universidade. Inclusive, para que compreendam, na prática, as diferenças entre leitura branca, leitura dramatizada e dramatização/encenação de um texto”, argumenta o docente.

Ficha Técnica

Encenação e dramaturgia: Luciano Oliveira

Assistência de encenação: Kelly Cruz

Produção: Stephanie Matos

Assistência de produção: Rafa Correia

Coordenação de plataforma virtual: Maycon Moura

Publicitário: Luís Gustavo Aldunate

Assessoria de comunicação: Dennis Weber

Direção musical: Jussara Trindade

Direção e edição de vídeo: Luís Gustavo Aldunate

Iluminação: Edmar Leite

Filmagem: Luís Gustavo Aldunate, Kelly Cruz e Rafa Correia

Intérpretes de Libras: Jamilly Martins e Emanuel Vítor Araújo

Bolsistas PIBEC: Alexia Mille, Jonathan Ignácio e Rafa Correia

Elenco: Ádamo Teixeira, A Black Z, Dennis Weber, Luís Gustavo Aldunate, Luciano Oliveira e Rafa Correia.

SERVIÇO

Evento – Leituras Dramatizadas do texto teatral “Fegues”, do artista Luciano Oliveira

Classificação indicativa – Para maiores de 16 anos

Datas e horários – Dias 04 e 05 de junho de 2022, às 19h30 (horário de Rondônia)

Local  – On-line, no canal do Youtube do artista:

1- Sábado: https://www.youtube.com/watch?v=47E_K32aNuY&ab_channel=LucianoOliveira

2- Domingo: https://www.youtube.com/watch?v=6K8Sux49z6I&ab_channel=LucianoOliveira

   

Quanto? – Gratuito

Legenda: O ator Ádamo Teixeira interpreta a personagem Diamond em “Fegues” que estreia no sábado (04), às 19h30 (horário de RO)

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