Leitura dramatizada do texto teatral “Fegues” estreia neste sábado (04)

A partir deste sábado (04 de junho), às 19h30 (horário de Rondônia), o público poderá conferir online os relatos de Renato, Caio Fernando, Nêgo, Flávio, Diamond e Belx, personagens do texto teatral “Fegues”, escrito pelo professor universitário Luciano Oliveira. Seis artistas de Porto Velho (RO), integrantes da Trupe dos Conspiradores, apresentarão, em formato de leitura dramatizada gravada, dramas e anseios baseados em histórias reais da população LGBTQIAP+. 

O evento segue no domingo (05), também às 19h30, através do canal no Youtube do proponente do projeto, Luciano Oliveira, nos links: https://www.youtube.com/watch?v=47E_K32aNuY (sábado) e  https://www.youtube.com/watch?v=6K8Sux49z6I (domingo). A leitura dramatizada tem classificação indicativa para maiores de 16 anos e contará com interpretação/tradução em LIBRAS. Conversas com o elenco e equipe de produção acontecerão ao final das exibições das leituras.

A leitura dramatizada de “Fegues” é um dos projetos contemplados no Edital nº 34/2021/SEJUCEL-CODEC – 2ª Edição Mary Cyanne – Prêmio de Produção Artístico-Cultural para Transmissões ao Vivo/Gravadas – Eixo II, Categoria B, da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL) do Governo de Estado de Rondônia (Lei Federal 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc). 

Por dentro da história

Baseado em fatos e pessoas reais, “Fegues” (aportuguesamento da palavra inglesa fags, traduzido como bichas), ancora sua dramaturgia em depoimentos autobiográficos de seis personagens LGBTQIAP+.  O texto, escrito pelo professor da Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia, Luciano Oliveira, foi publicado em 2021 e agora ganha os palcos em uma experiência de leitura dramatizada. Dividida em dois episódios, as histórias narradas por Renato (Luís Gustavo Aldunate), Caio Fernando (Dennis Weber), Nêgo (A Black Z), Flávio (Luciano Oliveira), Diamond (Ádamo Teixeira) e Belx (Rafa Correia) acontecem em uma Porto Velho (RO) marcada pela homofobia e outras inúmeras violências cotidianas. Neste cenário, um grupo de artistas tenta criar uma dramaturgia coletiva de um espetáculo teatral realista contemporâneo, carregada de drama, mas também de episódios cômicos.

No decorrer da trama, conhecemos fragmentos de memórias de Renato (um policial militar assombrado pela homofobia institucional), Caio Fernando (um jornalista que luta para escapar de um romance tóxico que pode lhe custar a vida), Nêgo (um cantor vítima de ataques racistas e homofóbicos nas redes sociais), Diamond (um enfermeiro que perdeu um grande amor para a AIDS, mas que segue resiliente em busca de novos horizontes), Flávio (um diretor teatral marcado por memórias traumáticas da infância) e Belx (uma performer não-binárie que busca se sentir bem em seu corpo e mente em construção). Todos esses relatos são intercalados com canções, danças e improvisações em cenas cheias de poesia e emoção.

A cena e os bastidores

Todo o processo foi gravado em fevereiro de 2022 no Teatro Municipal Banzeiros. Vários encontros virtuais foram realizados para os ensaios dos atores e acertos da equipe de produção. Dentre os desafios da leitura dramatizada de “Fegues”, Stephanie Matos, aponta que “de início foi encaixar as atividades nas agendas de todo mundo. Depois foi encontrar um local para gravar. Conseguimos pautas no Banzeiros e isso foi muito bom. A equipe do teatro nos recebeu muito bem. Agora, pessoalmente, o maior desafio foi o tempo, pois eu estava na produção de outros projetos”, explica a produtora.

“Desafio” também foi o termo utilizado pelo artista A Black Z para descrever sua participação em “Fegues”. Além de fornecer relatos pessoais para a construção da personagem “Nêgo”, ele atua e também canta no decorrer da leitura dramatizada. “Foi uma honra ter uma música minha na trilha sonora do espetáculo. A forma como o diretor utilizou meu trabalho como cantor e intérprete me deixou muito feliz e lisonjeado. As dicas e correções, as ideias para montar a cena, tudo isso agregou muito na minha formação. Os colegas de cena são incríveis e todo esse projeto gerou em mim um misto de emoções, tanto pela história quanto por toda a parte técnica. ‘Fegues’ vai trazer identificação, primeiramente para nós atores, e também para todos que ouvirem nossas histórias e tudo que envolve o espetáculo”, analisa o artista.

Parte do elenco também atuou nos bastidores desenvolvendo outras funções, como é o caso de Luís Gustavo Aldunate. O artista interpreta a personagem Renato na leitura dramatizada e fora do palco assume a publicidade e a edição e direção de vídeo do projeto. “Nesse trabalho estou como ator, artista visual e gráfico e  também como publicitário e a experiência tem sido de uma profunda imersão nessas áreas. Como diretor é uma oportunidade incrível de apresentar meu trabalho ao público. Espero que o produto visual traga resultados e impressões não só positivas, mas também iluminadoras ao público”, diz.

Para Dennis Weber, que dá vida à personagem Caio Fernando, a apresentação de “Fegues” em junho veio em boa hora. “Nada mais oportuno que no Mês do Orgulho LGBTQIAP+ apresentemos essa leitura dramatizada tão carregada com as dores, angústias e violências sofridas diariamente por essa população. É importante que o debate seja diário em todos os âmbitos da vida em sociedade e a arte tem esse potencial de mobilização social. Acredito que as questões apresentadas em cena possam gerar boas conversas após as exibições dos vídeos das leituras”, pontua. 

 Ficha Técnica

Encenação e dramaturgia: Luciano Oliveira

Assistência de encenação: Kelly Cruz

Produção: Stephanie Matos

Assistência de produção: Rafa Correia

Coordenação de plataforma virtual: Maycon Moura

Publicitário: Luís Gustavo Aldunate

Assessoria de comunicação: Dennis Weber

Direção musical: Jussara Trindade

Direção e edição de vídeo: Luís Gustavo Aldunate

Iluminação: Edmar Leite

Filmagem: Luís Gustavo Aldunate, Kelly Cruz e Rafa Correia

Intérpretes de Libras: Jamilly Martins e Emanuel Vítor Araújo

Bolsistas PIBEC: Alexia Mille, Jonathan Ignácio e Rafa Correia

Elenco: Ádamo Teixeira, A Black Z, Dennis Weber, Luís Gustavo Aldunate, Luciano Oliveira e Rafa Correia.

SERVIÇO

Evento – Leituras Dramatizadas do texto teatral “Fegues”, do artista Luciano Oliveira

Classificação indicativa – Para maiores de 16 anos

Datas e horários – Dias 04 e 05 de junho de 2022, às 19h30 (horário de Rondônia)

Local  On-line, no canal do Youtube do artista, através dos links: https://www.youtube.com/watch?v=47E_K32aNuY (sábado) e  https://www.youtube.com/watch?v=6K8Sux49z6I (domingo).

Quanto? – Gratuito

Legenda: O ator Luís Gustavo Aldunate interpreta a personagem Renato na leitura dramatizada do texto teatral “Fegues”, que estreia no sábado (04), às 19h30 (horário de RO)

Leitura dramatizada do texto teatral ‘Fegues’ traz para a cena vivências e dores de personagens LGBTQIAP+

Seis personagens LGBTQIAP+ em cena falando de traumas, dores, violências e também de alegrias e sonhos. Essa é a premissa da leitura dramatizada do texto teatral “Fegues”, escrito pelo professor universitário Luciano Oliveira e que estreia no sábado (04 de junho), às 19h30 (horário de Rondônia), nos seguintes links: 

1- Sábado: https://www.youtube.com/watch?v=47E_K32aNuY&ab_channel=LucianoOliveira

2- Domingo: https://www.youtube.com/watch?v=6K8Sux49z6I&ab_channel=LucianoOliveira

O evento, que tem classificação indicativa para maiores de 16 anos e interpretação/tradução em LIBRAS, segue no domingo (05), sempre com conversas com elenco e equipe de produção ao final das exibições das leituras. 

O projeto foi contemplado no Edital nº 34/2021/SEJUCEL-CODEC – 2ª Edição Mary Cyanne – Prêmio de Produção Artístico-Cultural para Transmissões ao Vivo/Gravadas – Eixo II, Categoria B, da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL) do Governo de Estado de Rondônia (Lei Federal 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc).

Do que fala Fegues?

O texto teatral Fegues (aportuguesamento da palavra inglesa fags, traduzido como bichas) surgiu a partir de depoimentos autobiográficos compilados pelo professor universitário Luciano Oliveira e foi publicado em maio de 2021. A trama se passa em Porto Velho (RO), trazendo, em síntese, um texto-denúncia sobre homofobia e complexidades amorosas homoafetivas. Na trama, um grupo de seis artistas “fegues” (bichas) tentam criar, sem muito sucesso, uma dramaturgia coletiva de um espetáculo teatral realista contemporâneo, de temática LGBTQIA+. A dramaturgia celebra, de forma cômica e dramática, as vidas das “fegues”, marcadas por episódios de homofobia e outras violências cotidianas, além de momentos em que são expressados alegrias e sonhos. “Assim, pretendemos informar para as novas gerações, de modo especial àquelas que estão perdidas nos labirintos da incerteza da sexualidade, que não há nada de errado em ser feliz e em amar uma pessoa do mesmo sexo e constituir com ela uma família sólida e feliz”, complementa Luciano.

Quem são as Fegues?

O elenco é composto por integrantes da Trupe dos Conspiradores, grupo de teatro universitário resultante de um projeto de extensão do curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Em cena, os artistas Luciano Oliveira, Dennis Weber, Rafa Correia, Luis Gustavo Aldunate, A Black Z e Ádamo Teixeira, interpretam respectivamente as personagens: Flávio (um diretor teatral marcado por memórias traumáticas da infância), Caio Fernando (um jornalista que luta para escapar de um romance tóxico que pode lhe custar a vida), Belx (uma performer não-binárie que busca se sentir bem em seus corpo e mente em construção), Renato (um policial militar assombrado pela homofobia institucional), Nêgo (um cantor vítima de ataques racistas e homofóbicos nas redes sociais) e Diamond (um enfermeiro que perdeu um grande amor para a AIDS, mas que segue resiliente em busca de novos horizontes).

Segundo o ator Ádamo Teixeira, compartilhar episódios pessoais presentes no texto teatral “Fegues” despertou várias emoções. “Foi difícil porque eu nunca tinha me aberto em público para falar de um episódio doloroso pelo qual passei. O que me emociona é saber que diante de tudo o que vivi, consegui juntar os meus cacos e me reinventar na arte. O amor que foi interrompido por um vírus e que está sendo retratado é real e faz parte da minha história. Me emociona porque mesmo após 8 anos, eu ainda tenho marcas profundas. Hoje tenho um novo amor, no entanto não tenho como esquecer o passado. Mas remexer em tudo isso teve o seu lado bom. Fazer parte do ‘projeto Fegues’ me possibilitou demonstrar meus sentimentos”, relata o artista.

Para a assistente de encenação da leitura dramatizada, Kelly Cruz, participar de “Fegues” foi um presente. “Com o convite do professor Luciano para assistir ao primeiro dia de gravação da leitura dramática, vi  a oportunidade de voltar a respirar teatro e arte. O acolhimento de todes, a receptividade e o incentivo do Luciano foram meu motor para entrar como assistente de encenação, produção, filmagem, etc. Eu não tinha experiência nos bastidores, sempre atuei em cima dos palcos, e a experiência  foi um grande desafio para mim. Ser útil, e saber que meu trabalho por trás das câmeras foi muito bem recebido por todes me deixou muito feliz. Hoje, acompanhando todo o processo desde a primeira filmagem, me considero parte sim do processo, uma ‘fegue’ por amor a essa galera tão linda e cheia de luta, que precisa ser ouvida, mostrando as lutas e as violências que as cercam. Fegues é extremamente necessário”, pontua.

O que é uma leitura dramatizada?

            O professor do curso de Licenciatura em Teatro da Unir, Luciano Oliveira explica que a leitura dramatizada é uma leitura de um texto dramático (teatral) em que os atores dão características interpretativas aos papéis (personagens textuais), mas, de certo modo, sem aprofundar nos seus caracteres interiores como, por exemplo, na emoção. Também não há, por parte da direção, uma preocupação maior com a encenação, ou seja, com a colocação do texto no espaço cênico e com as suas múltiplas relações com os elementos materiais, visuais e sonoros do espetáculo: cenário, figurino, luz, maquiagem e trilha sonora. Esse tipo de leitura diferencia-se da leitura branca justamente porque o ato de leitura dos atores é carregado por técnicas e princípios interpretativos. Na leitura branca os atores não interpretam, mas emprestam as suas próprias características físico-vocais aos papéis. Trata-se de uma leitura “neutra”.

“E qual a importância da leitura dramatizada? Primeiro, por se tratar de um modo em que os dramaturgos divulgam os seus textos aos espectadores, utilizando-se da leitura dos atores. Segundo, por possibilitar aos atores mergulharem no texto sem se preocuparem em demasia com a interpretação. Então, me parece que esses se tornam mais livres para experimentarem e errarem. Terceiro, e por último, no caso de atores de um grupo de teatro universitário, como é a Trupe dos Conspiradores, um projeto de extensão da UNIR, pela possibilidade dos alunos-atores jogarem de modo mais relaxado com o texto e com as personagens, bem como colocarem em prática alguns conteúdos adquiridos na universidade. Inclusive, para que compreendam, na prática, as diferenças entre leitura branca, leitura dramatizada e dramatização/encenação de um texto”, argumenta o docente.

Ficha Técnica

Encenação e dramaturgia: Luciano Oliveira

Assistência de encenação: Kelly Cruz

Produção: Stephanie Matos

Assistência de produção: Rafa Correia

Coordenação de plataforma virtual: Maycon Moura

Publicitário: Luís Gustavo Aldunate

Assessoria de comunicação: Dennis Weber

Direção musical: Jussara Trindade

Direção e edição de vídeo: Luís Gustavo Aldunate

Iluminação: Edmar Leite

Filmagem: Luís Gustavo Aldunate, Kelly Cruz e Rafa Correia

Intérpretes de Libras: Jamilly Martins e Emanuel Vítor Araújo

Bolsistas PIBEC: Alexia Mille, Jonathan Ignácio e Rafa Correia

Elenco: Ádamo Teixeira, A Black Z, Dennis Weber, Luís Gustavo Aldunate, Luciano Oliveira e Rafa Correia.

SERVIÇO

Evento – Leituras Dramatizadas do texto teatral “Fegues”, do artista Luciano Oliveira

Classificação indicativa – Para maiores de 16 anos

Datas e horários – Dias 04 e 05 de junho de 2022, às 19h30 (horário de Rondônia)

Local  On-line, no canal do Youtube do artista:

1- Sábado: https://www.youtube.com/watch?v=47E_K32aNuY&ab_channel=LucianoOliveira

2- Domingo: https://www.youtube.com/watch?v=6K8Sux49z6I&ab_channel=LucianoOliveira

   

Quanto? – Gratuito

Legenda: O ator Ádamo Teixeira interpreta a personagem Diamond em “Fegues” que estreia no sábado (04), às 19h30 (horário de RO)

Oficina Introdução à Escrita Dramática Contemporânea: narrativas do real e depoimentos autobiográficos

Entre os dias 10 e 12 de maio de 2021 ministrei, no Google Meet, entre 14:00 e 18:00 h, a Oficina Introdução à Escrita Dramática Contemporânea: narrativas do real e depoimentos autobiográficos.

Tal oficina foi uma contrapartida do projeto Criação, publicação e lançamento do texto teatral “Fegues”, aprovado no Edital nº 83/2020/SEJUCEL-CODEC – 1° EDIÇÃO ALEJANDRO BEDOTTI DO EDITAL DE CHAMAMENTO PÚBLICO DE FOMENTO À CULTURA PARA PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DE EXPRESSÕES CULTURAIS (oriundo da Lei Federal 14.017/2020 – mais popularmente conhecida como Lei Aldir Blanc) da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL) do Estado de Rondônia.

Em suma, esse projeto tratou da criação e publicação do texto teatral inédito “Fegues”, com dramaturgia minha. De caráter autobiográfico e inspirado nas vidas de mais 5 homens gays de Porto Velho, o texto “Fegues” (aportuguesamento da palavra inglesa fags, que pode ser traduzido como bichas), seguiu linha dramatúrgica que o pesquisador e professor Daniel Furtado, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), chama de “dramaturgias do real e depoimento autobiográfico: compartilhamento do eu”. A trama se passa em Porto Velho (RO), no presente ano de 2021, e traz, em síntese, texto-denúncia sobre homofobia, racismo e violências diversas contra homossexuais, bem como narrativas sobre complexidades amorosas homoafetivas.

Participaram da oficina alunos (as) de diversos estados do Brasil: Rondônia, Pará, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Ao longo dos três dias de realização da atividade, discutimos o artigo “Dramaturgias do Real e Depoimentos Autobiográficos: compartilhamentos do eu”, do supracitado docente da UFPEL; debatemos os processos poéticos adotados por mim para a escrita do texto teatral Fegues – que fora lançado no dia 08/05/2021; e, por fim, trabalhamos com as sinopses, com a lista de personagens/figuras, com o argumento e com a estrutura de uma ou várias cenas da proposta textual de cada participante.

Ao todo, finalizamos a oficina com nove propostas textuais: 1- AU-LA: NARRATIVAS SOBRE USO DE DROGAS E CUIDADOS, de Fernando Monteiro, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul; 2- “SEM TÍTULO”, de João Seubert, de Porto Velho, Rondônia; 3- A NOSSA VERSÃO DO AMOR, de Karina Cristina, de Belém, Pará; 4- ELDORADO, de Ádamo Teixeira, de Porto Velho; 5- AS FANTÁSTICAS AVENTURA NO FOFAMIL, de Suelen de Alencar e Silva (Susuca), de Cuiabá, Mato Grosso; 6- “SEM TÍTULO”, de Dayanne Monte de Oliveira Gatti, de Cerejeiras, Rondônia; 7- CONTO E DESENCANTO, de Teo Nascimento, de Porto Velho; 8- VOCÊ QUER SER UMA PRINCESA?, de Mayara Camargo, de Rolim de Moura, Rondônia; e 9- “SEM TÍTULO”, de Sabrina Barbosa, de Porto Velho. Infelizmente, por motivos diversos, nem todos (as) os (as) que se inscreveram na oficina conseguiram chegar ao final. Porém, os (as) que participaram, pelo menos por um dia, contribuíram com suas criatividades para o sucesso do nosso trabalho.

Gostaria de deixar disponíveis, aqui neste site, os links públicos das gravações dos três dias de encontros virtuais realizados a partir do Google Meet:

1- Links do dia 10/05/21: https://drive.google.com/file/d/1-brfaCG71p303jEynluIJb31PCGIMDT-/view?usp=sharing e https://drive.google.com/file/d/1k47Ujg5qQ1HabnsLoStNnkCqlwH1shGM/view?usp=sharing

2- Link do dia 11/05/2021: https://drive.google.com/file/d/16JD3sToB_gUdxE5FOffGe6MLJRhVKIGS/view?usp=sharing

3- Link do dia 12/05/2021: https://drive.google.com/file/d/1KvzwreNLX6pi9VCbuU0leYbZg5HNA6MU/view?usp=sharing (observação: existem vários silêncios na gravação, pois, enquanto eu lia e corrigia as primeiras atividades, os (as) alunos redigiam a última parte das suas propostas textuais. Quando era convocado por alguém, eu ligava o microfone e o vídeo para realizar orientações).

Para finalizar, agradeço imensamente a todos (as) que se inscreveram e participaram da Oficina Introdução à Escrita Dramática Contemporânea: narrativas do real e depoimentos autobiográficos. Foram três dias de encontros intensos e muito produtivos. Evoé!

Oficina de Introdução à Escrita Dramática Contemporânea: narrativas do real e depoimentos autobiográficos – Inscrições reabertas

Reabertas as inscrições para os (as) interessados (as) em participarem, gratuitamente, da Oficina de Introdução à Escrita Dramática Contemporânea: narrativas do real e depoimentos autobiográficos, com o prof. Dr. Luciano Oliveira, do Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia (UNIR).


As inscrições podem ser feitas a partir do QR Code da imagem e/ou do link a seguir: https://docs.google.com/forms/d/1wzOIOyIesT-G-UVIYDaFVM-7W-EWfBU0jGPCymWGNFQ/edit

Projeto contemplado pelo Edital nº 83/2020/SEJUCEL-CODEC – 1° EDIÇÃO ALEJANDRO BEDOTTI DO EDITAL DE CHAMAMENTO PÚBLICO DE FOMENTO À CULTURA PARA PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DE EXPRESSÕES CULTURAIS  (Lei Federal 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc).

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Arte: Luís Gustavo Aldunate

Texto teatral “Fegues” será lançado no próximo sábado (08/05)

Legenda da imagem: Professor Luciano Oliveira assina o texto teatral Fegues, que será lançado no próximo sábado (08/05) – Crédito da imagem:  Mario Roberto Venere

Fragmentos das vidas de Renato, Caio Fernando, Nêgo, Belx, Diamond e Flávio poderão ser conferidos a partir do próximo sábado (08 de maio) durante o lançamento do texto teatral Fegues. O projeto de criação, publicação e lançamento da dramaturgia foi proposto pelo professor do Curso de Licenciatura em Teatro da Unir, Luciano Oliveira, e contemplado no Edital nº 83/2020/SEJUCEL-CODEC  – 1° Edição Alejandro Bedotti do Edital de Chamamento Público de Fomento à Cultura para Pesquisa e Desenvolvimento de Expressões Culturais da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL) do Governo de Estado de Rondônia. O evento é voltado para interessados (as) nas temáticas LGBTQIA+, tem classificação indicativa para maiores de 16 anos e contará com interpretação em LIBRAS.

Fegues está disponibilizado gratuitamente em formato e-book e pode ser acessado na íntegra neste site (https://lucianodiretor.com/2021/04/16/fegues/) e no site da Editora Scienza (https://editorascienza.com.br/#/freeBooks). O lançamento acontecerá de maneira virtual, às 19h (horário de Rondônia), através do canal do Youtube do artista Luciano Oliveira: https://www.youtube.com/watch?v=in5yi4XxJ8s. Uma leitura dramatizada de trechos da obra dramatúrgica e conversas com convidados especiais compõem o restante da programação de lançamento.

Seis homens gays e um monte de histórias

Na trama um grupo de seis artistas “fegues” (bichas) – Renato, Caio Fernando, Nêgo, Belx, Diamond e Flávio – tentam criar, sem muito sucesso, uma dramaturgia coletiva de um espetáculo teatral realista contemporâneo, de temática LGBTQIA+. Entre cenas descontraídas e coloridas, canções, danças, lembranças tristes e improvisações, um jogo polêmico, proposto pelo ator e diretor Flávio, cria tensões entre o elenco, fazendo surgir fantasmas do passado, recordações desagradáveis e ciúmes; colocando em xeque um grupo de teatro com poética e estética já em vias de consolidação. Até que ponto o profissionalismo, a confiança e o respeito resistem? “De caráter autobiográfico e inspirado nas vidas de mais 5 homens gays de Porto Velho, o texto ‘Fegues’ (aportuguesamento da palavra inglesa fags, traduzido como bichas), segue linha dramatúrgica que o pesquisador Daniel Furtado, da UFPel, chama de ‘dramaturgias do real e depoimento autobiográfico: compartilhamento do eu’. A trama se passa em Porto Velho (RO), em 2021, trazendo, em síntese, texto-denúncia sobre homofobia e complexidades amorosas homoafetivas”, explica Luciano.

Inspirações e processos de escrita de Fegues

Luciano comenta que o desejo de escrever Fegues surgiu após assistir, em dezembro de 2020, ao filme The Boys in the Band, dirigido por Joe Mantello e escrito por Mart Crowley, baseado em sua peça teatral homônima de 1968. “[…] ainda no mês de dezembro, comecei a realizar, de forma remota, entrevistas com cinco artistas fegues residentes na capital rondoniense. Cada um (a, x) delxs escolheu um acontecimento marcante de suas vidas para me contar. A partir dessas narrações, usando ferramentas dramatúrgicas de ficcionalização, escrevi o que chamo nas rubricas de depoimentos. Ao todo, são seis depoimentos retratados no texto, haja vista eu também ter ficcionalizado algumas histórias minhas. Além disso, instiguei xs artistas, via grupo de WhatsApp, a responderem perguntas disparadoras de ações e imagens cênicas como, por exemplo, ‘o que nós, enquanto fegues que sofremos inúmeros abusos ao longo da vida, desejamos para o futuro?’. Com as respostas dadas eu ia tecendo a dramaturgia. Conhecer parte da história de vida dxs cinco atorxs entrevistadxs foi crucial para as escolhas dramatúrgicas que fiz, assim como para as definições estéticas tomadas ao longo do texto. Importa mencionar que algxns dxs atorxs que emprestaram suas vozes às personagens, além de serem mexs amigxs, são também mexs alunxs no Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). E um é o meu companheiro de vida”, destaca.

Muitas foram as referências utilizadas na escrita da obra dramatúrgica, conforme observa Luciano. “Para criar arte eu preciso consumir arte, bem como pesquisar linguagens artísticas e obras acadêmicas, como artigos científicos. Em Fegues, além das ficcionalizações de histórias e acontecimentos das nossas vidas, ocorreram também inspirações oriundas de filmes (como Hoje eu quero voltar sozinho e Uivo), de documentários (como Carta para além dos Muros e The Boys in The Band: Something Personal), de séries (tais como Crônicas de São Francisco, Pose e Please Like Me) e de obras literárias (como Fabián e o Caos, Stella Manhattan, Uivo e E se eu fosse pura/puta). Todas essas referências têm como temática o universo LGBTQIA+”, elenca o autor. 

Um pé em Rondônia e outro em Minas

Fegues foi concebido em Rondônia, mas gestado em Minas Gerais “[…] à luz das recordações que tive ao hospedar-me na casa da minha mãe, e do meu finado pai, em João Monlevade, durante as minhas férias, em janeiro de 2021. Eu escrevia durante o dia e durante a tarde. À noite, após caminhadas realizadas em distintas ruas do bairro onde morei até completar vinte anos, eu lia livros e assistia a diferentes criações audiovisuais. As ruas e espaços visitados, inclusive a escola onde eu estudei da 5ª série do Ensino Fundamental ao 4º ano do Curso Técnico em Química, despertaram em mim sensações e lembranças variadas. Algumas delas inspiraram cenas inteiras do presente texto”, comenta Luciano reforçando que foi muito importante escrever estando na casa dos pais, em Minas Gerais: “Isso me propiciou reviver, no imaginário e nas emoções, várias situações de violência pelas quais passei. Tive o contato com alguns irmãos que me causaram sofrimento e o conforto amoroso da minha mãe. Pude caminhar por lugares diversos do meu bairro, onde morei até quase vinte anos, e reviver internamente os episódios de bullying que sofri, por ter sido uma criança e um adolescente gordo e afeminado”. 

O que vem  por aí?

A distribuição do e-book está sendo feita gratuitamente. Os leitores poderão baixar o texto teatral no site da Editora Scienza (https://editorascienza.com.br/#/freeBooks) e no site do autor (https://lucianodiretor.com/2021/04/16/fegues).

O projeto de criação, publicação e lançamento de Fegues ainda prevê a realização de uma oficina de escrita dramática, que acontecerá entre os dias 10 e 12 de maio de 2021, das 14h às 18h, com carga horária de 12h/a.  A “Oficina de Introdução à Escrita Dramática Contemporânea: narrativas do real e depoimentos autobiográficos” ocorrerá no Google Meet, e serão ofertadas 20 vagas aos interessados, maiores de 16 anos. As inscrições deverão ser feitas até 09/05/2021, a partir do preenchimento do seguinte formulário https://docs.google.com/forms/d/1wzOIOyIesT-G-UVIYDaFVM-7W-EWfBU0jGPCymWGNFQ/edit. Todos os participantes da oficina receberão certificados.

Luciano adianta que  pretende  montar o texto Fegues em breve. “Temos o desejo de, já em maio, começar a pré-produção da montagem, que será levada ao público de forma on-line, a partir de plataformas de streaming. Os atores da montagem serão os mesmos que deram seus depoimentos para a escrita da peça. E todos eles são artistas da Trupe dos Conspiradores. Porém, a minha personagem será interpretada por um ator convidado, talvez um famoso que já estou conversando e demonstrou interesse pela montagem, por se tratar de um artista militante pelas causas LGBTQIA+. Eu assumirei a encenação. Quem sabe até dezembro de 2021 consigamos estrear o espetáculo? Para tanto, precisamos de novos editais da SEJUCEL ou de patrocínios da iniciativa privada”, diz o artista. 

Sobre o autor

Luciano Oliveira é professor do Curso Licenciatura em Teatro da UNIR e coordena o Programa de Extensão DArtes [Em]Cena: Teatro, Política & Sociedade. É membro pesquisador do PAKY’Op – Laboratório de Pesquisa em Teatro e Transculturalidade: práxis, reflexões e poéticas pedagógicas. É Doutor e Mestre em Teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Especialista em História da Cultura e da Arte pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Bacharel em Artes Cênicas − com habilitação em Direção Teatral − pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Em 2021 completa 25 anos de carreira na área teatral, tendo produzido e dirigido diversos espetáculos em Minas Gerais e em Rondônia. É autor dos livros Eid Ribeiro e o Armatrux em Processo: o objeto flutuante entre a poética e a estética teatral (Editora Scienza, 2017) e Representações Culturais no Giramundo Teatro de Bonecos (Novas Edições Acadêmicas, 2017). Academicamente, escreveu e publicou inúmeros artigos científicos. Na área dramatúrgica, foi autor de Moinho Remoçante (2004), de O Casamento de Mané com Encalhada ou A Encalhada e o Covardão (2002); foi dramaturgista em Até tu, Bruta? (2013), Cidade Maldita (2011) e Uai, pode? (2011); foi membro da equipe de adaptação do texto Inimigos do Povo (2017); e adaptador de Menina Bonita do Laço de Fita & Outras Histórias (2012), de O Despertar da Primavera (2004), de As Mãos de Eurídice (2003), de A Ida ao Teatro (2002) e de O Boi e o Burro a Caminho de Belém (2002), dentre outros. Também escreve críticas teatrais e crônicas em seu blog (www.lucianodiretor.com). Na área de audiovisual, escreveu o roteiro do filme/documentário “Rondônia: um estado de delícias culinárias”.

Assessoria de Comunicação do Projeto:  Dennis Weber e Gustavo Aldunate

Fegues

Texto teatral contemporâneo de Luciano Oliveira

Ilustração da Capa: Luís Gustavo Aldunate

Projeto aprovado no Edital nº 83/2020/SEJUCEL-CODEC 1° EDIÇÃO ALEJANDRO BEDOTTI DO EDITAL DE CHAMAMENTO PÚBLICO DE FOMENTO À CULTURA PARA PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DE EXPRESSÕES CULTURAIS, da LEI Nº 14.017, DE 29 DE JUNHO DE 2020 (Lei Aldir Blanc), da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL) do Governo do Estado de Rondônia.

Título do projeto: Criação, publicação e lançamento do texto teatral “Fegues

Proponente: Luciano Flávio de Oliveira

Trata-se da criação e publicação do texto teatral inédito “Fegues”, do artista Luciano Oliveira. De caráter autobiográfico e inspirado nas vidas de mais 5 homens gays de Porto Velho, o texto “Fegues” (aportuguesamento da palavra inglesa fags, traduzido como bichas), segue linha dramatúrgica que o pesquisador Daniel Furtado, da UFPel, chama de “dramaturgias do real e depoimento autobiográfico: compartilhamento do eu”. A trama se passa em Porto Velho (RO), em 2021, trazendo, em síntese, texto-denúncia sobre homofobia e complexidades amorosas homoafetivas.

SINOPSE:

Um grupo de seis artistas “fegues” (bichas) – Renato, Caio Fernando, Nêgo, Belx, Diamond e Flávio – tentam criar, sem muito sucesso, uma dramaturgia coletiva de um espetáculo teatral realista contemporâneo, de temática LGBTQIA+. Entre cenas descontraídas e coloridas, canções, danças, lembranças tristes e improvisações, um jogo polêmico, proposto pelo ator e diretor Flávio, cria tensões entre o elenco, fazendo surgir fantasmas do passado, recordações desagradáveis e ciúmes; colocando em xequeum grupo de teatro com poética e estética já em vias de consolidação. Até que ponto o profissionalismo, a confiança e o respeito resistem?

O texto pode ser baixado, gratuitamente, a partir da entrada abaixo:

Ou, então, diretamente no site da Editora Scienza: https://editorascienza.com.br/pdfs/luciano/fegues.pdf

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