Oficina Introdução à Escrita Dramática Contemporânea: narrativas do real e depoimentos autobiográficos

Entre os dias 10 e 12 de maio de 2021 ministrei, no Google Meet, entre 14:00 e 18:00 h, a Oficina Introdução à Escrita Dramática Contemporânea: narrativas do real e depoimentos autobiográficos.

Tal oficina foi uma contrapartida do projeto Criação, publicação e lançamento do texto teatral “Fegues”, aprovado no Edital nº 83/2020/SEJUCEL-CODEC – 1° EDIÇÃO ALEJANDRO BEDOTTI DO EDITAL DE CHAMAMENTO PÚBLICO DE FOMENTO À CULTURA PARA PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DE EXPRESSÕES CULTURAIS (oriundo da Lei Federal 14.017/2020 – mais popularmente conhecida como Lei Aldir Blanc) da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL) do Estado de Rondônia.

Em suma, esse projeto tratou da criação e publicação do texto teatral inédito “Fegues”, com dramaturgia minha. De caráter autobiográfico e inspirado nas vidas de mais 5 homens gays de Porto Velho, o texto “Fegues” (aportuguesamento da palavra inglesa fags, que pode ser traduzido como bichas), seguiu linha dramatúrgica que o pesquisador e professor Daniel Furtado, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), chama de “dramaturgias do real e depoimento autobiográfico: compartilhamento do eu”. A trama se passa em Porto Velho (RO), no presente ano de 2021, e traz, em síntese, texto-denúncia sobre homofobia, racismo e violências diversas contra homossexuais, bem como narrativas sobre complexidades amorosas homoafetivas.

Participaram da oficina alunos (as) de diversos estados do Brasil: Rondônia, Pará, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Ao longo dos três dias de realização da atividade, discutimos o artigo “Dramaturgias do Real e Depoimentos Autobiográficos: compartilhamentos do eu”, do supracitado docente da UFPEL; debatemos os processos poéticos adotados por mim para a escrita do texto teatral Fegues – que fora lançado no dia 08/05/2021; e, por fim, trabalhamos com as sinopses, com a lista de personagens/figuras, com o argumento e com a estrutura de uma ou várias cenas da proposta textual de cada participante.

Ao todo, finalizamos a oficina com nove propostas textuais: 1- AU-LA: NARRATIVAS SOBRE USO DE DROGAS E CUIDADOS, de Fernando Monteiro, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul; 2- “SEM TÍTULO”, de João Seubert, de Porto Velho, Rondônia; 3- A NOSSA VERSÃO DO AMOR, de Karina Cristina, de Belém, Pará; 4- ELDORADO, de Ádamo Teixeira, de Porto Velho; 5- AS FANTÁSTICAS AVENTURA NO FOFAMIL, de Suelen de Alencar e Silva (Susuca), de Cuiabá, Mato Grosso; 6- “SEM TÍTULO”, de Dayanne Monte de Oliveira Gatti, de Cerejeiras, Rondônia; 7- CONTO E DESENCANTO, de Teo Nascimento, de Porto Velho; 8- VOCÊ QUER SER UMA PRINCESA?, de Mayara Camargo, de Rolim de Moura, Rondônia; e 9- “SEM TÍTULO”, de Sabrina Barbosa, de Porto Velho. Infelizmente, por motivos diversos, nem todos (as) os (as) que se inscreveram na oficina conseguiram chegar ao final. Porém, os (as) que participaram, pelo menos por um dia, contribuíram com suas criatividades para o sucesso do nosso trabalho.

Gostaria de deixar disponíveis, aqui neste site, os links públicos das gravações dos três dias de encontros virtuais realizados a partir do Google Meet:

1- Links do dia 10/05/21: https://drive.google.com/file/d/1-brfaCG71p303jEynluIJb31PCGIMDT-/view?usp=sharing e https://drive.google.com/file/d/1k47Ujg5qQ1HabnsLoStNnkCqlwH1shGM/view?usp=sharing

2- Link do dia 11/05/2021: https://drive.google.com/file/d/16JD3sToB_gUdxE5FOffGe6MLJRhVKIGS/view?usp=sharing

3- Link do dia 12/05/2021: https://drive.google.com/file/d/1KvzwreNLX6pi9VCbuU0leYbZg5HNA6MU/view?usp=sharing (observação: existem vários silêncios na gravação, pois, enquanto eu lia e corrigia as primeiras atividades, os (as) alunos redigiam a última parte das suas propostas textuais. Quando era convocado por alguém, eu ligava o microfone e o vídeo para realizar orientações).

Para finalizar, agradeço imensamente a todos (as) que se inscreveram e participaram da Oficina Introdução à Escrita Dramática Contemporânea: narrativas do real e depoimentos autobiográficos. Foram três dias de encontros intensos e muito produtivos. Evoé!

Oficina de Introdução à Escrita Dramática Contemporânea: narrativas do real e depoimentos autobiográficos – Inscrições reabertas

Reabertas as inscrições para os (as) interessados (as) em participarem, gratuitamente, da Oficina de Introdução à Escrita Dramática Contemporânea: narrativas do real e depoimentos autobiográficos, com o prof. Dr. Luciano Oliveira, do Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia (UNIR).


As inscrições podem ser feitas a partir do QR Code da imagem e/ou do link a seguir: https://docs.google.com/forms/d/1wzOIOyIesT-G-UVIYDaFVM-7W-EWfBU0jGPCymWGNFQ/edit

Projeto contemplado pelo Edital nº 83/2020/SEJUCEL-CODEC – 1° EDIÇÃO ALEJANDRO BEDOTTI DO EDITAL DE CHAMAMENTO PÚBLICO DE FOMENTO À CULTURA PARA PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DE EXPRESSÕES CULTURAIS  (Lei Federal 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc).

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Arte: Luís Gustavo Aldunate

Texto teatral “Fegues” será lançado no próximo sábado (08/05)

Legenda da imagem: Professor Luciano Oliveira assina o texto teatral Fegues, que será lançado no próximo sábado (08/05) – Crédito da imagem:  Mario Roberto Venere

Fragmentos das vidas de Renato, Caio Fernando, Nêgo, Belx, Diamond e Flávio poderão ser conferidos a partir do próximo sábado (08 de maio) durante o lançamento do texto teatral Fegues. O projeto de criação, publicação e lançamento da dramaturgia foi proposto pelo professor do Curso de Licenciatura em Teatro da Unir, Luciano Oliveira, e contemplado no Edital nº 83/2020/SEJUCEL-CODEC  – 1° Edição Alejandro Bedotti do Edital de Chamamento Público de Fomento à Cultura para Pesquisa e Desenvolvimento de Expressões Culturais da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL) do Governo de Estado de Rondônia. O evento é voltado para interessados (as) nas temáticas LGBTQIA+, tem classificação indicativa para maiores de 16 anos e contará com interpretação em LIBRAS.

Fegues está disponibilizado gratuitamente em formato e-book e pode ser acessado na íntegra neste site (https://lucianodiretor.com/2021/04/16/fegues/) e no site da Editora Scienza (https://editorascienza.com.br/#/freeBooks). O lançamento acontecerá de maneira virtual, às 19h (horário de Rondônia), através do canal do Youtube do artista Luciano Oliveira: https://www.youtube.com/watch?v=in5yi4XxJ8s. Uma leitura dramatizada de trechos da obra dramatúrgica e conversas com convidados especiais compõem o restante da programação de lançamento.

Seis homens gays e um monte de histórias

Na trama um grupo de seis artistas “fegues” (bichas) – Renato, Caio Fernando, Nêgo, Belx, Diamond e Flávio – tentam criar, sem muito sucesso, uma dramaturgia coletiva de um espetáculo teatral realista contemporâneo, de temática LGBTQIA+. Entre cenas descontraídas e coloridas, canções, danças, lembranças tristes e improvisações, um jogo polêmico, proposto pelo ator e diretor Flávio, cria tensões entre o elenco, fazendo surgir fantasmas do passado, recordações desagradáveis e ciúmes; colocando em xeque um grupo de teatro com poética e estética já em vias de consolidação. Até que ponto o profissionalismo, a confiança e o respeito resistem? “De caráter autobiográfico e inspirado nas vidas de mais 5 homens gays de Porto Velho, o texto ‘Fegues’ (aportuguesamento da palavra inglesa fags, traduzido como bichas), segue linha dramatúrgica que o pesquisador Daniel Furtado, da UFPel, chama de ‘dramaturgias do real e depoimento autobiográfico: compartilhamento do eu’. A trama se passa em Porto Velho (RO), em 2021, trazendo, em síntese, texto-denúncia sobre homofobia e complexidades amorosas homoafetivas”, explica Luciano.

Inspirações e processos de escrita de Fegues

Luciano comenta que o desejo de escrever Fegues surgiu após assistir, em dezembro de 2020, ao filme The Boys in the Band, dirigido por Joe Mantello e escrito por Mart Crowley, baseado em sua peça teatral homônima de 1968. “[…] ainda no mês de dezembro, comecei a realizar, de forma remota, entrevistas com cinco artistas fegues residentes na capital rondoniense. Cada um (a, x) delxs escolheu um acontecimento marcante de suas vidas para me contar. A partir dessas narrações, usando ferramentas dramatúrgicas de ficcionalização, escrevi o que chamo nas rubricas de depoimentos. Ao todo, são seis depoimentos retratados no texto, haja vista eu também ter ficcionalizado algumas histórias minhas. Além disso, instiguei xs artistas, via grupo de WhatsApp, a responderem perguntas disparadoras de ações e imagens cênicas como, por exemplo, ‘o que nós, enquanto fegues que sofremos inúmeros abusos ao longo da vida, desejamos para o futuro?’. Com as respostas dadas eu ia tecendo a dramaturgia. Conhecer parte da história de vida dxs cinco atorxs entrevistadxs foi crucial para as escolhas dramatúrgicas que fiz, assim como para as definições estéticas tomadas ao longo do texto. Importa mencionar que algxns dxs atorxs que emprestaram suas vozes às personagens, além de serem mexs amigxs, são também mexs alunxs no Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia (UNIR). E um é o meu companheiro de vida”, destaca.

Muitas foram as referências utilizadas na escrita da obra dramatúrgica, conforme observa Luciano. “Para criar arte eu preciso consumir arte, bem como pesquisar linguagens artísticas e obras acadêmicas, como artigos científicos. Em Fegues, além das ficcionalizações de histórias e acontecimentos das nossas vidas, ocorreram também inspirações oriundas de filmes (como Hoje eu quero voltar sozinho e Uivo), de documentários (como Carta para além dos Muros e The Boys in The Band: Something Personal), de séries (tais como Crônicas de São Francisco, Pose e Please Like Me) e de obras literárias (como Fabián e o Caos, Stella Manhattan, Uivo e E se eu fosse pura/puta). Todas essas referências têm como temática o universo LGBTQIA+”, elenca o autor. 

Um pé em Rondônia e outro em Minas

Fegues foi concebido em Rondônia, mas gestado em Minas Gerais “[…] à luz das recordações que tive ao hospedar-me na casa da minha mãe, e do meu finado pai, em João Monlevade, durante as minhas férias, em janeiro de 2021. Eu escrevia durante o dia e durante a tarde. À noite, após caminhadas realizadas em distintas ruas do bairro onde morei até completar vinte anos, eu lia livros e assistia a diferentes criações audiovisuais. As ruas e espaços visitados, inclusive a escola onde eu estudei da 5ª série do Ensino Fundamental ao 4º ano do Curso Técnico em Química, despertaram em mim sensações e lembranças variadas. Algumas delas inspiraram cenas inteiras do presente texto”, comenta Luciano reforçando que foi muito importante escrever estando na casa dos pais, em Minas Gerais: “Isso me propiciou reviver, no imaginário e nas emoções, várias situações de violência pelas quais passei. Tive o contato com alguns irmãos que me causaram sofrimento e o conforto amoroso da minha mãe. Pude caminhar por lugares diversos do meu bairro, onde morei até quase vinte anos, e reviver internamente os episódios de bullying que sofri, por ter sido uma criança e um adolescente gordo e afeminado”. 

O que vem  por aí?

A distribuição do e-book está sendo feita gratuitamente. Os leitores poderão baixar o texto teatral no site da Editora Scienza (https://editorascienza.com.br/#/freeBooks) e no site do autor (https://lucianodiretor.com/2021/04/16/fegues).

O projeto de criação, publicação e lançamento de Fegues ainda prevê a realização de uma oficina de escrita dramática, que acontecerá entre os dias 10 e 12 de maio de 2021, das 14h às 18h, com carga horária de 12h/a.  A “Oficina de Introdução à Escrita Dramática Contemporânea: narrativas do real e depoimentos autobiográficos” ocorrerá no Google Meet, e serão ofertadas 20 vagas aos interessados, maiores de 16 anos. As inscrições deverão ser feitas até 09/05/2021, a partir do preenchimento do seguinte formulário https://docs.google.com/forms/d/1wzOIOyIesT-G-UVIYDaFVM-7W-EWfBU0jGPCymWGNFQ/edit. Todos os participantes da oficina receberão certificados.

Luciano adianta que  pretende  montar o texto Fegues em breve. “Temos o desejo de, já em maio, começar a pré-produção da montagem, que será levada ao público de forma on-line, a partir de plataformas de streaming. Os atores da montagem serão os mesmos que deram seus depoimentos para a escrita da peça. E todos eles são artistas da Trupe dos Conspiradores. Porém, a minha personagem será interpretada por um ator convidado, talvez um famoso que já estou conversando e demonstrou interesse pela montagem, por se tratar de um artista militante pelas causas LGBTQIA+. Eu assumirei a encenação. Quem sabe até dezembro de 2021 consigamos estrear o espetáculo? Para tanto, precisamos de novos editais da SEJUCEL ou de patrocínios da iniciativa privada”, diz o artista. 

Sobre o autor

Luciano Oliveira é professor do Curso Licenciatura em Teatro da UNIR e coordena o Programa de Extensão DArtes [Em]Cena: Teatro, Política & Sociedade. É membro pesquisador do PAKY’Op – Laboratório de Pesquisa em Teatro e Transculturalidade: práxis, reflexões e poéticas pedagógicas. É Doutor e Mestre em Teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Especialista em História da Cultura e da Arte pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Bacharel em Artes Cênicas − com habilitação em Direção Teatral − pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Em 2021 completa 25 anos de carreira na área teatral, tendo produzido e dirigido diversos espetáculos em Minas Gerais e em Rondônia. É autor dos livros Eid Ribeiro e o Armatrux em Processo: o objeto flutuante entre a poética e a estética teatral (Editora Scienza, 2017) e Representações Culturais no Giramundo Teatro de Bonecos (Novas Edições Acadêmicas, 2017). Academicamente, escreveu e publicou inúmeros artigos científicos. Na área dramatúrgica, foi autor de Moinho Remoçante (2004), de O Casamento de Mané com Encalhada ou A Encalhada e o Covardão (2002); foi dramaturgista em Até tu, Bruta? (2013), Cidade Maldita (2011) e Uai, pode? (2011); foi membro da equipe de adaptação do texto Inimigos do Povo (2017); e adaptador de Menina Bonita do Laço de Fita & Outras Histórias (2012), de O Despertar da Primavera (2004), de As Mãos de Eurídice (2003), de A Ida ao Teatro (2002) e de O Boi e o Burro a Caminho de Belém (2002), dentre outros. Também escreve críticas teatrais e crônicas em seu blog (www.lucianodiretor.com). Na área de audiovisual, escreveu o roteiro do filme/documentário “Rondônia: um estado de delícias culinárias”.

Assessoria de Comunicação do Projeto:  Dennis Weber e Gustavo Aldunate

Fegues

Texto teatral contemporâneo de Luciano Oliveira

Ilustração da Capa: Luís Gustavo Aldunate

Projeto aprovado no Edital nº 83/2020/SEJUCEL-CODEC 1° EDIÇÃO ALEJANDRO BEDOTTI DO EDITAL DE CHAMAMENTO PÚBLICO DE FOMENTO À CULTURA PARA PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DE EXPRESSÕES CULTURAIS, da LEI Nº 14.017, DE 29 DE JUNHO DE 2020 (Lei Aldir Blanc), da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL) do Governo do Estado de Rondônia.

Título do projeto: Criação, publicação e lançamento do texto teatral “Fegues

Proponente: Luciano Flávio de Oliveira

Trata-se da criação e publicação do texto teatral inédito “Fegues”, do artista Luciano Oliveira. De caráter autobiográfico e inspirado nas vidas de mais 5 homens gays de Porto Velho, o texto “Fegues” (aportuguesamento da palavra inglesa fags, traduzido como bichas), segue linha dramatúrgica que o pesquisador Daniel Furtado, da UFPel, chama de “dramaturgias do real e depoimento autobiográfico: compartilhamento do eu”. A trama se passa em Porto Velho (RO), em 2021, trazendo, em síntese, texto-denúncia sobre homofobia e complexidades amorosas homoafetivas.

SINOPSE:

Um grupo de seis artistas “fegues” (bichas) – Renato, Caio Fernando, Nêgo, Belx, Diamond e Flávio – tentam criar, sem muito sucesso, uma dramaturgia coletiva de um espetáculo teatral realista contemporâneo, de temática LGBTQIA+. Entre cenas descontraídas e coloridas, canções, danças, lembranças tristes e improvisações, um jogo polêmico, proposto pelo ator e diretor Flávio, cria tensões entre o elenco, fazendo surgir fantasmas do passado, recordações desagradáveis e ciúmes; colocando em xequeum grupo de teatro com poética e estética já em vias de consolidação. Até que ponto o profissionalismo, a confiança e o respeito resistem?

O texto pode ser baixado, gratuitamente, a partir da entrada abaixo:

Ou, então, diretamente no site da Editora Scienza: https://editorascienza.com.br/pdfs/luciano/fegues.pdf

Seminário sobre processos criativos durante a pandemia encerra Mostra de Encenações do DArtes/Unir nesta terça-feira (30)

Legenda da imagem: Seminário “Processos Criativos em Tempos de Pandemia de COVID-19: do Teatro Convivial à Arte Tecnovivial” encerra programação da 3ª edição da Mostra de Encenações do DArtes/UNIR. Arte de Luís Gustavo Aldunate.

No encontro, que acontecerá a partir das 14h e será coordenado pelo Professor Dr.Luciano Oliveira, os alunos do Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federalde Rondônia (UNIR) comunicarão suas reflexões e conclusões acerca dos processosestético-poéticos dos projetos artísticos apresentados na III Mostra de Encenações doDartes/UNIR.

Os participantes do Seminário receberão certificados (de 4h/a) que serão produzidos pelaPró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis (PROCEA) da UNIR. O evento contará com tradução em LIBRAS. O Seminário será transmitido no seguinte link:  https://youtu.be/hlsXp212Pws

Espetáculos e vídeos disponíveis

Perdeu a apresentação ao vivo do espetáculo “Yalla, go!” que ocorreu na abertura da 3ªMostra de Encenações do DArtes/UNIR (26/03)? Não se desespere! Zahara, com sua cartilha cênica sobre como sobreviver em guerras e outras sabotagens, te espera nagravação do espetáculo que está disponível no nosso canal no Youtube:  https://bit.ly/3w2LmfD

Assista ou reveja o segundo dia (27/03) da Mostra de Encenações do DArtes/UNIR, quecontou com quatro vídeos produzidos pelos acadêmicos da Licenciatura em Teatro daUniversidade Federal de Rondônia, uma homenagem especial ao Dia Mundial do Teatro,um bate-papo com o coordenador da MEDU, professor Luciano Oliveira, além deconversas com os criadores dos vídeos “Caipora”, “Avesso”, “A Carne” e “Eldorado”:Amanara Brandão, Rafa Correia, Vinicius Brito, Ádamo Teixeira, Jamile Soares, GrabrielCorvalan, Emerson Garcia e Sâmia Pandora. Veja a live no seguinte link: https://bit.ly/2PxlJCW

“Ela, Aquela e a Outra”, que contou com encenação de Stephanie Matos Dantas e atuaçãode Almício Fernandes, trouxe para o debate diversas formas de assédios aos quais asmulheres são submetidas diariamente. O espetáculo foi apresentado no domingo (28/03),seguido de um bate-papo com os artistas e os produtores da Mostra. A gravação datransmissão pode ser acessada no link: https://youtu.be/KuRL0Wtfeqs


Sobre a Mostra

A Mostra de Encenações é um projeto de extensão do Departamento de Artes da Universidade Federal de Rondônia, mais especificamente do Curso de Licenciatura emTeatro, com coordenação do Professor Dr. Luciano Oliveira. Trata-se de um evento no qualsão apresentados ao público os projetos de encenação e artísticos desenvolvidos pelosalunos das disciplinas Linguagem da Encenação Teatral e Fundamentos da DireçãoTeatral, ministradas por esse professor. Duas edições já foram realizadas no Teatro Guaporé, em Porto Velho (RO): uma em 2017 e outra em 2018. Em sua 3ª edição, a Mostra está sendo realizada totalmente on-line, em decorrência da pandemia do novocoronavírus.

O projeto da IIIMEDU foi contemplado pelo Edital nº 80/2020/Sejucel-Codec1ª Edição Pacáas Novos do Edital de Chamamento Público para difusão de festivais,mostras e feiras artísticas e culturais (Lei Federal 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc).

Confira todos os detalhes da Mostra acessando nossas redes sociais onde compartilhamos os perfis dos artistas, memórias das edições anteriores e bastidores da III MEDU: Instagram, Facebook e Youtube.

Fonte: Texto de Dennis Weber – Assessor de comunicação da 3ª Mostra de Encenações do DArtes/UNIR

Espetáculo “Ela, Aquela e a Outra” encerra Mostra de Encenações do DArtes/UNIR neste domingo (28)

Imagem: Espetáculo “Ela, Aquela e a Outra” fechará 3ª edição da Mostra de Encenações neste domingo (28)

Depois de rir e chorar com Zahara na sexta-feira (26), debater questões atuais após a exibição dos vídeos no sábado (27), hoje (domingo – 28) é dia de encerrar as exibições de trabalhos artísticos da 3ª Mostra de Encenações do DArtes/UNIR (IIIMEDU), com o espetáculo ao vivo “Ela, Aquela e a Outra”. O evento começará às 19h (horário de Rondônia) e será transmitido no canal da Mostra no Youtube:  https://youtu.be/KuRL0Wtfeqs .

O espetáculo, que conta com encenação da acadêmica Stephanie Matos e atuação do acadêmico Almício Fernandes, trata sobre assédio moral, sexual e outros comuns no ambiente de trabalho. ‘‘Ela, Aquela e a outra’’ conta a história de três mulheres distintas que sofreram algum tipo de violência no ambiente de trabalho. ‘‘Ela’’ nos mostra fatos, ‘‘Aquela’’ nos provoca incômodos e a ‘‘Outra’’ nos traz reflexões. A classificação indicativa é de 16 anos. 

Todos os espetáculos e vídeos da Mostra de Encenações contam com tradução/interpretação em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e audiodescrição. O projeto foi contemplado pelo Edital nº 80/2020/Sejucel-Codec 1ª Edição Pacáas Novos – Edital de Chamamento Público para difusão de festivais, mostras e feiras artísticas e culturais (Lei Federal 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc).

Uma conversa com os artistas envolvidos no espetáculo e no evento acontecerá após a apresentação. O bate-papo será coordenado pelo Professor Luciano Oliveira. A programação da Mostra contará também com o Seminário Processos Criativos em Tempos de Pandemia de COVID-19: do Teatro Convivial à Arte Tecnovivial, que acontecerá no dia 30 de março, das 14h às 18h, e poderá ser acompanhado pelo link:  https://youtu.be/hlsXp212Pws.

Sobre a Mostra

 A Mostra de Encenações é um projeto de extensão do Departamento de Artes da Universidade Federal de Rondônia, mais especificamente do Curso de Licenciatura em Teatro, com coordenação do Professor Dr. Luciano Oliveira. Trata-se de um evento no qual são apresentados ao público os projetos de encenação e artísticos desenvolvidos pelos alunos das disciplinas Linguagem da Encenação Teatral e Fundamentos da Direção Teatral, ministradas por esse professor.  Duas edições já foram realizadas no Teatro Guaporé, em Porto Velho (RO): uma em 2017 e outra em 2018. Em sua 3ª edição, a Mostra será realizada totalmente on-line, em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

Saiba mais sobre a Mostra acessando nossas redes sociais onde compartilhamos os perfis dos artistas, memórias das edições anteriores e bastidores da III MEDU: Instagram, Facebook e Youtube

Arte: Luís Gustavo Aldunate

Texto: Dennis Weber – Assessor de comunicação da 3ª Mostra de Encenações do DArtes/UNIR

Espetáculo “Yalla Go” abrirá 3ª Mostra de Encenações do DArtes/UNIR nesta sexta-feira (26)

Legenda da imagem: 3ª edição da Mostra de Encenações do DArtes/UNIR começa nesta sexta-feira (26) com espetáculo ao vivo “Yalla Go”,  do ator Junior Lopes.

Que tal sextar assistindo um espetáculo teatral, no conforto da sua casa, respeitando o isolamento social imposto pela pandemia da Covid-19?  Essa é a proposta da 3ª Mostra de Encenações do DArtes/UNIR (IIIMEDU), que estreia nesta sexta-feira (26), às 19h, no Youtube.  E para começar essa grande festa do teatro nada melhor do que uma personagem bem conhecida no circuito cultural de Rondônia e até de outros estados.  Estamos falando de Zahara, interpretada pelo ator e professor Júnior Lopes, que saiu dos palcos presenciais e chegou com tudo na internet, no espetáculo “Yalla Go” criado exclusivamente para o meio virtual.

Zahara, que já estrelou o espetáculo “Tabule”, agora apresentará uma Cartilha Cênica ao vivo e on-line, em que ela, libanesa sobrevivente em duas guerras oficiais no Líbano e outras guerras pessoais, apresenta pratos cheios de memórias e lições de como permanecer de pé e se levantar diante de bombardeios. A personagem interpretada por Júnior Lopes é conhecidíssima na cena estadual, tendo circulado em eventos culturais na capital de Rondônia (Palco Giratório, Madeira Festival de Teatro) e em cidades do interior do estado (Festival Amazônico de Monólogos e Breves Cenas), além de ter fechado  a 2ª  edição da Mostra de Encenações, em em novembro de 2018.  

A programação terá mais um espetáculo ao vivo (“Ela, Aquela e a Outra”- domingo – 28  /03) e exibição de quatro obras audiovisuais (“Caipora”, “Avesso”“A Carne” e “Eldorado” – sábado – 27/07). Conversas com os artistas envolvidos nos espetáculos e obras audiovisuais acontecerão após as apresentações. Os bate-papos serão coordenados pelo Professor Luciano Oliveira. A programação da Mostra contará também com o Seminário Processos Criativos em Tempos de Pandemia de COVID-19: do Teatro Convivial à Arte Tecnovivial, que acontecerá no dia 30 de março, das 14h às 18h.

A Mostra de Encenações terá tradução/interpretação em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e audiodescrição. O projeto foi contemplado pelo Edital nº 80/2020/Sejucel-Codec 1ª Edição Pacáas Novos – Edital de Chamamento Público para difusão de festivais, mostras e feiras artísticas e culturais (Lei Federal 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc).

Sobre a Mostra

 A Mostra de Encenações é um projeto de extensão do Departamento de Artes da Universidade Federal de Rondônia, mais especificamente do Curso de Licenciatura em Teatro, com coordenação do Professor Dr. Luciano Oliveira. Trata-se de um evento no qual são apresentados ao público os projetos de encenação e artísticos desenvolvidos pelos alunos das disciplinas Linguagem da Encenação Teatral e Fundamentos da Direção Teatral, ministradas por esse professor.  Duas edições já foram realizadas no Teatro Guaporé, em Porto Velho (RO): uma em 2017 e outra em 2018. Em sua 3ª edição, a Mostra será realizada totalmente on-line, em decorrência da pandemia do novo coronavírus.

Confira a programação completa da 3ª edição da Mostra de Encenações do DArtes/UNIR:

26/03 –  Espetáculo AO VIVO  “Yalla, go!”, de Júnior Lopes (Classificação Indicativa: 14 anos): https://youtu.be/C4dM9-KNtHA   

27/03 – Mostra Audiovisual  das obras “Caipora” (Rafael Correia, Amanara Brandão e Vinicius Brito), “Avesso”(Ádamo Teixeira, Jamile Soares e Gabriel Corvalan), “A Carne” (Emerson Garcia e Sâmia Pandora) e “Eldorado”( Jamile Soares, Ádamo Teixeira e Gabriel Corvalan)  (Classificação indicativa: 16 anos): https://youtu.be/mAZECPVcUxA  

28/03 – Espetáculo AO VIVO “Ela, Aquela e A Outra”, de Stephanie Matos e Almício Fernandes  (Classificação indicativa: 16 anos): https://youtu.be/KuRL0Wtfeqs  

30/03 –  Seminário Processos Criativos em Tempos de Pandemia de COVID-19: do Teatro Convivial à Arte Tecnovivial: https://youtu.be/hlsXp212Pws  

Acompanhe nossas redes sociais onde compartilhamos os perfis dos artistas, memórias das edições anteriores e bastidores da III MEDU: InstagramFacebook e Youtube 

Fonte: Assessoria de comunicação da 3ª Mostra de Encenações do DArtes/UNIR

Professores e alunos de Teatro da UNIR têm projetos aprovados em editais da Lei Aldir Blanc executados pela SEJUCEL/RO

III Mostra de Encenações do DArtes/UNIR é um dos projetos aprovados e acontecerá em março de 2021

Projetos de professores, alunos e ex-alunos do Curso de Licenciatura em Teatro da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), submetidos em editais da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc e executados pelo Governo de Rondônia por meio da Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (Sejucel), foram aprovados e já estão em fase de planejamento e execução. Os projetos serão realizados de forma remota, devido à pandemia de Covid-19. 

Para o Chefe de Departamento do Curso de Licenciatura em Teatro, Professor Doutor, Luciano Oliveira, o sentimento com relação à expressiva quantidade de projetos de alunos e professores do curso aprovados é de orgulho.  O docente destaca que essas aprovações demontram que “[…] nós professores estamos desenvolvendo um bom trabalho. Que contribuímos para o crescimento profissional, artístico e humano deles. Quanto aos colegas de trabalho, observo o amadurecimento, a consolidação e o reconhecimento das pesquisas artísticas de cada um. Inclusive das minhas. É muito bom fazer parte de um corpo docente com profissionais tão gabaritados. Isso é motivador, pois a cada projeto aprovado de um colega, aumenta em nós o desejo de também escrevermos e termos aprovados os nossos projetos. Trata-se de uma relação saudável de cooperação e de trocas artístico-acadêmicas. Assim, em todas as esferas, o crescimento é conjunto:  crescem os alunos, os professores, a universidade e a comunidade teatral de Porto Velho”.

Três dos projetos aprovados contam com a colaboração do Professor Luciano Oliveira, dentre eles a III Mostra de Encenações do DArtes/UNIR (Medu III), que tem como proponente a acadêmica do curso de Teatro,  Stephanie Caroline Matos Dantas. “A realização da III Mostra de Encenações do DArtes/UNIR, mesmo que de forma remota, demonstra a entrada definitiva desse evento no circuito de festivais e mostras artísticas do estado de Rondônia. Ou seja, é um evento que veio pra ficar. E, neste ano, particularmente, após a aprovação da III Mostra em um edital da Lei Aldir Blanc, a possibilidade de poder pagar cachês aos artistas e técnicos participantes é muito gratificante. Enfim, a Mostra caminha a passos largos rumo à profissionalização”, comenta o docente.  

Sobre a III Mostra de Encenações do DArtes/Unir

A III Mostra de Encenações do DArtes/Unir (MEDU III) acontecerá, de modo on-line, em plataforma de streaming, entre os dias 26 e 28 de março de 2021. A Mostra de Encenações é um projeto de extensão do Departamento de Artes da Universidade Federal de Rondônia, mais especificamente do Curso de Licenciatura em Teatro, com coordenação do Professor Dr. Luciano Oliveira. Trata-se de um evento no qual são apresentados ao público os projetos de encenação e artísticos desenvolvidos pelos alunos das disciplinas “Linguagem da Encenação Teatral” e “Fundamentos da Direção Teatral”, ministradas por esse professor. “Já realizamos, com muito êxito, no Teatro Guaporé de Porto Velho, duas edições dessa mostra: uma em 2017 e outra em 2018. Na terceira edição teremos apresentações dos seguintes vídeos: Avesso, Eldorado, A Carne e Caipora – Cena 1: O Jardim do Éden. Contaremos ainda com a apresentação dos espetáculos convidados Ela, Aquela e a Outra, da encenadora Stephanie Matos Dantas, e que já cursou as referidas disciplinas, mas cuja turma não pode participar das mostras anteriores; e Yalla, go!, do professor e ator Júnior Lopes. Por fim, realizaremos, pela primeira vez, junto com a mostra, o Seminário Processos Criativos em Tempos de Pandemia de COVID-19: do Teatro Convivial à Arte Tecnovivial”, adianta Luciano.

Relação de todos projetos aprovados com seus respectivos proponentes:

  1. Edital nº 77/2020/Sejucel-Codec 1ª Edição Mary Cyanne: Jamile Soares (A Cena Negra Amazônica), Amanara Brandão (Que palhaçada é essa?), Raoní Izoli Amaral (Sanfona do Norte), Flávia Alessa Diniz Galvão (A Borracheira) e Stephanie Caroline Matos Dantas (Gritos do Cotidiano – Rompendo Estruturas),  Andressa Christiny do Carmo Bastista (Oficina Produção de eventos culturais em plataforma virtual), Anderson Ferreira (Futuro –  Anderson Black),
  • Edital nº 83/2020/Sejucel-Codec 1° Edição Alejandro Bedotti: Amanara Brandão Dos Santos Lube (Uma Estética dos Restos), Luciano Flávio de Oliveira (Fegues), Luiz Daniel Lerro (Mancebarranco Porto Velho: um tablóide virtual de ousadas webperforsarte)), Raoní Izoli Amaral (A Festa Junina de  Porto Velho) e Adailtom Alves Teixeira (Pioneiros: chegadas, partidas e travessias), Andressa Christiny Do Carmo Batista (Partidas e Mecânicas …).
  • Edital nº 78/2020/Sejucel-Codec 1ª Edição Jair Rangel “Pistolino”: Adailtom Alves Teixeira (Poético Visual); Anderson Ferreira (Elipses).
  • Edital nº 86/2020/Sejucel-Codec 1ª Edição Marechal Rondon: Amanara Brandão Dos Santos Lube (Entre Portos: narrativas às margens), Stephanie Caroline Matos Dantas (Website da Trupe dos Conspiradores), Taiane Sales Nunes (Portifólio artístico digital de Taiane Sales), Taiane Sales Nunes (Dicas da Palhaça Firmina);  Andressa Christiny do Carmo Bastista (Breve Manual de produção Cultural para artistas independentes), Luiz Daniel Lerro (Fórum Performance arte Norte), Andressa Christiny do Carmo Bastista (Plataforma Semear Cultura)
  • Edital nº 80/2020/Sejucel-Codec 1ª Edição Pacáas Novos: Jamile Pereira Soares (Festival PalhAçaí), Raoní Izoli Amaral (I Mostra de Teatro Caixa Mágica), Stephanie Caroline Matos Dantas (III Mostra de Encenações do DArtes/UNIR (Medu III)), Taiane Sales Nunes (Mostra de Performances Feministas), Edmar Leite (m.TAPIRI ed PerformArte.RO).

Para conferir todos os projetos selecionados em Rondônia acesse o link: https://bit.ly/3q4u7Hn. Para mais informações sobre a  Lei Federal 14.017/2020 (Lei Aldir Blanc),  que  foi criada com a finalidade de auxiliar trabalhadores da cultura e os espaços culturais no período de isolamento social, decorrente da pandemia da Covid-19, acesse o link: https://bit.ly/3cR2air .

Legenda da imagem: Sucesso de público na II Mostra de Encenações do DArtes/UNIR, realizada em novembro de 2018, a personagem Zahara, de “Tabule”, da Cia Peripécias de Teatro Universitário e interpretada pelo ator e professor Júnior Lopes, retorna em nova cena na 3ª edição da Mostra, que acontecerá de 26 a 28 de março de 2021

Texto: Dennis Weber

Críticos estúpidos e mordazes! Minas Gerais e o Norte contra o “eixo do mal”

Este texto é uma tentativa de respostas à algumas perguntas que fiz a respeito da crítica do jornalista carioca Mauro Ferreira, publicada hoje no G1, sobre o novo álbum da cantora Fernanda Takai intitulado “Será que você vai acreditar?”, cujo lançamento aconteceu ontem (10/07/2020) nas principais plataformas digitais, como o Spotify e o Youtube.

Não ficarei aqui discorrendo detalhadamente sobre cada música, numa tentativa de interpretá-las, pois muitos textos desse tipo já foram escritos por jornalistas nos últimos dois dias.

O que me incomodou na crítica do Mauro Ferreira não é a nota dada por ele ao álbum (* * * 1/2), mas sim o fato do seu texto me parecer ser mais uma tentativa, dentre muitas, de imposição de regras ingênuas e mercadológicas à produção artística contemporânea (ou pós-moderna).

Como artista periférico e professor de uma universidade periférica, de Rondônia, com a maior parte da minha formação artístico-acadêmica ocorrendo em cidades e universidades fora do eixo Rio-São Paulo, sempre senti na pele o desdém e a descrença pelo meu trabalho. E, de certa forma, isso parece ser um espinho em minha trajetória profissional, haja vista todas as dificuldades que passei para alcançar os lugares que ocupo e os papéis sociais que exerço.

Muito bem, como professor-artista, na área de teatro, tento orientar os meus alunos-artistas para trilharem um caminho liberto das caixas e amarras estético-estilísticas e de gêneros. Ou seja, para que criem suas artes dos modos e formas que quiserem – desde que se debrucem em realizar o trabalho com sensatez e da maneira mais ética e responsável socialmente. Na Universidade Federal de Ouro Preto, quando cursei Direção Teatral, fui educado desse jeito; o que pode produzir um certo medo pelo fato de o educando não saber muito bem para onde ir ou como começar. Todavia, isso é libertador.

Ao sair da universidade e começar a navegar pelos difíceis mares do mundo profissional, comecei a me defrontar com os vomitadores de regras, inclusive nas instituições do sudeste em que eu tentei ingressar no mestrado e no doutorado. E onde fui eu conseguir ser livre e realizar a pesquisa que eu queria? Justamente num lugar completamente fora do eixo, mas de uma beleza incrível e com uma população acolhedora e aconchegante: Florianópolis. Lá na longínqua (isso, obviamente, dependendo de onde se olha) e maravilhosa Universidade do Estado de Santa Catarina. Quantas saudades!

Até aqui parece que estou girando atrás do meu próprio rabo, mas os atentos leitores entenderão onde eu quero chegar.

Periférico que sou, desde a adolescência, sempre tive as minhas quedas pelas produções artísticas e manifestações culturais que não pretendiam ser “as melhores, as maiores, as mais bonitas, as mais visitadas, as mais tocadas nas rádios, as que mais atraíam público aos teatros e as que davam mais audiência para os programas de televisão”. Sendo assim, os meus gostos começaram a tornar-se esquisitos, inclusive musicalmente. Logo, apaixonei-me, por exemplo, pelo Pato Fu e pela Fernanda Takai. Isso, em 1992, quando no Brasil a axé music, o pagode, o funk e a música sertaneja começavam a ocupar cada vez mais espaço na mídia. Eu, um rapaz gordo, pobre, nerd, tímido, usando óculos vermelhos doados pela prefeitura, de voz fina e afeminado – e que sofria todo tipo de bulling – era considerado estranho. Pelos meus gostos e práticas comecei a ser rejeitado.

Há 28 anos ouço Pato Fu e Fernanda Takai. E outras muitas bandas e cantores taxados pelos críticos apenas como fofos ou excêntricos. Aprendi a reconhecer os rifes da guitarra de John Ulhoa, a discernir os graves do baixo do Ricardo Koctus, a não misturar os ritmos ensandecidos da bateria furiosa de Xande Tamietti (e, mais tarde, de Glauco Mendes), a não confundir a voz de Fernanda Takai com a de Adriana Calcanhotto (que, aliás, também adoro), etc. Os estilos de cada membro que já passou por essa banda independente, e que ainda continua a tocar e cantar com ela, bem como com a banda da carreira solo de Fernanda Takai, eu sou capaz de reconhecer. E, como fã, leitor fervoroso de críticas e resenhas, artista, já entendi que tanto a banda quanto a cantora não podem (e não devem) ser encaixados em determinados gêneros musicais. Correndo aqui o risco de reduzir a sua vasta produção musical, que vai da criação de trilha sonora para espetáculo de bonecos (do Giramundo) até canções compostas e/ou regravadas para filmes e novelas, poder-se-ia dizer que o ecletismo e o hibridismo (duas das muitas características da arte contemporânea) são ferramentas de trabalho para Fernanda Takai e o Pato Fu.

Detendo-me mais agora à crítica do jornalista Mauro Ferreira, eis o comentário que escrevi lá na matéria publicada no G1:

Crítica por deveras tendenciosa! Não basta ser jornalista para escrever sobre arte. A sensação que tenho, enquanto artista, é que escritos desse tipo soam como ditadura de regras. As escolhas dos artistas devem, antes de qualquer coisa, serem respeitadas. Goste o crítico ou não!

(https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2020/07/11/fernanda-takai-expoe-dilemas-do-mundo-atual-em-album-solo-que-cresce-nas-musicas-ineditas.ghtml)

E o que mais me incomodou nos escritos desse jornalista? Vejamos alguns trechos da crítica estúpida e mordaz de Mauro Ferreira:

O álbum de Takai resulta mais relevante quando a cantora expõe questões, melancolias e dilemas surgidos nesse momento turbulento atravessado pela humanidade. (…) as duas ótimas primeiras músicas do álbum – Terra plana (outra canção de John Ulhoa) e Não esqueça, título inédito em disco do cancioneiro do compositor gaúcho Nico Nicolaiewsky (1957 – 2014) – sinalizaram álbum alinhado com os dias de hoje (…). Nesse sentido, em que pese a aura “música de brinquedo” da faixa, a recriação fofa de One day in your life (Sam Brown III e Renée Armand, 1975), sucesso na voz do cantor Michael Jackson (1958 – 2009), se alinha com o tom do disco. (…) A questão é que nem todas as faixas do álbum Será que você vai acreditarse afinam com o espírito do disco. É inacreditável que, quase ao fim do álbum, apareça festiva faixa bilíngue, em português-japonês, de clima dance-pop-disco, Love song, gravada por Takai com Maki Nomiya, cantora japonesa revelada como integrante do duo Pizzicato Five (1985 – 2001). (…) E o que ninguém talvez vá dizer é que, nesse mosaico delicado de sentimentos, a regravação de Love is a losing game (Amy Winehouse, 2006), em clima de bossa eletrônica, funciona como lance errado de Takai em jogo de azar. Takai pode ter acertado ao baixar os tons de One day in your life, mas dilui toda a intensidade da balada de Amy Winehouse (1983 – 2011), cujo repertório perde a veemência se for cantado por intérpretes sem vozes incandescentes. (…) É também curioso notar que Takai se sai melhor nas músicas inéditas. (…) Tivesse resistido mais à tentação de abordar sucessos alheios, a cantora talvez estivesse apresentando um grande álbum solo (…). (Negritos meus).

(https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2020/07/11/fernanda-takai-expoe-dilemas-do-mundo-atual-em-album-solo-que-cresce-nas-musicas-ineditas.ghtml)

O crítico, que parece ter visão limitada sobre música e sentimentos, pois “suele” desconhecer as poéticas da arte e da vida, tenta reduzir a relevância do álbum apenas às “melancolias e dilemas” criados pela pandemia de coronavírus. Como se, neste período – difícil, é claro! – tudo se resumisse a melancolias e dilemas. É como se ninguém se divertisse ficando em casa; ou como se ninguém pudesse amar, à distância, aquela que está do outro lado do oceano, festejando alegremente com a amiga um encontro musical português-japonês. Sim, cara pálida, é crível que coisas maravilhosas aconteçam em momentos de guerra, porque somos humanos, seres paradoxalmente complexos e esquisitos.

Mauro Ferreira, Será que você vai acreditar? soa como um “metaalbum”, em que dois ou três álbuns diferentes rodopiam dentro de um único eixo. Isso quer dizer que esse trabalho não é só pop-rock, ou rock, ou mpb, ou bossa nova, ou música eletrônica; é mais um trabalho, dentre muitos da cantora, em que os gêneros são chacoalhados no seu (e do John Ulhoa também) divertidíssimo “liquidificador estilístico” (o conceito é meu, tirado do meu primeiro livro). E pasme, até trilha sonora de espetáculo teatral (Who are you?) tem nesse álbum. Duvido que o senhor sabia disso! Ou se sabia, não se lembrava, talvez por não ter conseguido digerir o enlouquecedor espetáculo Alice no País das Maravilhas do Giramundo Teatro de Bonecos, cuja paisagem sonora é executada, ao vivo, pelo Pato Fu.

Sobre o que apontou como sendo uma “recriação fofa”, parece-me mais uma incapacidade sua de achar as palavras ou categorias adequadas para a versão que o casal John Ulhoa e Fernanda Takai fizeram para a canção de Michael Jackson.

Quanto a dizer que Takai “dilui toda a intensidade da balada de Amy Winehouse, cujo repertório perde a veemência se for cantado por intérpretes sem vozes incandescentes” (idem), é o mesmo que dizer que para cantar as canções dessa talentosíssima cantora inglesa, somente as cantoras com timbres e extensões vocais parecidas à dela o podem fazer. Mais uma ingenuidade do seu cérebro-caixinha!

Essa passagem da crítica do Mauro me fez lembrar de um momento em que eu resolvi inscrever o espetáculo teatral Inimigos do Povo, dirigido por mim, no edital “A Ponte” do Itaú Cultural, de São Paulo. A proposta da Trupe dos Conspiradores, bem como todas as outras dos alunos e professores do Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia, foi rejeitada pela comissão de análise. Até aí tudo bem, pois não ser aprovado em um edital cultural é algo muito comum para qualquer grupo de teatro. O problema é descobrir que esse espetáculo não foi selecionado porque nós da Amazônia não podemos montar Ibsen, ou Shakespeare, ou Brecht; visto que estamos fadados a falar somente sobre a floresta, sobre nossa fauna, nossos mitos e nossas mazelas. Porém, um grupo paulistano famoso – ligado à poderosa USP – vir fazer pesquisa de campo numa tribo do Acre para montar o seu espetáculo de temática indígeno-amazônica é algo bastante natural. Os “lá de baixo” (Rio-São Paulo) podem fazer qualquer coisa, haja vista intitularem-se como o centro difusor da arte, do pensamento e do imaginário da nação. Agora, nós “aqui de cima” somos apenas mais uma parte da imensa periferia excluída dos holofotes do eixo.

É importante lembrar que Fernanda Takai é “aqui de cima”, nascida em Serra do Navio, no Amapá. E, apesar de Minas Gerais, onde ela reside desde criança, estar na região sudeste, aos olhos do eixo do mal (expressão muito recorrente no universo do futebol mineiro), esse montanhoso estado bandeia-se mais para cá do que para lá. E eu não me envergonho, em hipótese nenhuma, disso. Recordo-me, com certa incerteza, de um repórter perguntar para Fernanda o por quê de o Pato Fu ter escolhido Belo Horizonte como sede da banda e não São Paulo ou Rio de Janeiro. Segundo tal repórter, esse grupo musical poderia fazer mais sucesso nessas cidades, porque elas são a referência da produção cultural do Brasil. É claro – sem o intuito de generalizações, até porque conheço boas exceções -, que esse pensamento comumente reflete-se no desequilibrado sistema de premiações dos editais, espelha-se nas críticas publicadas, representa-se no mundo das ideias e interfere, inclusive, na distribuição desigual das cotas de transmissão televisiva para os clubes futebolísticos brasileiros. Foi assim que a Rede Globo criou o monstro chamado Flamengo e conseguiu ser uma das grandes causadoras do Golpe de 2016. A criatura voltou-se contra a criadora, vide Bolsonaro na presidência e a negativa desse clube quanto à transmissão dos seus jogos por esse canal.

Também cai mal o arranjo eletrônico que embota as intenções da canção O que ninguém diz, parceria (já em si pouco sedutora) de Takai com o poeta Climério”. Esse é outro trecho deselegante da crítica de Mauro Ferreira que desvaloriza (para não dizer outra coisa!) a criação artística do poeta piauense Climério Ferreira. O que será que o crítico quis dizer com pouco sedutora? Será que se a parceria de Fernanda Takai fosse com um poeta do eixo ela seria atraente?

Prezado Mauro, quantos cantores e cantoras já regravaram e se “aproveitaram” dos “sucessos alheios” em suas carreiras? Que pensamento mais atrasado é esse de originalidade? Voltamos a viver no século XIX ou nos primórdios do século XX? O que é ser original na pós-modernidade? Uma nova roupagem, ou releitura de um trabalho já existente, não é original porque alguém já o fez? Se fosse assim, nenhum diretor de teatro poderia mais montar Hamlet, porque, ao redor do mundo, esse belíssimo texto shakesperiano já foi usado centenas ou milhares de vezes em trabalhos teatrais. A originalidade na montagem do Hamlet reside justamente nas escolhas, individuais, que cada artista faz para abordar a peça de Shakespeare. Ora, segundo suas palavras, e suas falsas verdades, cantar as músicas de Michael Jackson, de Amy Winehouse ou até mesmo do espírito-santense Paulo Sérgio não é original, porque fulano, beltrano ou ciclano já o fizeram antes ou melhor? Quanta bobagem e crueldade nessas palavras. Falta ao senhor a experiência da criação, dos ensaios, dos shows, das turnês e circulações. Se soubesse o quanto é difícil e árduo o trabalho criativo, “será que o senhor iria acreditar?” nas suas próprias palavras?

Por fim, importa mencionar, que compor um CD todo igual, sempre com o “mesmo espírito”, é tarefa para os sertanejos universitários, os sofrentes, os funkeiros e os religiosos.

Fonte da Imagem: Capa do álbum ‘Será que você vai acreditar?’, de Fernanda Takai — Arte de Renato Larini

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