03/11/2018 – Teatro Guaporé, 20 h.

04/11/2018 – Teatro Guaporé, 19 h.

06/11/2018 – Teatro Guaporé, 15 h. Apresentação no IV Festival Unir Arte e Cultura, voltada para uma escola da Rede Estadual de Ensino de Porto Velho (Ensino Médio).

24/11/2018 – Teatro Guaporé, 20 h – Apresentação na II Mostra de Encenações do Dartes/UNIR.

25/11/2018 – Teatro Guaporé, 19 h – Reapresentação na II Mostra de Encenações do Dartes/UNIR.

06/12/2018 – Teatro Guaporé, 15 h. Apresentação para uma escola da Rede Estadual de Ensino de Porto Velho (Ensino Médio).

Espetáculo teatral contemporâneo (que mistura teatro, teatro de formas animadas, dança, música, vídeos e projeções) livremente inspirado na obra “Um Inimigo do Povo” (1882), do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen. O processo de montagem desse espetáculo iniciou-se dentro do Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e hoje é uma ação do Projeto de Extensão Trupe dos Conspiradores: pesquisa e prática em encenação e em atuação. Nosso espetáculo traça um paralelo entre as temáticas do texto de Ibsen com acontecimentos político-sociais do Brasil atual. Por meio de Inimigos do Povo conspiramos contra a corrupção, homofobia, hipocrisia, unanimidade, racismo, machismo, partidarismo, intolerância religiosa e de gênero, ditadura, mau-caratismo, fome, reforma trabalhista, reforma da previdência e precarização da saúde e da educação.

O projeto Inimigos do Povo – Trupe dos Conspiradores foi contemplado pelo PRÊMIO DE TEATRO JANGO RODRIGUES – 2017 e tem o apoio do Governo do Estado de Rondônia e da SEJUCEL (Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer).

A Trupe dos Conspiradores conta também com o apoio da FUNCER (Fundação Cultural do Estado de Rondônia), da PROCEA (Pró-reitoria de Cultura, Extensão e Assuntos Estudantis da UNIR), do Departamento de Artes da UNIR, da Banda Tuer Lapin, da Sol Maior Escola de Música, da Panificadora Kamilly e da Arte Gesso.

 

FICHA TÉCNICA:


Encenação
– Luciano Oliveira

Texto – Criação Coletiva (livremente inspirada em Um Inimigo do Povo, de Henrik Ibsen)

Direção Musical, preparação vocal e piano – Jussara Trindade Moreira

Preparação Corporal – Luiz Lerro

Assistência de Encenação e Maquiagem – Sheila Souza

Cenografia – Elcias Villar

Iluminação – Edmar Leite e Raoni Amaral

Assistência de Cenografia – Emerson Garcia

Cenotécnicos – Amanda de Souza, Emerson Garcia e Sâmia Pandora

Indumentária – Teo Nascimento e Selma Pavanelli

Assistência de Indumentária – Michele Castro e Vinícius Brito

Direção, produção de vídeo e fotografia – Raissa Dourado

Confecção de cases (sacolas de lona) – Ismael Neves

Contrarregragem – Vinícius Brito

Produção – Flaw Naje

Execução de Trilha Sonora – Rafael Correia

Execução da Marchinha – Anderson Benvindo

Diagramação – Leandro Almeida

Assessoria de Imprensa – Emanuel Jadir Siqueira

Elenco – Ádamo Teixeira, Andrelina Paiva, Enderson Vasconcelos, Jamile Soares, Stephanie Matos e Vavá de Castro

Elenco coringa – Alexia Dantas, Jonathan Ignácio e Teo Nascimento

MÚSICAS DO ESPETÁCULO:

  • Te Arreda – Paródia de Adoleta (Cantiga de Roda) – Letra de Jussara Trindade
  • Mulher Eu Sei – Chico César (Por Caio Prado e Johnny Hooker)
  • Marchinha – Anderson Benvindo
  • Fermento pra Massa – Crioulo
  • Efeitos Sonoros de Cinema
  • Mortem Submersi – Tuer Lapin
  • Esse prefeito é mesmo uma piada! – Paródia de De Nada (Filme Moana) – Letra de Enderson Vasconcelos e Jussara Trindade
  • O país de uma nota só – Musicalização de trecho de poesia de Carlos Marighella – Arranjo para piano de Jussara Trindade
  • A Terceira Lâmina – Zé Ramalho
  • Lacrimosa – Wolfgang Amadeus Mozart
  • Água – Uakti
  • Sem título – Uakti

AGRADECIMENTOS: A Trupe dos Conspiradores e os artistas de Inimigos do Povo agradecem imensamente: Governo do Estado de Rondônia, SEJUCEL (Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer), FUNCER (Fundação Cultural do Estado de Rondônia), PROCEA (Pró-reitoria de Cultura, Extensão e Assuntos Estudantis da UNIR), Departamento de Artes, Banda Tuer Lapin, Escola de Música Sol Maior (em especial à professora Sílvia Freire de Carvalho), Arte Gesso, Kamilly Panificadora e Confeitaria (Sr. Ronildo Chaves), Sr. Rodrigo Framil, Sr. Fabiano Barros, Sr. Paulo José Roman e a todos os demais funcionários do Complexo Teatral Palácio das Artes, Marcelle Pereira, Marcela Bonfim, Selma Pavanelli, Adailtom Alves, Junior Lopes, Paky’Op (Laboratório de Pesquisa em Teatro e Transculturalidade), João Branco e a todos do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo, Paulo Santos e Thaiz Lucksis (Associação Cultural Waraji), Jaqueline Luquesi, Dona Antônia, Amanara Brandão, Hitalo Yuri Yamashita, Gilca Lobo e aos integrantes do #depositaSejucel. O encenador Luciano Oliveira agradece com muito amor a todos os artistas que emprestam seus talentos para a existência de Inimigos do Povo.

A muy lamentável e cruel história de Píramo e Tisbe – Teatro Ruante

Como montar um belo e engraçadíssimo espetáculo de rua em tempo recorde? Sinceramente, como encenador, não sei responder a essa pergunta. Perguntem, por favor, aos artistas do Teatro Ruante.

Em pouco mais de dois meses (ou em pouco menos?), Adailtom Alves, Selma Pavanelli, Jamile Soares, Bruno Selleri e companhia receberam do SESC o dinheiro pela premiação no Prêmio Sesc de Incentivo às Artes Cênicas e, como corcéis negros do período elisabetano, saíram em disparada pelo árido e cálido “deserto” de Porto Velho e cruzaram exitosos a faixa de chegada da sensibilidade artística.

A muy lamentável e cruel história de Píramo e Tisbe estreou, às 19 hs, no dia 27 de setembro de 2018, na área de convivência do Sesc Esplanada, dentro da programação do mais que excelente Palco Giratório.

Ao chegar no lugar da apresentação fomos recebidos pelos belíssimos (e um pouco nervosos, dada a aceleração do coração pela estreia!) palhaços do Ruante. Escrevo belo no superlativo pela primeira impressão que causou em mim o figurino: que primor! E mais beleza e funcionalidade cênica estava guardada para o segundo momento do espetáculo. Nenhuma linha solta para dar motivos para este “crítico cruel” que vos escreve reclamar. Assim não dá, ruantes! Desse jeito não posso copiar, com a minha crítica, o feroz e amargo professor Nazareno.

E o que falar da interpretação? Como professor dessa difícil disciplina do teatro dou nota 100 para o elenco: Jamile Soares (palhaça Tuminga – que mais parece com o Pateta de Walt Disney), Bruno Selleri (palhaço Mazela) e Selma Pavanelli (palhaça Tinnimm). A nota não podia ser diferente, pois um dos objetivos do palhaço é fazer rir. E o público riu à beça com as confusões desse trio clownesco. Dentre tantas piadas ouvidas, vai entrar para a história da palhaçaria de Rondônia a baralhada de Tuminga, que confunde fio vital com fio dental. Nesse momento, a área de vivência do Sesc Esplanada vai abaixo com tantas gargalhadas da plateia. Foi difícil parar de rir por um bom tempo. Confesso que, depois disso, perdi uns três minutos de espetáculo. Jamile, você está me devendo essa!

E o que escrever sobre a encenação? Ah, professor Adailtom, com sua brilhante direção o senhor está ameaçando “tirar a minha cadeira” na Unir! Isso não se faz com um colega e amigo de profissão, professor! Como explicar –  sem metáforas – para os nossos alunos que o palhaço Magrila abandonou a cena e deu um gancho no adversário? Em apenas dois meses de ensaio, Adailtom Alves? Agora entendi o seu esgotamento físico e mental, meu amigo! Tente descansar um pouco. Deite em uma cama de plumas de ganço e goze do merecido sucesso.

E a dramaturgia de A muy lamentável e cruel história de Píramo e Tisbe? Que “confusão” gostosa foi essa que vocês fizeram nestes dias de escuridão política que vivemos? Misturar Shakespeare, Brecht, gags cômicas, improvisos e #s (hashtags) é coroar um amadurecimento dramatúrgico que o Teatro Ruante vem tendo desde “Era uma vez João e Maria… e ainda é”. Aliás, aproveito este espaço para parabenizar Adailtom Alves, mais uma vez, pelo Prêmio Funarte de Dramaturgia 2018, na categoria infantojuvenil, com o texto Pedro. 

O cenário do espetáculo, realizado por Ismael Barreto, também merece destaque e elogios. Ele cumpre muito bem suas funções na encenação. E mais: ajuda a criar a famigerada poesia cênica que encanta crianças e adultos. Penso que, com uma iluminação inventiva e potente, o onirismo de um “sonho de uma noite de verão” seria alcançado.

Não posso deixar de redigir algumas linhas para lembrar a importância sem tamanho da produtora Val Barbosa para o espetáculo, bem como para o Teatro Ruante. Parabéns pelo seu trabalho excelente!

Por fim, é importante lembrar que um espetáculo teatral nunca está completamente pronto. Sempre há algumas arestas a serem trabalhadas. O contato com o público é fundamental para a descoberta dos fios de Ariadne. E no complexo labirinto do Minotauro de A muy lamentável e cruel história de Píramo e Tisbe ainda é preciso dar um nó entre a primeira e a segunda parte desse engraçadíssimo trabalho.

Vida longa ao Ruante! Vida longa ao SESC, ao Palco Giratório e ao Prêmio Sesc de Incentivo às Artes Cênicas!

Começou o Palco Giratório 2018 – RO

No feriado de 7 de setembro, sexta-feira, iniciou-se em Rondônia a edição 2018 do Palco Giratório, com o Seminário Palco Giratório 2018 – Arte como (Re) Existência.

Artistas, grupos de teatro (Trupe dos Conspiradores, Teatro Ruante, O Imaginário – RO, Wankabuki e Associação Cultural Waraji, dentre outros), professores universitários (UNIR, UFAC e UFPA), alunos, curadores e funcionários do SESC de diversas partes do país, representantes de movimentos sociais e culturais (Coletivo Mina Livre, Setorial de Teatro de Porto Velho, Pró-Cultura Rondônia e #depositaSejucel) e da sociedade civil de Rondônia – e até mesmo crianças – estiveram presentes no Teatro 1 do SESC Esplanada para participar das excelentes mesas de debates realizadas nas tardes e noites de sexta-feira e sábado.

No dia 07/09, de 15h às 16h30, a Mesa 1 – Gestão Cultural na Contemporaneidade: como gerir garantindo a arte o lugar de (Re) Existir? – abriu as sessões de debates com os convidados Daina Leyton, de São Paulo, José Manuel, do SESC Pernambuco, e Keila Barbosa, de Rondônia. A mediação ficou a cargo de Raphael Vianna, do SESC – DN.

Mais tarde, de 17h às 18h30, foi a vez da Mesa 2 – Acessibilidade Cultural: pulverizando as ações em arte, com os convidados Rita Marize, do Sesc Pernambuco, e Suzi Bianchi, do Rio de Janeiro. A mediação foi de José Manuel, do Sesc Pernambuco.

Por fim, e não menos importante, a Mesa 3 – Novos Olhares para a dança na Amazônia, fechou o ciclo de debates do primeiro dia de seminário. Dessa mesa participaram a professora Valeska Alvim, da Universidade Federal do Acre (UFAC), o professor Luiz Lerro, da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e a professora Waldete Brito, se não me engano da Universidade Federal do Pará (UFPA). No meio da numerosa plateia, que fazia uma grande festa para receber os convidados, encontravam-se alunos e integrantes do projeto Mediação Cultural – Palco Giratório 2018, que é coordenado pelo professor Júnior Lopes do Curso de Licenciatura em Teatro da UNIR.

O primeiro dia de debates foi muito proveitoso, rico e culturalmente intenso.

No sábado, no dia 08/09, entre 16h e 17h30, também no Teatro 1 do SESC, ocorreu a Mesa 4, com o tema mais que relevante e necessário “O protagonismo feminino na arte”. Para compor a mesa foram convidadas as palhaças Selma Pavanelli, de Rondônia, e Mariana Gabriel, de São Paulo, ademais da professora e bailarina Waldete Brito, do Pará. A mediação foi de Jane Schoninger, do SESC Rio Grande do Sul.

E para encerrar o Seminário Palco Giratório 2018 – Arte como (Re) Existência, aconteceu a Mesa 5 – Festivais de Teatro Independentes: Mapeando Rondônia, com a presença de Valdete Souza, de Vilhena/RO, uma das coordenadoras do Festival Amazônico de Monólogos e Breves Cenas; de Paulo Santos, de Guajará-Mirim/RO, um dos coordenadores do Festin-Açu (Festival Internacional de Teatro de Guajará-Mirim); e de Chicão Santos, de Porto Velho, um dos coordenadores do Festival Amazônia Encena na Rua. A mediação dessa mesa foi de Clarissa Franci, do Sesc Pará.

Assim como o primeiro dia de debates, o segundo também foi muito farto e profícuo. E mais: muito importante para a classe artística do Estado de Rondônia, que carece de efetivas políticas públicas nas áreas de Arte e Cultura e da representatividade feminina.

A programação artística do Palco Giratório de Rondônia começa hoje, às 17 h, na Lona do Palhaço Biribinha (Parque da Cidade), com o espetáculo de circo Magia, da Companhia Teatral Turma do Biribinha, de Alagoas.

Crédito: Foto de Eliane Viana (Agenda Porto Velho).

SEJUCEL paga os primeiros prêmios dos editais culturais de 2017

Aos poucos a  SEJUCEL (Superintendência Estadual da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer) e o Governo do Estado de Rondônia vão pagando os prêmios dos editais culturais lançados em 2017.

Até o presente momento foram depositados alguns valores referentes ao Prêmio de Teatro Jango Rodrigues (nas categorias montagem e festival) e do SART  (Salão de Artes Contemporâneas de Rondônia). Foram estes os artistas e projetos que receberam seus prêmios:

1- Luciano Flávio de Oliveira: R$ 30.000,00 do projeto de montagem Inimigos do Povo – Trupe dos Conspiradores;

2- Raoní Izoli Amaral: R$ 30.000,00 do projeto de montagem O Tesouro de Oxum;

3- Valdete Souza: R$ 20.000,00 do projeto Festival de Cenas Curtas de Vilhena;

4- Bailarina da Praça: R$ 7.000,00 de um projeto do SART.

Contudo, ainda são muitos os artistas que não receberam seus prêmios. Inclusive, alguns editais, como o 1º Prêmio de Dança de Palma – 2017 e o 2º Prêmio Zezinho Maranhão – 2017, ainda nem tiveram seus resultados finais publicados.

O Movimento #depositaSejucel agradece imensamente à SEJUCEL e ao Governo do Estado de Rondônia, em especial ao Rodnei Paes e a Marcela Bonfim,  pelo pagamento dos projetos e artistas acima relacionados. Reconhecemos todas as dificuldades passadas por essa superintendência, principalmente pelo baixo contingente de profissionais que nela trabalham.  Porém, continuaremos nossa militância no intuito de recebermos todos os prêmios, que gira em torno de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais).

Agradecemos também o apoio de todos os veículos de comunicação do estado que nos cederam espaços para que a população rondoniense pudesse ouvir nossas vozes.

 

#depositaSejucel

 

 

Integrantes do movimento #depositaSejucel participam de nova reunião na Superintendência da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer de Rondônia

Os integrantes do movimento #depositaSejucel estiveram em reunião, nessa terça-feira (24/07), às 09h, com o Superintendente da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer de Rondônia(SEJUCEL) Rodnei Paes, a fim de resolver o impasse sobre o pagamento dos prêmios culturais aprovados nos editais lançados no ano de 2017. Os representantes do movimento cobraram uma data para o repasse dos valores que foram garantidos pelo governador Daniel Pereira, que confirmou a liberação de 400 mil reais para os pagamentos dos prêmios contemplados.  O Superintendente informou que esteve em reunião na manhã desta segunda-feira (23/07) com o governador de Rondônia para tratar sobre o pagamento dos prêmios culturais. Segundo Rodnei Paes, o governador autorizou o pagamento imediato dos prêmios Jango Rodrigues e SART. Os artistas, cujos projetos foram aprovados nos dois editais em dezembro de 2017, deverão ser convocados dentro de até 15 dias úteis para a assinatura dos contratos.

Na reunião, discutiu-se ainda a importância da SEJUCEL na formação e sustentação dos movimentos culturais. O Superintendente voltou a afirmar que “a mobilização da classe artística é importante, a ação de se reunir e vir conversar com o Estado é importante, pois quando é um só não tem poder, mas quando vêm todos os segmentos (a fotografia, o teatro a dança, etc.), mostra que estão se unindo. É assim que se faz, pois ninguém vai a lugar nenhum sozinho”. Quanto aos trâmites dos prêmios, o de Fotografia Dana Merril, por exemplo, cujo resultado final foi publicado no Diário Oficial do Estado de Rondônia no dia 15 de março de 2018,  não foi informado ao certo quando será realizado o pagamento.

A responsável pelo acompanhamento dos trâmites dos prêmios na Sejucel, Marcela Bonfim, durante a reunião informou que os “Prêmios de Música têm dois em andamento: o Rondônia  Autoral que vai sair o resultado, estamos brigando para sair até sexta; e o de Literatura que já vai homologar. Vou publicar o resultado final. O que acontece, o Zezinho Maranhão e o de dança, como foram os últimos, a gente nem abriu no sistema ainda, porque a gente precisa pagar cinco editais. Desses cinco editais, a gente tá falando de  trinta e três a trinta e cinco pessoas. (…) Pode ser que seja pago até dezembro, mas pode ser que seja pago no próximo exercício”. Rodnei Paes, por sua vez, completou a informação dizendo que na reunião com o governador foi afirmado que, possivelmente, serão pagos todos os prêmios antes do final do ano, por meio de uma PL que passará pela Assembleia Legislativa. Já Marcela Bonfim afirmou ainda que “o SART já está empenhado e que o Jango Rodrigues está em processo de empenho. Que o prazo para pagamento é de 07 a 15 dias”.

A Gerência de cultura da SEJUCEL encaminhou e-mail aos ganhadores do prêmio Jango Rodrigues, na segunda-feira (23/07), com o seguinte conteúdo: “Informamos aos contemplados do Prêmio Jango Rodrigues que os processos individuais já estão com a NOTA DE CRÉDITO e os mesmos foram encaminhados desde SEXTA- FEIRA (dia 20/07) para empenho, aguardando apenas a liberação financeira da SEFIN. Isto é, o trâmite para pagamento encontra-se em fase final – para pagamento dos senhores que em termos de prazo significaria um procedimento que dura de 7 (sete) até 15 (quinze dias). Após empenhados todos serão contatados para assinatura do contrato”.

Aos artistas de Rondônia, no momento, cabe esperar e torcer para que sejam cumpridas as promessas feitas durante a reunião. Porém, a espera não será inerte, posto que a vigília será constante, no sentido de acompanhar os processos e de assegurar que os projetos sejam realizados até dezembro de 2018.  O movimento deposita Sejucel agradece a todas as pessoas que ajudaram compartilhando a hashtag, as matérias e apoiando a causa. Também fazemos um agradecimento especial à imprensa do estado que se dispôs a divulgar o movimento e falar sobre a situação da cultura em nossa região. Gostaríamos ainda de agradecer a cada artista que esteve junto nessa caminhada que está apenas começando. A união é a nossa única ferramenta! Temos que continuar com a mesma força em prol das artes de Rondônia.

 #depositaSejucel

Artistas de Rondônia tentam, há sete meses, receber os prêmios da SEJUCEL

GRUPO DE TEATRO WANKABUKI:

“Nas últimas semanas, os artistas de Rondônia estão divulgando uma hashtag nas redes sociais, “ #depositaSejucel” na tentativa de sensibilizar o Governo do estado afim de que seja cumprida a Portaria nª 105, publicada no Doe de 07 de setembro de 2017, através do qual se cria o Prêmio Jango Rodrigues iniciativa“que visa atender o segmento do Teatro, sob a responsabilidade da Coordenação de Cultura, por meio do Núcleo de Editais, promovendo assim à ampliação da produção do Teatro do Estado de Rondônia, bem como a desburocratização do acesso aos recursos públicos pelo segmento artístico-cultural em questão, além do aquecimento da economia da cultura em âmbito estadual”. O resultado foi divulgado em Dezembro do mesmo ano, veja o processo http://rincaocultural.ro.gov.br/…/premio-de-teatro-jango-r…/

No entanto, até a presente data, os prêmios não foram pagos ou sequer foi produzido qualquer documento que assegure o pagamento dos mesmos, assim, inviabilizando a execução de todos os projetos contemplados. Rafael Barros, artista rondoniense, vencedor do Prêmio de Teatro Jango Rodrigues, propôs projeto na categoria de Residência Artística, em que voltaria ao Museu Bispo do Rosario Arte Contemporânea/RJ, depois de residir lá em 2016, com Norte-Colônia, visando continuidade da pesquisa em saúde mental e performance art. Nesta pesquisa proposta ao prêmio estão a cinegrafista Raissa Dourado e a facilitadora/provocadora Priscila Maia. Em entrevistas ao blog, Rafael afirma que: “Ser selecionado no primeiro edital de teatro não tem sido, até agora, um mar de rosas. A SEJUCEL não tem pressa de pagar artista. Inviabiliza assim, as pesquisas, ações e intercâmbios dentro e fora do estado, não só minhas, mas de uma série de artistas que, junto a mim, foram contemplados. Acredite ou não, artista é profissão. Me programei para realizar minha pesquisa no Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, do RJ, prevista no projeto aprovado, e sem a verba, a pesquisa não tem como iniciar. Todo esse impasse torna impotente nosso esforço, nosso trabalho, nosso nome e – principalmente – a arte rondoniense”.

Luciano Flávio de Oliveira, Professor do curso de Licenciatura em Teatro na Universidade Federal de Rondônia, foi selecionado na categoria montagem e, desde então, desenvolve o espetáculo com alunos do Curso da Universidade, segundo Luciano a estreia estava prevista para julho, mas a data já foi adiada por inúmeras vezes. “É lastimável para os artistas de teatro, é muito ruim para a imagem do governo e mostra todo o descaso dos políticos com a cultura no estado. Surgem iniciativas boas, e os vencedores não recebem. Estou montando o projeto Inimigos do Povo por conta, não paguei ninguém até agora. Nós estrearíamos em julho, adiamos para agosto, agora adiei para novembro, não temos dinheiro para nada. O governo precisa encarar a cultura como negócio, além da importância na formação da cidadania, a cultura gera renda, emprego. Tenho 17 pessoas na equipe que ficaram muito empolgados com o prêmio, com a possibilidade de trabalhar e receber um cachê. Sinto muito pela equipe que está entrando no mercado de trabalho e já passam por essa decepção, pedagogicamente é muito negativo, pois o curso de teatro possui poucos alunos e com essas decepções piora tudo. Espero que a SEJUCEL e o governador, Daniel Pereira, vejam que o retorno ao estado por realizar os editais até o final será muito maior que o investimento”.

Valdete Sousa, artistas rondoniense, selecionada na categoria Festivais com o Festival Amazônico de Monólogos e Breves Cenas que teve duas edições(2015-2016) com edital público do Basa e caixa econômica, respectivamente. Afirma: “Em 2017, não conseguimos realizar o Festival, então ficamos felizes com a seleção no Prêmio Jango Rodrigues. Mas, o Festival corre o risco de não acontecer mais um ano, estava previsto para a primeira semana de Agosto/2018, porém será impossível para essa data. Sabemos que cultura em Rondônia não é prioridade, mas esse pensamento precisa ser mudado, os prêmios pareciam ser essa mudança, mas, no momento, está se revelando o verdadeiro ‘cavalo de tróia’. Muito bom encher a boca para dizer que criou diversos prêmios para a cultura, mas, apenas abrir processos em páginas on-line não produz resultados, tem que cumprir o que promete”.

No dia 05 de julho de 2018, os artistas foram até a SEJUCEL verificar o andamento do prêmio, recebidos pelo Superintendente Rodnei Paes e seus assessores, foram instruídos a procurar a SEPOG.  Parte da comissão voltou à SEPOG, no dia seguinte, para verificar o andamento do pagamento dos prêmios dos editais de cultura e o parecer que os membros receberam foi “Procurem a SEFIN”. Já na Secretaria Estadual de Finanças (SEFIN), este foi o parecer: “Procurem a SEJUCEL”.

Além do Prêmio Jango Rodrigues, segue no mesmo estado de inércia o Prêmio de Fotografia Dana Merril com diversos artistas aguardando para dar continuidade aos seus projetos. Não contente, a SEJUCEL abriu edital para a 2ª edição dos Prêmios de música “Zezinho Maranhão” e de dança “De Palma” que estão em fase de habilitação, desde o início do ano, sem ter resultado até o momento. Chagas Peres, trabalha com dança de salão em Rondônia há 25 anos, encaminhou proposta para o Prêmio de dança e afirma que a falta de respeito em relação aos artistas  que se inscreveram no edital  causa: “ Imenso prejuízo moral, pois ficamos desacreditados diante da comunidade, ao enviar o projeto, a SEJUCEL solicita que tenhamos definidos os parceiros e os artistas atuantes, no meu caso, são mais de duzentos participantes (pessoas com necessidades especiais, idosos) e seis parceiros da comunidade, são escolas da rede pública que nos forneceram cartas de anuência firmando parceria, isso gerou uma expectativa junto à professores e alunos que passaram a cobrar de mim o início do projeto e até o momento não tenho resposta de quando poderemos iniciar as ações.”

Por fim, é ano de eleições e todas as respostas convergem para as questões burocráticas que envolvem o estado, para a morosidade do sistema, entre outros argumentos. No entanto, o estado teve sete meses para resolver esses impasses e vem literalmente ludibriando os profissionais da arte, que cansados de todos as respostas ensaiadas, e-mail prontos que enviam para qualquer pergunta que se faça, apelam para a publicidade das redes sociais e imprensa.”

 

FONTE: https://grupodeteatrowankabuki.blogspot.com/

 

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